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Cancelamento da sessão conjunta do Congresso Nacional é criticada pelo setor produtivo
O Sistema OCB, junto a outras entidades representativas do setor produtivo nacional, assinou nota oficial manifestando descontentamento com o cancelamento da sessão conjunta do Congresso Nacional que analisaria os vetos presidenciais à Lei Geral do Licenciamento Ambiental. O adiamento, segundo a Coalizão das Frentes Produtivas, representa um retrocesso no diálogo entre os setores econômicos e o poder público, comprometendo o avanço de um marco regulatório essencial para o desenvolvimento sustentável do país.
A decisão de postergar a deliberação — tomada após apelo do governo — frustrou expectativas de diversos segmentos produtivos, que há meses se mobilizam em favor de uma legislação moderna e equilibrada. A Coalizão defende que a Lei Geral do Licenciamento Ambiental seja mantida em sua integridade, de forma a garantir segurança jurídica, previsibilidade e respeito ao pacto federativo, bem como permitir que estados e municípios exerçam com clareza seu papel no processo de licenciamento.
O grupo alerta ainda que os vetos presidenciais descaracterizam a estrutura da lei, o que compromete sua aplicação prática e gera insegurança regulatória. Com a entrada em vigor prevista para fevereiro de 2026, a ausência de dispositivos centrais poderá deixar entes federativos sem base legal clara para conduzir licenciamentos e abrir espaço para paralisações de obras, empreendimentos e atividades essenciais em todo o país.
Para a superintendente do Sistema OCB, Tania Zanella, a manutenção do diálogo e o fortalecimento da legislação ambiental equilibrada são fundamentais para o futuro do Brasil. “O cooperativismo sempre defendeu o desenvolvimento sustentável, com equilíbrio entre produção e preservação. O que o setor produtivo busca é uma lei que traga segurança jurídica e eficiência, permitindo que o país cresça de forma responsável. O adiamento da votação representa um passo atrás nesse esforço coletivo”, destacou.
A nota reforça que a defesa da apreciação dos vetos não trata de uma disputa entre economia e meio ambiente, mas da construção de um caminho conjunto para o crescimento com responsabilidade. “O Brasil precisa de estabilidade regulatória para continuar gerando emprego, renda e inovação, sem abrir mão da sustentabilidade”, conclui o texto.
A manifestação é assinada por 12 frentes parlamentares, entre elas a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), que integra a Coalizão das Frentes Produtivas.
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Na edição desta semana do Vozes do Cooperativismo, o tema foi “Como se organizam as cooperativas de trabalho”, com a participação de Cristina Bandeira, presidente da Cooperativa de Trabalhos dos Profissionais de Enfermagem e de Saúde do Nordeste do Estado do Ceará (Coopernordeste-CE) e representante do Ramo Trabalho e Produção de Bens e Serviços no Sistema OCB/CE, e Osmiro Barreto, presidente da Cooperativa dos Pediatras do Ceará (Cooped-CE). A conversa foi conduzida pelo jornalista Rafael Mesquita, do Sistema OCB/CE.
As cooperativas de trabalho são organizações formadas por profissionais que se unem para melhorar suas condições econômicas e profissionais. Regidas pela Lei nº 12.690/2012, essas cooperativas promovem autonomia, autogestão e desenvolvimento coletivo, fortalecendo o papel do trabalhador como protagonista do próprio sustento.
No Ceará, o ramo Trabalho reúne 22 cooperativas formalmente cadastradas, abrangendo profissionais como enfermeiros, técnicos de enfermagem, assistentes sociais, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, dentistas e técnicos de laboratório. No cenário nacional, o segmento conta com 597 cooperativas, 187 mil cooperados e 8,2 mil empregos diretos, movimentando cerca de R$ 4,8 bilhões em receitas, R$ 2,5 bilhões em ativos e R$ 378 milhões em sobras — valores que retornam aos cooperados, reforçando o caráter solidário e sustentável do modelo.
Durante o programa, Cristina Bandeira destacou o papel transformador das cooperativas de trabalho:
“Ser cooperativista é garantir o próprio sustento por meio da união. Trabalhar em cooperativa é algo fascinante para quem acredita no cooperativismo. Esse ramo abre espaço no mercado, tanto público quanto privado, para profissionais que, sozinhos, talvez não conseguissem ingressar. A cooperativa de trabalho oferece capacitação, encaminha e acompanha o profissional, mesmo sem experiência, até que ele esteja preparado para atuar.”
Fundada em 2014, a Coopernordeste-CE reúne mais de 2 mil cooperados ativos em atuação na capital e no interior do estado. A cooperativa vem expandindo sua atuação para o exterior, com uma parceria firmada com a Alemanha para envio de profissionais da enfermagem, que já se preparam para atuar no país europeu a partir de 2026.
Já o Dr. Osmiro Barreto destacou a trajetória de sucesso da Cooped-CE, que completou 30 anos de fundação:
“Nossa cooperativa nasceu da necessidade de valorização dos pediatras no Ceará. Em 1995, 41 médicos decidiram se unir em busca de melhores condições de trabalho e remuneração. Hoje somos 1.166 pediatras cooperados, todos especialistas ou com residência médica.”
Ele também ressaltou o protagonismo das mulheres na cooperativa:
“Enquanto muitas cooperativas ainda buscam maior inclusão feminina, na Cooped a realidade é inversa — 82% dos nossos cooperados são mulheres, e elas também lideram em produtividade e faturamento. É um motivo de grande orgulho.”
A Lei 12.690/2012 também marcou a evolução da cooperativa, que passou a adotar o modelo de cooperativa de trabalho, garantindo direitos como repouso anual remunerado, entre outros benefícios.
Cooperativismo que transforma
As duas cooperativas exemplificam o verdadeiro espírito cooperativista: além de gerar trabalho, renda e oportunidades, promovem ações sociais voltadas à comunidade. A Cooped-CE, por exemplo, foi premiada no SomosCoop 2022 por um de seus projetos de impacto social e, junto com a Coopernordeste-CE, participa de programas e iniciativas articuladas pelo Sistema OCB/CE que fortalecem a atuação comunitária das cooperativas, como o Dia C de Cooperar, realizado anualmente em todo o país.
O episódio evidenciou que o Ramo Trabalho e Produção de Bens e Serviços é um dos mais representativos do cooperativismo cearense, um setor que cresce, inova e transforma vidas, tendo como base a solidariedade, a cooperação e o desenvolvimento coletivo.
Sobre o Vozes do Cooperativismo
O Vozes do Cooperativismo é uma realização do Sistema OCB/CE em parceria com o Sistema Jangadeiro. O programa vai ao ar ao vivo todas às quartas-feiras, a partir das 13h, pela rádio Jangadeiro BandNews FM e pelos canais do YouTube da rádio e do Sistema OCB/CE. Além disso, pode ser assistido às sextas-feiras, às 21h, na Nordestv (canal 27.1), e aos sábados, às 8h30, na TV Jangadeiro (canal 12.1).
Confira a íntegra do programa desta semana AQUI.
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Vivemos um momento em que o mundo busca caminhos para equilibrar crescimento econômico e bem-estar social. Entre tantas respostas possíveis, o cooperativismo de crédito se reafirma como uma das mais consistentes — porque coloca as pessoas no centro das decisões e entende que a prosperidade só tem sentido quando é compartilhada.
O Dia Internacional das Cooperativas de Crédito (DICC), celebrado em 16 de outubro, convida o mundo a refletir sobre esse modelo que alia eficiência financeira, propósito social e desenvolvimento local. Em 2025, o tema escolhido pelo Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito (WOCCU) — Cooperação para um mundo próspero — traduz com precisão o que o cooperativismo representa hoje: uma forma moderna e humana de fazer finanças, onde a rentabilidade se mede também pelo impacto positivo gerado nas comunidades.
No Brasil, o cooperativismo de crédito já é uma força de transformação concreta. São 689 cooperativas, mais de 20 milhões de cooperados e 10 mil pontos de atendimento, muitos deles em cidades onde não há nenhuma outra instituição financeira. Isso significa que o acesso ao crédito, à poupança e à educação financeira chega a lugares e pessoas que, historicamente, estavam à margem do sistema. As cooperativas ampliam oportunidades, estimulam o empreendedorismo e fortalecem economias locais.
E o impacto vai muito além. Em 2024, o setor movimentou R$ 455 bilhões em operações de crédito e ultrapassou R$ 885 bilhões em ativos, com crescimento superior a 20% em relação ao ano anterior. Ao mesmo tempo, mantém uma carteira verde de mais de US$ 10 bilhões, apoiando projetos de energia limpa, agricultura de baixo carbono e práticas sustentáveis de produção. Esses números expressam o equilíbrio entre desempenho econômico e compromisso socioambiental — um diferencial que tem colocado o cooperativismo brasileiro em destaque no cenário global.
Os resultados mais valiosos, no entanto, nem sempre cabem nas planilhas. Eles aparecem nas histórias das pessoas e nas transformações das comunidades. Cada empréstimo concedido, cada ação de capacitação ou fundo social representa a materialização de um princípio que sustenta o movimento cooperativo desde sua origem: o de que o desenvolvimento é coletivo.
