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A força do cooperativismo cearense no agronegócio estará em destaque durante a 2ª edição da AgroSobral, que acontece entre os dias 27 e 29 de maio, no Centro de Convenções de Sobral, na Região Norte do Ceará. O Sistema OCB/CE participa da programação do evento com palestras, oficinas, encontros técnicos e debates voltados ao fortalecimento das cadeias produtivas do interior, reunindo especialistas, cooperativas e representantes de diferentes segmentos do agro.
Com expectativa de ampliar em cerca de 20% a movimentação financeira registrada na edição anterior — que alcançou aproximadamente R$ 1,5 milhão em negócios —, a AgroSobral consolida-se como um dos principais espaços de articulação, capacitação e geração de oportunidades para o agronegócio cearense.
A programação construída pelo Sistema OCB/CE dialoga diretamente com temas estratégicos para o desenvolvimento regional, incluindo cooperativismo, crédito rural, empreendedorismo, produção animal, inovação no campo e fortalecimento das organizações coletivas no meio rural.
Entre os destaques da agenda estão as palestras “Jovens e Mulheres no Cooperativismo” e “Ética, valores e projeção do cooperativismo”, ministradas por representantes do Sistema OCB/CE, além do painel “Cooperativismo e Cases de Sucesso”, voltado à apresentação de experiências cooperativistas no agro cearense.
A programação também inclui debates sobre negócios cooperativos e diagnóstico empresarial, com participação de consultores e lideranças ligadas ao setor produtivo. Representando o cooperativismo durante a feira estarão Lucas Bonfim, Joaquim Neto e Dorinha Madeira, analistas do Sistema OCB/CE; Doralice Martins e Andreas Ramiro, consultores; Daniel Souza, presidente da COOPENORT; além de Karen Lopes Cunha, da CEMERGE, e Lúcia Ribeiro, da Uniodonto.
Além das atividades voltadas diretamente ao cooperativismo, a AgroSobral reunirá uma ampla programação técnica envolvendo produção animal, agricultura familiar, artesanato, agroindústria e assistência técnica rural. Entre os temas previstos estão manejo de caprinos e ovinos, crédito rural, legislação no campo, produção leiteira, avicultura, cadeia da carne bovina e oficinas práticas voltadas à agregação de valor na produção agropecuária.
O evento também contará com feira de produtos e serviços, rodada de negócios e a Bodega de Oportunidades, espaços destinados à comercialização, networking e fortalecimento das cadeias produtivas da região Norte do Ceará.
“Participar da AgroSobral é fortalecer o cooperativismo como instrumento de desenvolvimento econômico, geração de oportunidades e inclusão produtiva no interior do Ceará. O agro cearense cresce quando o produtor, as cooperativas e as cadeias produtivas conseguem avançar de forma coletiva, organizada e sustentável”, destaca João Nicédio Alves Nogueira, presidente do Sistema OCB/CE.
PROGRAMAÇÃO – 2ª AGROSOBRAL
DIA 27 DE MAIO
AUDITÓRIO 1
🕘 08H30 ÀS 11H30
• PALESTRA: Tecnologias de cultivo e utilização de palma forrageira na alimentação de ruminantes
PALESTRANTE: Prof. Dr. Rafael Furtado – IFCE
• PALESTRA: Previsão de tempo e clima – aplicações na agricultura
PALESTRANTE: Prof. Dr. George Sampaio – IFCE
• PALESTRA: Os principais erros na avicultura que reduzem o lucro – entendendo a causa e corrigindo na prática
PALESTRANTE: Dra. Priscila Ventura – UNINTA
🕘 14H ÀS 17H
• PALESTRA: Jovens e Mulheres no Cooperativismo
PALESTRANTES: Lucas Bonfim / Maria das Dores Madalena e Silva – SISTEMA OCB
• PALESTRA: Ética, valores e projeção do cooperativismo
PALESTRANTE: Doralice Martins – SISTEMA OCB
AUDITÓRIO 2
🕘 08H30 ÀS 11H30
• OFICINA: Artesanato de palha de carnaúba
PALESTRANTES