Essa essência está refletida também na campanha nacional lançada este ano pelo Sistema OCB e pelas cooperativas do segmento: No crédito ou no débito? No coop!. Inspirada em uma pergunta simples do cotidiano, a iniciativa traduz o sentido da escolha cooperativa — uma decisão consciente de fazer parte de uma rede que multiplica prosperidade. Dizer “no coop” é reconhecer que o dinheiro pode ser um instrumento de transformação, quando usado com propósito e responsabilidade.
Os investimentos sociais realizados pelas cooperativas, somados à distribuição de resultados aos cooperados, geram bilhões de reais em benefícios econômicos e sociais todos os anos. São recursos que voltam para as comunidades em forma de educação, cultura, saúde e desenvolvimento local. Essa lógica circular do cooperativismo — onde o resultado coletivo impulsiona o progresso de todos — mostra que é possível fazer finanças de um jeito diferente e sem abrir mão da eficiência.
O DICC 2025 nos convida, portanto, a celebrar o que o cooperativismo de crédito tem de mais genuíno: sua capacidade de unir o econômico ao humano. De conectar pessoas, ideias e propósitos em torno de um objetivo comum. Em um tempo em que se fala tanto em inovação e sustentabilidade, o cooperativismo de crédito mostra que a verdadeira inovação está em colocar a cooperação no centro. Porque prosperar junto não é apenas um ideal — é o caminho mais inteligente e sustentável para o futuro.
Fonte: MundoCoop
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Entre os dias 6 e 9 de outubro de 2025, o Sistema OCB/CE – Organização das Cooperativas Brasileiras no Estado do Ceará levou representantes da Cooperativa dos Agricultores Familiares da Região Norte do Estado do Ceará (Coopenort) a uma missão técnica em Minas Gerais, com o objetivo de promover intercâmbio de conhecimento e fortalecer a intercooperação entre cooperativas agropecuárias. A iniciativa contou com o apoio da OCEMG – Organização das Cooperativas do Estado de Minas Gerais e do Sistema OCB Nacional.
A comitiva visitou a Cooperativa Agropecuária do Alto Paranaíba (Coopadap), onde foi recebida pelo superintendente Cristiano Kano e pela equipe técnica da cooperativa. O grupo participou de visitas aos campos experimentais, ao packing house de cenoura e alho e ao laboratório de qualidade de café. Durante a missão, foram debatidos temas sobre fitotecnia, irrigação, mecanização, bioinsumos e governança cooperativa, além da importância da pesquisa aplicada e da integração entre produção e mercado.
Na manhã do dia 9, a comitiva visitou a indústria Vitalle Foods, em Luz-MG, referência em processamento e acondicionamento de legumes embalados a vácuo, fortalecendo a compreensão sobre agregação de valor, aproveitamento de produtos, economia circular e exportação.
“Aprendemos a conservar melhor nossos produtos na pós-colheita. A pesquisa e o conhecimento técnico são fundamentais para o desenvolvimento do negócio. Inovar é preciso”, afirmou Manfredo Lins e Silva, gerente de Inovação do Sistema OCB/CE. “A serra da Ibiapaba é muito parecida com São Gotardo, a Coopenort é exemplo de desenvolvimento e pioneirismo, assim como foi a Coopadap no desenvolvimento desta região de Minas Gerais…”, completou.
A experiência reforçou a relevância da intercooperação como estratégia de crescimento sustentável e desenvolvimento regional. Segundo o presidente da Coopenort, Daniel Souza, “a visita mostrou que temos uma trilha sólida a seguir e podemos crescer muito nos próximos anos, a exemplo da Coopadap”.
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As cooperativas fazem parte do dia a dia dos brasileiros. Em 2024, uma pesquisa do Sistema OCB revelou que 77% dos entrevistados conheciam pelo menos uma coop e que para 63% das pessoas o fato de um produto ser cooperativista influencia diretamente sua decisão de compra.
O cooperativismo produz alimentos e bebidas – como grãos, carnes, lácteos, café e vinho –, roupas, calçados, acessórios, móveis, peças artesanais, além de serviços nas áreas de educação, saúde, finanças e infraestrutura. Todos eles têm um diferencial: são feitos de forma justa, inclusiva e sustentável.
“O cooperativismo é um modelo de negócios que tem o que o novo consumidor busca: confiança e propósito. Além da qualidade dos seus produtos e serviços, as cooperativas se destacam por valorizar a sustentabilidade, diversidade, inclusão, transparência e atendimento ao cliente. E cada vez mais brasileiros estão fazendo essa escolha”, afirma a gerente-geral do Sistema OCB, Fabíola Nader Motta.
Identificar os produtos das cooperativas é fácil: eles têm o carimbo SomosCoop, uma marca nacional que garante a identidade cooperativista, representa confiança, ética, responsabilidade social e compromisso com o desenvolvimento sustentável.
Reunimos 5 motivos para mostrar que comprar de cooperativas é um bom negócio, com exemplos práticos:
1- Garantia de qualidade e procedência
Quando você escolhe o produto ou serviço de uma cooperativa pode ficar tranquilo sobre a origem e as condições adequadas de produção. No cooperativismo, as pessoas estão em primeiro lugar e isso faz a diferença para quem produz e quem consome. As cooperativas valorizam boas práticas, respeitam normas sanitárias, ambientais e trabalhistas e têm compromisso com a qualidade. Muitas coops também têm produtos com certificação de origem e rastreabilidade, que permitem identificar com precisão onde e como um produto foi feito.
Na Cooperativa de Produção e Desenvolvimento do Povo Paiter Suruí (Coopaiter), que atua na Terra Indígena Sete de Setembro – divisa entre Rondônia e Mato Grosso – 200 cooperados indígenas produzem café e castanha de forma sustentável, em meio à floresta. O café da cooperativa já recebeu um prêmio nacional e abastece a maior indústria do país.
2 - Valorização do trabalho justo e da produção sustentável
As cooperativas geram emprego e renda e promovem o trabalho decente. Segundo dados do Anuário do Cooperativismo 2024, as coops brasileiras geram 550.611 empregos diretos e pagam cerca de R$31 bilhões em salários e encargos. Tudo isso sem abrir mão de processos que garantem a preservação do meio ambiente, com o uso responsável dos recursos naturais, valorização da energia renovável, gestão de resíduos e práticas agrícolas sustentáveis, promovendo um ciclo produtivo responsável e consciente.
A Coopercitrus, gigante do ramo agropecuário, é reconhecida internacionalmente por práticas sustentáveis e uso de tecnologias inovadoras para promover a agricultura regenerativa. A cooperativa promove o reflorestamento e a recuperação de áreas degradadas e utiliza técnicas como o plantio direto, que protege o solo e ajuda a evitar a emissão de gases de efeito estufa.
3- Consumo com propósito
O consumidor consciente busca marcas que têm compromisso verdadeiro com as pessoas e com a sustentabilidade. As cooperativas estão alinhadas a essa demanda e têm seu papel para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU). Com um modelo de negócios que valoriza a diversidade, a inclusão e a distribuição justa dos resultados, as coops têm contribuído para a redução da pobreza, combate à fome, igualdade de gênero, educação de qualidade, trabalho decente e outras metas globais.
A Sabor do Canto, cooperativa formada em Belo Horizonte (MG), é um exemplo de como o cooperativismo pode ser uma ferramenta de transformação social. Criada para organizar e oferecer oportunidades a pessoas em situação de rua, a coop produz lanches e presta serviços de alimentação para eventos. Parte da produção é destinada para Centros de Referência para Pessoas em Situação de Rua da região central da capital mineira.
4- Fortalecimento da economia local
Cada vez que você escolhe o produto de uma cooperativa, essa decisão tem impacto sobre toda a comunidade. Um estudo do Sistema OCB e da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) comprovou que a presença do cooperativismo melhora os indicadores econômicos de um município. De acordo com a pesquisa, cidades com cooperativas têm, em média, um incremento de R$ 5,1 mil no Produto Interno Bruto (PIB) por habitante e um adicional de 28,4 novos empregos formais por 10 mil habitantes. Onde tem coop, há geração de valor e mais prosperidade para as pessoas.
No interior da Bahia, em Uauá, um pequeno município de 25 mil habitantes, a Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (Coopercuc) reúne 285 famílias de agricultores, que produzem umbu e maracujá do mato e transformam as frutas em doces, compotas, geleias, sucos e polpas. Com a cooperativa, os produtores garantem acesso a mercados e preços justos. Além dos benefícios diretos para os cooperados, a Coopercuc gera impacto positivo para mais de 2,5 mil pessoas na cidade, com ações de desenvolvimento sustentável, geração de renda e fortalecimento da agricultura familiar na região.
5- Distribuição justa dos resultados entre quem produz
Ao contrário de empresas tradicionais, as cooperativas distribuem seus resultados entre os cooperados – que são sócios e donos do negócio – promovendo justiça econômica. Em todos os segmentos em que o cooperativismo atua, o princípio é o mesmo: cada cooperado recebe uma parte dos resultados proporcionalmente à sua contribuição e tem mais oportunidades de prosperar. O impacto dessa forma de gestão é ainda mais visível entre pequenos empreendedores e profissionais que formam cooperativas para alcançar mais consumidores e mercados.
Nas cooperativas de crédito – como Sicredi, Sicoob, Ailos, Cresol e Unicred – os resultados financeiros (as chamadas sobras) são distribuídos entre os cooperados diretamente na conta, ao final de cada ano. Além disso, uma parcela significativa dos recursos é reinvestida nas comunidades, financiando projetos e iniciativas que beneficiam diretamente os cooperados e suas famílias.
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Evento reuniu lideranças internacionais e debateu inovação, geopolítica e economia
O CNC Global Voices 2025 aconteceu nesta terça (14), em São Paulo, e reuniu líderes e especialistas de renome internacional para debater os rumos da política, economia e inovação no Brasil e no mundo. O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, foi representado por Bruno Vasconcelos, Coordenador de Relações Trabalhistas e Sindicais da CNCoop.
A programação começou com a abertura realizada por José Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac. Estiveram na plateia autoridades como o ex-presidente Michel Temer, que participou da cerimônia e reforçou seu interesse no diálogo entre o Brasil e a economia global.
O primeiro painel, com o tema O papel da inovação e do capital humano no desenvolvimento econômico, contou com a participação de Paul Michael Romer, ganhador do Nobel de Economia em 2018, e James Robison, laureado com o Nobel de 2024. A mediação ficou a cargo da jornalista Juliana Rosa. Logo na sequência, Robison conduziu uma reflexão sobre Rent Seeking, corrupção e como os incentivos e as instituições moldam o comportamento das pessoas, que evidenciou a relevância de instituições sólidas no crescimento sustentável.
O painel da CNN Brasil discutiu tensões internacionais e os impactos na economia brasileira. Participaram Fernando Ferreira (chefe e Head do Research da XP Investimentos), Gabriel Barros (Economista-chefe da ARX Investimentos) e Reinaldo Le Grazie (sócio da Panamby Capital), sob a mediação de Thais Herédia (analista de Economia da CNN Brasil).
A sessão Caminhos do Brasil, um painel promovido pelo O Globo, Valor Econômico e CBN, conttou com apresentações de Erminio Lucci (CEO da BGC Liquidez), João Braga (fundador da Encore Capital) e Octávio Magalhães (diretor de investimentos da Guepardo Investimentos). A mediação ficou a cargo de Luciana Rodrigues (editora de Economia da Globo) e Alex Ribeiro (repórter especial do Valor Econômico).
O encerramento ocorreu com o painel Impactos Econômicos da Nova Geopolítica Global, conduzido por Heni Ozi Cukier (cientista político), que analisou a correlação entre rearranjos geopolíticos — guerras, alianças, disputas de poder — e os reflexos diretos para as economias nacionais.
Bruno destacou a relevância da presença do cooperativismo em ambientes que promovem o diálogo entre diferentes setores da economia. Para ele, o Global Voices reforça o papel das cooperativas como parte ativa na construção de soluções para o país. “Participar de um evento como este é uma oportunidade de mostrar que o cooperativismo está inserido nas principais discussões sobre o futuro do Brasil. Quando temas como inovação, produtividade e sustentabilidade são colocados em pauta, o nosso modelo de negócios tem muito a contribuir”, afirmou.
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A agricultura familiar e o cooperativismo têm uma ótima conexão! Segundo o Censo Agropecuário de 2017, do IBGE, 71,2% dos estabelecimentos rurais de produtores associados a cooperativas são do perfil da agricultura familiar.
E essa ligação não é por acaso! A agricultura familiar consiste em uma produção sustentável e realizada por famílias. Já o cooperativismo visa construir uma economia mais justa, oferecendo boas condições de trabalho aos cooperados e colaboradores, enquanto fornece produtos e serviços de qualidade ao mercado interno e externo.
Quer saber como essa simbiose funciona? Continue aqui para entender mais sobre a agricultura familiar, sua relação com o cooperativismo e como o modelo de negócios pode alavancar esses estabelecimentos!
Agricultura familiar
A agricultura familiar é essencial para o agronegócio brasileiro não somente por ser um modelo de negócio sustentável. Segundo o IBGE, 77% dos estabelecimentos rurais são de pequenos produtores.
Mesmo com uma escala menor quando comparadas aos grandes complexos agropecuários, a produção familiar auxilia a manutenção da diversidade agrícola e fomenta o desenvolvimento econômico das áreas rurais. Além disso, a agricultura familiar é responsável por 23% do valor total da produção agrícola nacional.
Fica claro, portanto, que o setor não só contribui com a economia, mas também fornece alimentos frescos e acessíveis, sendo uma ferramenta para a segurança alimentar e incentivando práticas sustentáveis.
PNAE e PAA: promovendo a agricultura familiar
Para ser partícipe do desenvolvimento sustentável, a agricultura familiar brasileira conta com algumas iniciativas do Governo Federal. Algumas das mais conhecidas são: o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).
O PNAE é responsável por garantir que parte dos alimentos das escolas públicas sejam provenientes de agricultores familiares. A ideia é gerar renda aos agricultores, enquanto oferecem alimentos de qualidade aos alunos.
Já o PAA consiste na compra de alimentos diretamente dos pequenos produtores para fortalecer instituições que promovam a segurança alimentar. Assim como o PNAE, o Programa de Aquisição de Alimentos também incentiva a produção sustentável, a segurança alimentar e a geração de renda.
O cooperativismo e a agricultura familiar
A agropecuária também se destaca dentro do cooperativismo. Segundo o Anuário do Cooperativismo 2024, foram contabilizadas 1.179 cooperativas, mais de um milhão de cooperados e 257 mil colaboradores.
Além disso, o Ramo Agropecuário fechou o ano de 2023 com R$ 274 bilhões em ativos e R$ 20,5 bilhões gerados em sobras, que serão distribuídas aos cooperados e investidas na cooperativa.
Dentro desses grandes números, que mostram o poder e sucesso do cooperativismo, estão os estabelecimentos de agricultura familiar. Nesse modelo de negócios, os agricultores familiares são cooperados e se beneficiam das inúmeras vantagens que o coop tem a oferecer.
Cooperativismo e sustentabilidade
Além de abrigar uma abundância de cooperados de estabelecimentos de agricultura familiar, o cooperativismo também se preocupa com a sustentabilidade. As organizações investem na pauta ESG, abreviatura de Environment (Ambiental), Social (Social) e Governance (Governança), implementando projetos que visam uma produção mais sustentável.
As coops também são agentes de fomento cruciais para os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, mais conhecidos como ODSs, da ONU. Segundo a organização, o cooperativismo pode auxiliar na inclusão de mulheres, pessoas com deficiência e povos indígenas e na erradicação da fome.
Isso só é possível, pois as cooperativas seguem sete princípios que pregam igualdade, sustentabilidade, democracia e educação. Com esse foco, as organizações visam desenvolver e implementar iniciativas que contribuam para uma economia mais justa.
Cooperativismo fomenta a agricultura familiar
O cooperativismo também busca oferecer boas condições para a atuação dos associados. Por meio do modelo de negócios cooperativista, os pequenos produtores conseguem unir forças para colaborar a fim de obter uma maior integração na cadeia produtiva e ganho de escala sem perder as características essenciais do segmento
Dessa maneira, as cooperativas também atuam para promover a diversificação de negócios, adequando a produção familiar às demandas do mercado. Além disso, ao inovar e acreditar em uma sociedade mais igualitária e sustentável, o cooperativismo mostra que a agricultura familiar tem um espaço para crescer e se desenvolver.
Sendo assim, as cooperativas fomentam os empreendimentos de agricultores familiares, gerando renda a eles e preservando o meio-ambiente. Essas condições fazem com que a permanência no campo aumente, reduzindo o êxodo rural e fomentando o desenvolvimento das comunidades
Cases de sucesso de cooperativas de agricultura familiar
Não é de hoje que as cooperativas incentivam a agricultura familiar. As organizações agropecuárias contam com uma grande parcela de agricultores familiares em sua base de cooperados. Por conta disso, as coops fazem questão de incentivar projetos de inovação que trazem benefícios para todos os associados e para a comunidade em que vivem.
A Coopaita e a Coopemapi, ambas cooperativas de agricultura familiar, contam com o auxílio de algumas organizações para exportar seus produtos e se tornarem referência no ramo. Já o Sicredi aproveitou sua abundância de recursos para incentivar e melhorar a agricultura familiar.
Coopaita: agricultura familiar do Brasil para o mundo
A Cooperativa Nacional de Produção e Agroindustrialização, mais conhecida como Coopaita, faz sucesso com as frutas in natura e com a produção de frutas desidratadas. A organização está presente no mercado nacional e internacional.
Para se tornar referência, a cooperativa precisou focar em melhorar a produção, buscando oferecer as melhores condições para o cultivo das frutas in natura. A Coopaita contou com a ajuda da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), que desenvolveu novas técnicas e variedades de plantas.
A organização ainda participou de diversas feiras e eventos, e investiu no design de embalagens funcionais e atraentes. Assim, construíram uma boa base de seguidores nas redes sociais e de clientes.
A cooperativa foi capacitada para exportação no PeiexCoop, o Programa de Qualificação para Exportação de Cooperativas da ApexBrasil.
Coopemapi: famílias que produzem mel de qualidade
A Cooperativa de Apicultores do Norte de Minas, mais conhecida como Coopemapi, também passou a exportar mel. O processo aconteceu em 2019 com o auxílio da Agro.BR e do Sistema Faemg/Senar. Já por meio do Programa de Assistência Técnica Gerencial, quatro apicultores foram qualificados e responsabilizados pela produção do mel exportado.
Como parte da Agro.BR, a cooperativa recebe capacitação técnica para atender às exigências do mercado internacional. Diante de todo esse esforço, a Coopemapi já exportou para Bélgica, Estados Unidos, Espanha, Portugal, Alemanha, Itália e China.
Com o sucesso do mel, os agricultores familiares decidiram lançar produtos diferenciados, como o mel de aroeira e o mel monofloral de pequi. O último produto orgânico produzido foi apresentado na Feira Líder Mundial de Alimentos Orgânicos (Biofach), na Alemanha.
Sicredi: intercooperação financia agricultores familiares
Com mais de sete milhões de associados e uma grande presença em toda a federação, o Sicredi contribui para o desenvolvimento econômico e social de inúmeras comunidades. Prova disso é que o sistema cooperativo é conhecido por ser a segunda instituição com maior liberação de crédito rural do Brasil.
Em 2022, por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), o Sicredi disponibilizou mais de R$ 10 bilhões à agricultura familiar. O valor contempla produtos custeiam o plantio e a manutenção de lavouras, e investimentos em máquinas, implementos, benfeitorias rurais e infraestrutura para energia solar.
A cooperativa também atua em outros projetos que visam a energia verde, como o Renovagro, o Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) e o Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO).
Conclusão
A parceria entre a agricultura familiar e o cooperativismo é essencial para garantir uma produção sustentável, que promova a inclusão produtiva e gere resultados positivos. Ao prezar por uma economia mais justa, o coop visa apoiar empreendimentos sustentáveis, democráticos e igualitários.
E para estreitar a relação entre a agricultura familiar e o cooperativismo, o CapacitaCoop, do Sistema OCB, oferece o curso Agricultura Familiar nas Compras Públicas. Nele você compreende mais sobre a parceria e conhece as modalidades de compra governamentais que sua cooperativa pode participar.
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A Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) realizou, ontem (13/10), uma sessão solene em homenagem ao trabalho das cooperativas cearenses que atuam na agricultura familiar e camponesa. A solenidade marcou o encerramento do Seminário Estadual de Cooperativismo, promovido pela Comissão de Agropecuária da Alece, a partir de requerimento do deputado Missias Dias (PT).
O evento reuniu agricultores familiares, representantes de cooperativas e entidades ligadas ao setor, em um momento de reflexão sobre a importância do cooperativismo como instrumento de fortalecimento econômico, social e comunitário no campo.
Durante a cerimônia, 23 cooperativas cearenses foram homenageadas com certificados em reconhecimento à contribuição que têm dado ao desenvolvimento sustentável do Estado. Entre elas, a Cooperativa da Agricultura Familiar de Itapajé, a Cooperativa Regional dos Assentamentos de Reforma Agrária do Sertão Central, a Cooperativa Agropecuária e de Serviços Nossa Senhora Aparecida, a Cooperativa dos Agricultores e Agricultoras do Projeto Vencer Juntos, de Aracati, a Cooperativa dos Produtores e Agricultores Familiares de Beberibe, a Cooperativa Agropecuária do Trairi e a Cooperativa da Agricultura Familiar e Economia Solidária de Pindoretama.
Durante o evento, o deputado Missias Dias destacou que o cooperativismo é o motor do desenvolvimento do campo e um caminho essencial para combater a fome e a miséria. “É a partir do cooperativismo feito de forma organizada, autônoma, com o trabalho, suor e força do homem do campo, mas também daqueles que vivem na cidade e atuam na economia solidária, que vamos garantir dignidade ao povo brasileiro”, afirmou.
Representando o Sistema OCB/CE, o gerente jurídico da entidade, André Fontenelle, ressaltou a importância do reconhecimento da Alece ao movimento cooperativista. “O gesto da Assembleia Legislativa, ao prestar esta homenagem, reforça o compromisso do Parlamento cearense com os valores e as conquistas do cooperativismo. A Alece é a Casa do Povo, e ver o cooperativismo — que nasce da união, da solidariedade e do trabalho coletivo — ser valorizado aqui tem um significado muito simbólico. Esse reconhecimento motiva todo o setor a seguir contribuindo para o desenvolvimento do Ceará, gerando renda, fortalecendo comunidades e promovendo uma economia mais justa e inclusiva”, destacou.
O Seminário Estadual de Cooperativismo e a sessão solene reforçaram o papel estratégico das cooperativas no fortalecimento da agricultura familiar e na construção de um Ceará mais sustentável e solidário.
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As mudanças climáticas deixaram de ser assunto de cientistas há muito tempo e já afetam economias e comunidades em todo o mundo. De 10 a 21 de novembro, o Brasil será sede da maior reunião global sobre como enfrentar esse desafio: a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém (PA). As cooperativas brasileiras marcarão presença no evento, mostrando que são parte da solução para a crise climática e para a construção de um futuro mais justo para as pessoas e o planeta.
Com expectativa de receber entre 30 mil e 50 mil participantes, a COP30, em Belém, reunirá governos, cientistas, empresas e representantes da sociedade civil de todo o mundo para discutir caminhos de enfrentamento e adaptação aos impactos do aquecimento global. A conferência colocará no centro do debate a valorização da Amazônia como solução climática; a mobilização de um financiamento justo e previsível para ações em países em desenvolvimento; a transição energética justa, inclusiva e socialmente responsável; e a integração entre clima, biodiversidade e justiça social. Também estarão em pauta temas como segurança alimentar, proteção dos povos indígenas e comunidades tradicionais, inovação tecnológica para descarbonização, e a construção de compromissos globais mais ambiciosos rumo à neutralidade de carbono.
“A COP30 vai ser um momento único para fortalecer parcerias, consolidar compromissos e garantir que as cooperativas continuem a desempenhar um papel de protagonismo na construção de um planeta mais equilibrado para todos, influenciando debates de alto nível”, afirma Tania Zanella, superintendente do Sistema OCB, entidade que representa as cooperativas brasileiras.
Programação
As contribuições do cooperativismo brasileiro para a agenda climática serão levadas à COP30 com exemplos reais de como o setor tem atuado na transição energética, bioeconomia, combate ao desmatamento, biocombustíveis e agricultura de baixo carbono.
Um dos espaços com presença do coop será a Blue Zone – onde ocorrem as negociações oficiais, reuniões de grupos de trabalho e sessões plenárias da conferência, inclusive com a presença de chefes de Estado. Nessa área, o trabalho das cooperativas será apresentado em painéis em parceria com a Organização das Nações Unidas (ONU), vídeos institucionais, além de um evento sobre o Ano Internacional das Cooperativas.
As cooperativas também marcarão presença na AgriZone, espaço organizado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para apresentar tecnologias, pesquisas e soluções desenvolvidas pela ciência brasileira em prol da ação climática. Nesse ambiente, o cooperativismo contará com um estande próprio, incluindo uma área dedicada às cooperativas de crédito, representadas pelos sistemas Cresol, Sicoob e Sicredi.
Além disso, o cooperativismo marcará presença em painéis do governo brasileiro, em espaços próprios na COP30 e em iniciativas de entidades parceiras, como a programação da Casa do Seguro, promovida pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), além das agendas do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).
Os cases cooperativistas que serão levados à COP30 foram selecionados em várias partes do país, demonstrando o compromisso do setor com a ação climática em todos os segmentos em que atua, da agropecuária aos serviços financeiros.
De acordo com a gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB, com Débora Ingrisano, o setor tem se destacado, por exemplo, no financiamento climático, na gestão de resíduos, no uso de energias renováveis, na produção sustentável no campo e na floresta - que contribuem para a segurança alimentar e preservação dos ecossistemas - bem como no estabelecimento de parcerias com foco em sustentabilidade.
“As cooperativas fortalecem a resiliência das comunidades frente aos desafios climáticos e econômicos. Elas são instrumentos de prosperidade local, ajudando a preservar recursos naturais, conservar a biodiversidade, gerenciar corretamente os resíduos e promover o uso responsável de energia e água”, ressalta.
Para apoiar as cooperativas nessa missão, o Sistema OCB tem iniciativas como a Solução Neutralidade de Carbono e a Solução de Eficiência Energética, que mostram como o cooperativismo brasileiro está comprometido com a construção de uma economia mais verde, circular e inclusiva.
Manifesto coop
A participação cooperativista na Conferência do Clima de Belém seguirá princípios definidos no Manifesto do Cooperativismo Brasileiro para a COP30, produzido pelo Sistema OCB. No documento, as cooperativas apresentam seu compromisso com a neutralidade de carbono e práticas sustentáveis, destacam o papel do movimento como agente de transformação social e ambiental, e reforçam ser um modelo de negócios alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
O manifesto apresenta propostas cooperativistas para a agenda climática em cinco eixos: Segurança alimentar, tecnologia e agricultura de baixo carbono; Valorização das comunidades e financiamento climático; Transição energética e desenvolvimento sustentável; Bioeconomia como vetor de desenvolvimento e adaptação; e Mitigação de riscos climáticos.
“O documento ressalta que a verdadeira essência da sustentabilidade é a força dos empreendimentos criados por pessoas e para pessoas – definição das cooperativas – que promovem geração de renda e resiliência comunitária. Nele, convocamos governos, organismos internacionais e demais atores da sociedade a fortalecerem políticas de fomento ao cooperativismo como solução para os desafios climáticos”, destaca o coordenador de Meio Ambiente do Sistema OCB, Alex Macedo.
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Cuidar está no DNA das cooperativas de saúde. Responsáveis pelo atendimento de mais de 27 milhões de brasileiros, segundo dados do AnuárioCoop 2025, elas reforçam, no Outubro Rosa, seu compromisso com milhares de mulheres que enfrentam o câncer de mama, oferecendo prevenção, diagnóstico e apoio especializado.
Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), ligado ao Ministério da Saúde, o câncer de mama é o tipo mais incidente entre mulheres no Brasil, com estimativa de 73.610 novos casos por ano entre 2023 e 2025. Além disso, também é a principal causa de morte por câncer entre elas.
Apesar dos números expressivos, a boa notícia é que, quando diagnosticado e tratado precocemente, o câncer de mama tem altas chances de cura. Embora o diagnóstico seja individual, a jornada de tratamento e superação se fortalece com o apoio dos familiares, amigos, profissionais de saúde e de todos. E aí entra o papel fundamental da cooperação.
Diagnosticada com a doença em 2023, aos 23 anos, a jornalista Nicole de Lima Cesar, beneficiária da Unimed São José do Rio Preto, percebeu que havia algo errado quando fez um autoexame. Ao perceber um nódulo na mama direita, relatou à sua ginecologista em uma consulta de rotina e foi encaminhada para exames.
Ela passou por um ultrassom e uma biópsia até receber o laudo de confirmação do câncer, que, apesar de estar em crescimento acelerado, tinha grandes chances de cura. Nesse momento, Nicole estava em uma transição de emprego que poderia tê-la deixado desassistida, mas a continuidade de seu plano de saúde na Unimed São José do Rio Preto garantiu acesso rápido e de qualidade aos exames e tratamentos necessários.
“A Unimed entrou como um divisor de águas nesse processo. Passei por uma consulta longa com a oncologista e o tratamento começou em abril de 2024. Tive acesso a psicólogos, nutricionistas e todos os profissionais da saúde que me ajudaram. Eles foram impecáveis em cada detalhe, desde as conversas até o pós-operatório. A assistência que recebi foi completa – humana, ágil e de altíssima qualidade”, lembra.
Com o apoio da família, dos amigos e de toda a equipe da Unimed São José do Rio Preto, Nicole está curada. “Hoje, um ano após a última quimioterapia e dez meses depois da cirurgia, estou em remissão. Curada. Renovada. Uma nova mulher”, comemora.
Prevenção que salva
Assim como Nicole, milhares de mulheres em todo o país podem aumentar as chances de cura do câncer de mama se detectarem a doença em estágio inicial. Por isso, o Outubro Rosa ganha destaque como uma mobilização de prevenção, troca de informações e solidariedade.
Recentemente, o Ministério da Saúde passou a recomendar a realização de mamografia para mulheres a partir dos 40 anos, mesmo sem sintomas, em decisão conjunta com o profissional de saúde. Para mulheres de 50 a 69 anos, a orientação é o rastreio obrigatório a cada dois anos. No entanto, 24,2% das brasileiras nessa faixa etária nunca realizaram o exame, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde, índices que são ainda mais preocupantes nas regiões Norte (42,1%) e Nordeste (33,7%).
Mudar esse cenário exige ações conjuntas, campanhas de conscientização como o Outubro Rosa, acolhimento e acessibilidade para garantir acesso ao tratamento. A Unimed São José do Rio Preto tem desenvolvido diferentes iniciativas para garantir que a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama façam parte do dia a dia das mulheres. A coop investe em parcerias com redes credenciadas para agilizar processos, garante o encaminhamento ágil de casos suspeitos e oferece cuidados multiprofissionais, com equipes de psicologia, enfermagem e serviço social.
“Com essas iniciativas, buscamos não apenas encurtar o tempo de resposta e oferecer diagnósticos mais ágeis, mas também proporcionar acolhimento integral às nossas pacientes. Durante todo o ano, promovemos ações contínuas de conscientização e acompanhamento”, explica o presidente do Conselho de Administração da Unimed São José do Rio Preto, Marcelo Lucio de Lima.
Para reforçar as ações durante o Outubro Rosa, a cooperativa preparou uma nova edição da exposição Cores da Vida, que apresenta história de mulheres que venceram o câncer de mama com o apoio da Unimed. Além disso, terá um programa especial sobre o tema no Unicast – podcast produzido pelo sistema de cooperativas, que já abordou temas como Agosto Lilás e Setembro Amarelo.
Para o gestor, o Outubro Rosa é uma oportunidade para reforçar o papel do cooperativismo de saúde para a prevenção e o tratamento de mais mulheres brasileiras.
“O Outubro Rosa é fundamental porque chama a atenção para uma doença que representa cerca de 30% de todos os diagnósticos de câncer em mulheres no Brasil. A campanha funciona como um grande lembrete coletivo e salva vidas”, destaca.
Cuidados em dia
A cooperação contra o câncer de mama começa no diagnóstico. A médica responsável técnica pelo serviço de Oncologia da Unimed São José do Rio Preto, Carla Maria de Oliveira Ferreira, explica a melhor maneira para o autocuidado.
“O autoexame não substitui a mamografia, mas continua sendo importante. Ele ajuda a mulher a conhecer melhor o próprio corpo e a perceber possíveis alterações que devem ser investigadas por um médico”, orienta.
Além da mamografia, a médica explica que exames como ultrassonografia e ressonância magnética das mamas podem complementar o rastreamento em situações específicas, principalmente para esclarecer algum achado.
Veja algumas orientações da médica cooperada para reduzir o risco do desenvolvimento da doença:
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Manter uma alimentação equilibrada
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Praticar exercícios regularmente
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Controlar o peso
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Evitar o cigarro e o consumo de álcool
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Boas noites de sono
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A Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), por meio da Comissão de Agropecuária (CA), realiza, nesta segunda-feira (13/10), a partir das 8h, no Auditório Murilo Aguiar, o Seminário Estadual de Cooperativismo. O evento tem como objetivo debater o fortalecimento da economia rural, o papel das cooperativas no desenvolvimento sustentável e os desafios enfrentados pelo setor no Estado. No período da tarde, às 14h, será realizada uma solenidade, no mesmo local, para homenagear lideranças e organizações do setor.
Segundo o autor do requerimento do debate, deputado Missias Dias (PT), o cooperativismo desempenha um papel fundamental no fortalecimento da agricultura familiar no Estado. “Por meio da união dos pequenos produtores, as cooperativas possibilitam acesso a mercados, insumos, crédito e capacitação, além de promoverem o desenvolvimento das comunidades rurais”, destaca.
O deputado lembra que a atuação das cooperativas é fortalecida por políticas públicas estaduais e federais, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que garantem mercados institucionais para os produtos da agricultura familiar. Segundo ele, no entanto, ainda há desafios a serem superados nesse âmbito, como a ampliação da capacitação, o acesso facilitado a financiamentos e a participação em editais governamentais.
Além dos debates, durante o evento também será realizada uma feira para exposição e comercialização de produtos das cooperativas, com o intuito de valorizar a produção local e aproximar os agricultores dos consumidores.
SERVIÇO - Seminário Estadual de Cooperativismo
Quando: segunda-feira, 12 de outubro de 2025
Horário: a partir das 8h
Local: Auditório Murilo Aguiar - Palácio Deputado Adauto Bezerra (Edifício-Sede da Alece)
Fonte: Alece
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Você sabe como estruturar e registrar uma cooperativa? Esse foi o tema em destaque no programa Vozes do Cooperativismo desta quarta-feira (8). A edição contou com a participação de André Fontenelle, gerente de Processos Corporativos do Sistema OCB/CE, e Thaís Carvalho, assessora jurídica da instituição, com apresentação do jornalista Rafael Mesquita.
O Sistema OCB, sigla para Organização das Cooperativas Brasileiras, reúne entidades como o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) e a Central Nacional das Cooperativas (CNCoop). Juntas, essas instituições formam a estrutura de representação política e de fomento do cooperativismo no país, atuando para fortalecer e defender esse modelo socioeconômico. No Ceará, o Sistema OCB/CE é a entidade máxima de representação, responsável por orientar, acompanhar e apoiar as cooperativas em todas as etapas, sempre reforçando um princípio fundamental: no cooperativismo, tudo é coletivo.
Durante o programa, André Fontenelle explicou que o primeiro passo para constituir uma cooperativa é identificar em que estágio o grupo se encontra. O Sistema OCB/CE atua tanto com iniciativas que ainda estão apenas na fase de ideia quanto com aquelas já formalizadas. Quando a cooperativa já possui CNPJ, a etapa seguinte é o registro junto à OCB. Para grupos ainda em formação, o processo começa com a chamada Orientação para Constituição de Cooperativas (OTOC), que organiza a iniciativa desde o início.
“Esse trabalho é conduzido pela Gerência de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB/CE. Nessa fase, um analista especialista em cooperativismo orienta todo o processo, avaliando primeiramente a viabilidade social. É preciso verificar se há pelo menos 20 pessoas reunidas em torno de uma atividade econômica conjunta — seja na agricultura, em uma mesma profissão ou até mesmo no consumo de produtos e serviços. Confirmada essa viabilidade, o Sistema OCB/CE oferece capacitação, assistência técnica, apoio na elaboração de documentos e acompanhamento até a assembleia de constituição. Todo esse processo é gratuito”, destacou Fontenelle.
A assessora jurídica Thaís Carvalho lembrou que o cooperativismo no Brasil tem respaldo legal na Lei Federal nº 5.764, de 1971. “Embora seja uma legislação antiga, ela permanece atual e determina, em seu artigo 107, que todas as cooperativas precisam se registrar na OCB para funcionarem regularmente. Esse processo pode ser iniciado já na fase de constituição, seja pelo grupo que já possui CNPJ ou por aqueles que ainda estão se organizando”, explicou.
O registro é realizado por meio de uma plataforma eletrônica do Sistema OCB, que concentra todas as etapas: cadastro inicial, envio de documentos obrigatórios, análise técnica de conformidade com a legislação, preenchimento das informações sobre os órgãos sociais e pagamento de uma taxa simbólica. Esse acompanhamento especializado é essencial, principalmente para cooperativas que desejam participar de editais e licitações públicas, onde a regularidade documental é requisito indispensável.
Todas as informações sobre como estruturar e registrar uma cooperativa estão disponíveis no site oficial do Sistema OCB/CE, que também oferece tutoriais e orientações detalhadas.
Segundo os especialistas, o cooperativismo é um modelo de negócio democrático, inclusivo e acessível, capaz de gerar desenvolvimento coletivo e novas oportunidades.
Sobre o Vozes do Cooperativismo
O Vozes do Cooperativismo é uma realização do Sistema OCB/CE em parceria com o Sistema Jangadeiro. O programa vai ao ar ao vivo todas às quartas-feiras, a partir das 13h, pela rádio Jangadeiro BandNews FM e pelos canais do YouTube da rádio e do Sistema OCB/CE. Além disso, pode ser assistido às sextas-feiras, às 21h, na Nordestv (canal 27.1), e aos sábados, às 8h30, na TV Jangadeiro (canal 12.1).
Confira a íntegra do programa desta semana AQUI.
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O programa Vozes do Cooperativismo, exibido nesta quarta-feira (1º), destacou o tema “O Transporte que Coopera”, mostrando como as cooperativas do setor têm garantido serviços de qualidade, promovido inclusão e movimentado a economia. A edição, apresentada pelo jornalista Rafael Mesquita, contou com a participação de Ricardo Oliveira, presidente da Cooperativa de Transporte de Passageiros de Itapipoca (COOPERITA) e representante do ramo transporte no Sistema OCB/CE, e Pádua Chaves, presidente da Cooperativa de Transportes e Logística do Ceará (CEARACOOP).
Hoje, o Brasil reúne 752 cooperativas de transporte, que somam mais de 114 mil cooperados e geram quase 6 mil empregos diretos. Em 2024, o ramo movimentou cerca de R$ 12,1 bilhões. No Ceará, são 26 cooperativas, com 1.971 cooperados, que empregam cerca de 100 profissionais e movimentaram R$ 102 milhões no último ano.
Além de organizar o trabalho, as cooperativas oferecem vantagens coletivas, como compras conjuntas de peças, acesso a contratos maiores e treinamentos para ampliar a competitividade. De acordo com o Sistema OCB, quase metade dessas cooperativas atua no transporte de cargas (49,9%) e 43,2% no transporte coletivo de passageiros.
EXPERIÊNCIAS QUE TRANSFORMAM REALIDADES
Ricardo Oliveira lembrou como a COOPERITA nasceu da necessidade de organizar o transporte no interior cearense:
“Quando a cooperativa começou, em 2009, tínhamos 27 veículos para atender oito municípios da região de Itapipoca. Hoje já são 50 cooperados, cada um com seu próprio veículo. Antes, a realidade era o transporte precário, em muitos casos feito em pau de arara. O que fizemos foi transformar esse serviço, oferecendo à população um transporte mais seguro, organizado e de qualidade, ao mesmo tempo em que garantimos dignidade e respaldo financeiro aos cooperados.”
Segundo ele, o cooperativismo trouxe avanços também em termos de regulamentação e benefícios sociais:
“Quero destacar um ponto importante: as gratuidades. Antes, mesmo com leis que previam esse direito, não havia garantia de que seriam respeitadas. Hoje, com o cooperativismo, todas as gratuidades estão asseguradas, dentro das regras de quantidade por veículo. É um ganho enorme para a população e também para os cooperados, que agora trabalham de forma profissionalizada, com veículos adequados, suporte, seguro e até carro substituto em caso de imprevistos.”
A FORÇA DA INTERCOOPERAÇÃO
Representando o transporte de cargas, Pádua Chaves ressaltou o papel da intercooperação como estratégia para fortalecer o setor no Ceará:
“Ontem mesmo recebi ligações de dois colegas, um de Minas Gerais e outro da Bahia, para tratarmos de uma intercooperação em um serviço na Região Metropolitana, em Maracanaú. O cooperativismo de carga no Ceará ainda está começando a ganhar visibilidade, mas no Sul do país já está muito consolidado. Nosso desafio é construir essas parcerias e mostrar que podemos atender grandes demandas de forma rápida, ativa e organizada. Assim como no cooperativismo de crédito, que financia a renovação da frota, no transporte a intercooperação é fundamental para crescermos e ampliarmos nossa atuação.”
Ele destacou ainda a amplitude da CEARACOOP: “Diferente do transporte de passageiros, na carga não temos tantas limitações. Embora estejamos sediados em Horizonte, operamos em Fortaleza e em estados vizinhos, como Piauí e Maranhão. Nossos serviços acompanham a demanda e os contratos firmados, sempre com foco nas necessidades dos clientes.”
COOPERATIVISMO COMO SOLUÇÃO EM MOMENTOS DE CRISE
O programa também apresentou exemplos de como as cooperativas têm atuado de forma estratégica em situações emergenciais. Um caso recente ocorreu em Fortaleza, quando o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (Sindiônibus) suspendeu 25 linhas de ônibus.
Diante da crise, a Prefeitura convocou a Cooperativa dos Transportes Autônomos de Passageiros do Estado do Ceará (COOTRAPS) para assumir as rotas e garantir o atendimento à população. O episódio evidenciou a capacidade das cooperativas de transporte em oferecer respostas rápidas e eficazes em momentos de dificuldade. No entanto, após uma notificação extrajudicial, o Sindiônibus retomou a operação das linhas.
Mais do que organizar o trabalho, o cooperativismo de transporte conecta regiões, assegura direitos, fortalece profissionais e gera impactos positivos para a sociedade. Traz organização, qualidade e segurança, criando oportunidades tanto para quem utiliza quanto para quem realiza o transporte.
SOBRE O VOZES DO COOPERATIVISMO
O Vozes do Cooperativismo é uma realização do Sistema OCB/CE, em parceria com o Sistema Jangadeiro. O programa vai ao ar todas às quartas-feiras, ao vivo, a partir das 13h, pela rádio Jangadeiro BandNews FM e pelos canais do YouTube da rádio e do Sistema OCB/CE. Além disso, pode ser revisto às sextas-feiras, às 21h, na Nordestv (canal 27.1), e aos sábados, às 8h30, na TV Jangadeiro (canal 12.1).
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O Sistema OCB/CE realiza a terceira edição do Prêmio Cooperativismo Cearense de Jornalismo, que retorna em 2025 com um total de R$ 44 mil em premiações. A iniciativa tem como objetivo valorizar o papel da imprensa na divulgação de histórias que destacam o impacto positivo das cooperativas na vida das pessoas e no desenvolvimento sustentável das comunidades cearenses. O prêmio conta com o apoio institucional do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Ceará (Sindjorce), da Associação Cearense de Imprensa (ACI) e da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ).
Com o tema “Cooperativas constroem um mundo melhor”, a premiação contempla cinco categorias: Texto (jornais, revistas e portais), Áudio (rádio ou podcast), Vídeo (TV ou plataformas digitais), Fotojornalismo e Universitário (voltada para estudantes de Jornalismo com comprovante de matrícula).
Podem concorrer trabalhos veiculados entre 1º de outubro de 2024 e 14 de novembro de 2025, sendo permitido o envio de apenas uma reportagem por participante. Os vencedores nas categorias profissionais receberão R$ 6 mil (1º lugar), R$ 2.500 (2º lugar) e R$ 1.500 (3º lugar). Já na categoria Universitária, o primeiro colocado receberá R$ 2 mil, e o segundo e terceiro lugares, R$ 1 mil cada.
As inscrições são gratuitas e devem ser feitas exclusivamente pelo site oficial da entidade, no endereço: https://somoscooperativismo-ce.coop.br/noticias/3-premio-cooperativismo-cearense-de-jornalismo.
Os trabalhos serão avaliados por uma comissão julgadora formada por profissionais de referência no jornalismo cearense, incluindo os jornalistas Moacir Maia, Tarcísio Matos e Miguel Macedo, além de representantes das entidades apoiadoras.
Para o presidente da entidade, Nicédio Nogueira, mais do que reconhecer boas reportagens, o Prêmio Cooperativismo Cearense de Jornalismo reforça o compromisso com a produção de conteúdo de interesse público e estimula a imprensa a dar visibilidade às experiências transformadoras protagonizadas por cooperativas em todo o estado.
“Tivemos um ano de avanços em todas as frentes: mais cooperativas, mais empregos, mais articulação institucional e mais presença na sociedade. Isso é fruto do trabalho coletivo e da confiança no modelo cooperativista como solução para o desenvolvimento econômico com justiça social”, afirmou.
Sobre o Sistema OCB/CE
O Sistema OCB/CE representa e fortalece o cooperativismo no Ceará, promovendo a integração e o desenvolvimento sustentável das cooperativas cearenses. É composto pela Organização das Cooperativas do Estado do Ceará (OCB/CE), que atua na defesa institucional e política do setor, e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Ceará (Sescoop/CE), que oferece capacitação e suporte à gestão cooperativista. O Sistema OCB/CE também integra a Federação dos Sindicatos e Organizações das Cooperativas dos Estados da Região Nordeste (Fecoop/NE), ampliando sua representatividade na região.
Serviço
III Prêmio Cooperativismo Cearense de Jornalismo
Inscrições Prorrogadas: até 14 de novembro de 2025
Regulamento e Inscrições: https://somoscooperativismo-ce.coop.br/noticias/3-premio-cooperativismo-cearense-de-jornalismo.
Informações:
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O Vozes do Cooperativismo, programa apresentado pelo jornalista da OCB Rafael Mesquita, desta semana destacou duas experiências de sucesso que comprovam a força do cooperativismo na agricultura familiar cearense: a Coopenort e a Optar-Orgânicos.
Fundada em 2019, no distrito de Jaibaras, em Sobral (CE), a Cooperativa Agropecuária dos Agricultores Familiares da Região Norte do Ceará Ltda (Coopenort) reúne hoje 54 cooperados e se consolidou como referência na Serra da Ibiapaba e no Norte do Ceará. Com sede em Carnaubal, a cooperativa já atende mais de 350 clientes no Ceará e no Piauí, oferecendo frutas, verduras e polpas de qualidade. Em 2024, alcançou faturamento de R$ 12,6 milhões, resultado de uma organização que alia regularidade, sustentabilidade e compromisso com a agricultura familiar.
“Hoje, atendemos 350 clientes no Ceará e no Piauí. Isso só é possível pela força do trabalho coletivo, que é a essência do cooperativismo: a divisão de funções, o cooperado comprometido em produzir e uma diretoria dedicada à comercialização. A cooperativa garante assistência técnica, permitindo que as famílias produzam de forma mais profissional e deixem a informalidade. Sempre reforço que, seja uma empresa pequena ou grande, ela precisa ter o mesmo dinamismo e seriedade para crescer e gerar resultados”, destacou Daniel Souza, diretor-presidente da Coopenort.
No Vale do Jaguaribe, a Cooperativa dos Produtores de Orgânicos do Vale do Jaguaribe (Optar-Orgânicos) também vem mostrando que a união faz a diferença. Criada em 2019 a partir de uma associação de produtores, a cooperativa reúne 34 sócios e movimenta a economia regional com foco na produção de acerola e coco. Hoje, são 85 hectares plantados, cerca de 1,2 milhão de quilos de acerola por ano e uma infraestrutura moderna para armazenamento e beneficiamento.
Com visão de futuro, a Optar se prepara para expandir fronteiras e levar a acerola cearense ao mercado internacional. “Já participamos de duas rodadas de negócios com compradores internacionais, a mais recente em Mossoró, onde tivemos a oportunidade de dialogar com oito compradores estrangeiros. Agora seguimos em novos treinamentos promovidos pela OCB e pela ApexBrasil, que têm sido fundamentais para nos preparar para a exportação. Sempre existiu a ideia de que só empresas grandes conseguem exportar, mas aprendemos que não é preciso ser gigante para chegar lá, é preciso estar bem preparado. Nosso desafio é a acerola, uma fruta muito sensível, que precisa ser beneficiada para atravessar oceanos. Por isso, estamos estruturando nossa unidade de processamento para exportar em forma de polpa, suco ou até pó. Com apoio técnico, vemos que é possível levar a acerola cearense, fruto genuinamente nosso, para além das fronteiras do Brasil”, afirmou Iran Arcino, diretor-presidente da Optar-Orgânicos.
Histórias como as da Coopenort e da Optar-Orgânicos mostram que, de pequenas roças, podem nascer grandes negócios quando há cooperação, planejamento e apoio mútuo. Mais do que números e resultados, o cooperativismo transforma vidas, fortalece comunidades e abre caminhos para um futuro mais sustentável.
Como destacaram Iran e Daniel, o cooperativismo mudou a vida de centenas de famílias agrícolas no Ceará. Juntos somos mais fortes e é cooperando que construímos um mundo melhor.
O Vozes do Cooperativismo é uma realização do Sistema OCB/CE, em parceria com o Sistema Jangadeiro. O programa vai ao ar todas às quartas-feiras, ao vivo, a partir das 13h, pela rádio Jangadeiro BandNews FM e pelos canais do YouTube da rádio e do Sistema OCB/CE. Além disso, pode ser revisto às sextas-feiras, às 21h, na Nordestv/SBT News (canal 27.1), e aos sábados, às 8h30, na TV Jangadeiro/SBT (canal 12.1).
Não deixe de acompanhar e conhecer de perto como o cooperativismo segue transformando realidades em todo o Ceará.
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O Sistema OCB/CE marcou presença no World Coop Management (WCM) 2025, realizado nos dias 22 e 23 de setembro, no Minascentro, em Belo Horizonte. Reconhecido como o principal evento de liderança do cooperativismo na América Latina, o encontro reuniu cerca de 2 mil participantes para debater inovação, gestão e os impactos da inteligência artificial no setor.
Do Ceará, mais de 30 representantes de cooperativas participaram do evento. Entre os presentes, estiveram presidentes e dirigentes de diversas cooperativas do estado, capitaneados pelo Sistema OCB/CE, reafirmando o compromisso do cooperativismo cearense com a inovação e a busca por excelência na gestão.
O evento proporcionou dois dias de intensos debates sobre futuro, governança e cooperação. Lideranças nacionais e internacionais reforçaram que o desafio do cooperativismo é inovar sem perder sua essência de inclusão, sustentabilidade e geração de prosperidade para as comunidades. Entre os destaques, o painel “Cooperativismo 2035 — O futuro que estamos construindo hoje” ressalta a importância das alianças entre cooperativas, da disseminação da cultura cooperativista desde a educação básica e da gestão orientada por dados como caminho para resultados sustentáveis e com propósito.
Para o presidente do Sistema OCB/CE, Nicédio Nogueira, participar do evento foi estratégico para fortalecer conexões e trazer novas perspectivas ao movimento cearense. “O WCM é um espaço único de aprendizado e troca. Aqui, encontramos experiências internacionais e tendências globais que nos inspiram a pensar o futuro do cooperativismo de forma mais inovadora, inclusiva e sustentável. É fundamental que o Ceará esteja presente em discussões como essa, que apontam os rumos do setor até 2035”, destacou.
O encontro contou ainda com nomes de referência para o setor, como Ariel Guarco, presidente da Aliança Cooperativa Internacional; Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura; Lisiane Lemos, secretária de Inclusão Digital do RS; Monica Verma, CEO da Cyber Foyer; Gil Giardelli, especialista em inovação e economia digital; Tânia Zanella, superintendente do Sistema OCB Nacional; e Márcio Lopes de Freitas, presidente do Sistema OCB Nacional. O encerramento ficará por conta do cantor e compositor Toquinho.
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O programa Vozes do Cooperativismo, apresentado nesta quarta-feira (17) pelo jornalista Rafael Mesquita, do Sistema OCB/CE, abordou o cooperativismo brasileiro. A edição contou com a participação de Débora Ingrisano, gerente de Desenvolvimento de Cooperativas, e Guilherme Costa, gerente do Núcleo de Inteligência e Inovação, ambos do Sistema OCB nacional, a entidade máxima de representação do cooperativismo no Brasil.
Durante a conversa, os convidados apresentaram dados que destacam a relevância e o impacto do movimento cooperativista no país. Atualmente, o Brasil conta com mais de 4,3 mil cooperativas, que reúnem 25 milhões de cooperados e geram quase 600 mil empregos diretos, movimentando anualmente R$757 bilhões em receitas. Esses números vêm apresentando um crescimento consistente a cada ano.
Segundo Débora, esses números refletem a força do setor, mas também apontam para um potencial de crescimento ainda maior. “O cooperativismo já beneficia diretamente milhões de brasileiros e suas famílias, mas pode alcançar muito mais. O desafio é ampliar esse alcance e consolidar ainda mais sua contribuição econômica e social”, destacou.
Guilherme Costa ressaltou que, além do faturamento crescente, o cooperativismo é motor de desenvolvimento regional. Pesquisas realizadas em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) comprovam que municípios com presença de cooperativas apresentam melhores indicadores econômicos: PIB per capita mais elevado, geração de empregos acima da média e resultados mais positivos na balança comercial.
Outro destaque do programa foi a meta chamada de “um trilhão de prosperidade”, que simboliza a busca pelo fortalecimento do cooperativismo não apenas do ponto de vista econômico, mas também social. “O cooperativismo não tem como único objetivo o resultado financeiro, mas também a promoção do bem-estar e da prosperidade coletiva”, reforçou Guilherme.
Os dados apresentados têm como base o Anuário do Cooperativismo Brasileiro, publicado anualmente pelo Sistema OCB, que reúne informações fornecidas pelas cooperativas de todo o país. O levantamento evidencia não apenas o crescimento consistente do movimento, mas também seu impacto direto na vida das pessoas e no desenvolvimento das comunidades onde está presente.
O programa Vozes do Cooperativismo é uma realização do Sistema OCB/CE, em parceria com o Sistema Jangadeiro, e pode ser revisto às sextas-feiras, às 21h, na Nordestv/SBT News (canal 27.1) e aos sábados, às 8h30, na TV Jangadeiro/SBT (canal 12.1).
- Artigos em destaque na home: Artigo Inferior 2

O episódio desta quarta-feira (10) do Vozes do Cooperativismo mostrou, na prática, como a atuação combinada de FAEC/SENAR/SINDRURAL e Sistema OCB/CE vem acelerando o desenvolvimento do campo no Ceará — da formação técnica e gerencial à organização coletiva e aos negócios. Apresentado por Rafael Mesquita, o programa reuniu Amilcar Silveira, presidente da FAEC, e Nicédio Nogueira, presidente do Sistema OCB/CE, para detalhar resultados e perspectivas dessa parceria.
Segundo Amilcar Silveira, o agronegócio já responde por 25,6% do PIB cearense e envolve cerca de 2 milhões de pessoas no meio rural, indicadores que evidenciam a pujança do setor. A FAEC congrega 63 sindicatos rurais e, em conjunto com o SENAR/CE, mantém 387 programas de assistência técnica e gerencial e mais de 1.200 cursos de formação profissional. A agenda social inclui projetos em 144 escolas rurais e ações de saúde preventiva, com campanhas voltadas para homens e mulheres do campo.
“O agronegócio tem crescido a dois dígitos nos últimos meses. Cada vez mais acreditamos no protagonismo do campo e no papel do cooperativismo nesse avanço”, afirmou Amilcar.
Do lado da organização coletiva, o Sistema OCB/CE, presidido por Nicédio Nogueira, reúne 54 cooperativas agropecuárias registradas e ativas no estado. Entre as iniciativas conjuntas com a FAEC e o SENAR, Nicédio destacou o Programa Agrinho, de educação e responsabilidade social, que mobiliza escolas, estudantes e comunidades rurais:
“O programa promove cidadania, consciência ambiental e valores cooperativistas, além de estimular a integração entre o meio urbano e o rural e incentivar o desenvolvimento sustentável”, destaca Nicédio.
A sinergia também se mede em vitrine e negócios. No PECNORDESTE 2025, maior evento do agronegócio do Nordeste, a edição de junho ocupou 32 mil m² do Centro de Eventos do Ceará, com mais de 600 expositores distribuídos em mais de 1.400 estandes — recorde histórico. No eixo do cooperativismo, coordenado pela OCB/CE, foram 60 cooperativas expositoras e uma programação intensa em um espaço exclusivo de 1.750 m².
Para Amilcar Silveira, a presença das cooperativas foi decisiva para o salto do evento e antecipa novas metas:
“O Sistema OCB é nossa grande parceira no evento. (…) Para a próxima edição, vamos ampliar a quantidade de trabalhos bovinos apresentados, que antes eram 100 e agora passarão para 500, além de realizarmos congressos internacionais. A participação do cooperativismo e do Sistema OCB foi fundamental para o crescimento da PECNORDESTE.”
Ao final, o programa reforçou a complementaridade de papéis: enquanto o Sistema FAEC/SENAR/SINDRURAL representa e qualifica produtores, com assistência técnica, formação e defesa institucional, o Sistema OCB/CE organiza cooperativas e promove intercooperação. Juntas, as frentes qualificam pessoas, estruturam negócios e amplificam resultados do agro — com efeitos diretos na economia e na vida no campo em todo o Ceará.
Serviço — O Vozes do Cooperativismo é uma realização do Sistema OCB/CE, em parceria com o Sistema Jangadeiro, e pode ser revisto às sextas-feiras, às 21h, na Nordestv/SBT News (canal 27.1) e aos sábados, às 8h30, na TV Jangadeiro/SBT (canal 12.1).
Veja a íntegra do programa AQUI!
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O terceiro e último painel do 2º Encontro Cooperativo Cearense (CoopCE 2025), realizado nesta sexta-feira (5), debateu o tema “Futuro exige ação: o que transformar no cooperativismo do Ceará?”. A mesa contou com a participação de Robson Mafioletti, superintendente do Sistema Ocepar, e mediação de José Aparecido dos Santos, superintendente do Sistema OCB/CE.
Durante sua apresentação, Mafioletti trouxe a experiência do modelo de autogestão do cooperativismo do Paraná, mostrando como a organização estruturada ao longo de décadas transformou o estado em um verdadeiro território cooperativista. O superintendente destacou que um dos pilares dessa trajetória foi o compromisso com o planejamento estratégico e o fortalecimento da representatividade institucional por meio da Ocepar.
“O futuro do cooperativismo depende da nossa capacidade de assumir a autogestão, formar lideranças e integrar cooperativas. Quando os próprios cooperados são protagonistas da gestão, o movimento se fortalece e transforma a realidade dos territórios onde está presente”, afirmou.
O programa de autogestão do Sistema Ocepar reúne frentes estratégicas como:
- Desenvolvimento e constituição de novas cooperativas;
- Monitoramento por meio de informações qualificadas;
- Adoção de modelos de gestão eficientes;
- Integração entre cooperativas;
- Formação e capacitação profissional;
- Desenvolvimento de lideranças;
- Organização social dos cooperados em núcleos.
Para ilustrar os resultados, Mafioletti apresentou números que revelam a força do cooperativismo no Paraná em 2024:
- 227 cooperativas ativas em diversos ramos;
- R$ 205,6 bilhões de faturamento;
- 4,01 milhões de cooperados;
- 146 mil empregados diretos;
- R$ 10,8 bilhões de resultados líquidos;
- R$ 6,7 bilhões em impostos recolhidos.

Outro dado de impacto é que, atualmente, as cooperativas são as maiores empresas em mais de 130 municípios paranaenses, consolidando seu papel no desenvolvimento econômico e social do estado.
Para Nicédio Nogueira, presidente do Sistema OCB/CE, o painel reforçou que, embora o nível de maturidade do Paraná seja maior, o exemplo da relação de confiança e reconhecimento das cooperativas com a Ocepar é uma inspiração direta para o Ceará. “As cooperativas cearenses precisam compreender a importância do papel da OCB/CE como instância de organização e fortalecimento do setor”, pontuou.

Ao final, o superintendente do Sistema Ocepar destacou que o compartilhamento da experiência paranaense busca inspirar o cooperativismo cearense a adaptar práticas de sucesso, construindo um caminho sólido de autogestão e união para enfrentar os desafios do futuro.
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O segundo painel do 2º Encontro Cooperativo Cearense (CoopCE 2025), realizado na tarde desta sexta-feira (5), trouxe à tona um debate importante para o futuro do cooperativismo: sustentabilidade, diversidade e identidade. A discussão foi conduzida por Débora Ingrisano, gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB, com mediação de Oswaldo Rabelo, gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB/CE.
Débora destacou a relevância do tema ESG (ambiental, social e governança) no cenário global e no Brasil. Para ela, o ESG vai além de conceitos abstratos e se consolida como sustentabilidade comprovada por dados, relatórios e critérios, especialmente nos aspectos de diversidade e equidade que se conectam diretamente à governança cooperativista.
No talk, a gerente reforçou que o Brasil ocupa posição de destaque no cooperativismo mundial, sendo o único país do Hemisfério Sul e em desenvolvimento presente no ranking das 300 maiores cooperativas do mundo, segundo o World Cooperative Monitor 2023. O país figura na 5ª posição, com 21 cooperativas, atrás apenas de Estados Unidos (41), França (30), Alemanha (28) e Japão (23).

Outro ponto importante abordado foi a necessidade de desenvolvimento territorial sustentável. Débora lembrou ainda que, no último 14º Congresso Brasileiro do Cooperativismo (CBC), foi aprovada a recomendação de que todas as cooperativas, independentemente do ramo de atividade, incluam pelo menos uma mulher e um jovem em seus Conselhos de Administração.
Em sua fala, lembrou que esta é a segunda vez que a Organização das Nações Unidas (ONU) declara o Ano Internacional das Cooperativas — a primeira ocorreu em 2012. O objetivo da iniciativa é promover o cooperativismo em escala mundial. Com essa decisão, a ONU reforça a relevância das cooperativas na agenda global de desenvolvimento econômico e social.

Ao final, os participantes puderam trocar experiências e refletir sobre o futuro do modelo de negócio cooperativista diretamente com a especialista. A gerente destacou que “a cooperativa é um modelo de negócio formado por pessoas” e, portanto, deve refletir a diversidade e a identidade da sociedade em que está inserida. Ela também defendeu que o cooperativismo seja incorporado como disciplina nas escolas.
Para finalizar, apontou: “Precisamos de uma organização social economicamente viável, ambientalmente correta e socialmente justa, sem deixar ninguém para trás. O cooperativismo é tudo isso! Portanto, o futuro é Coop”.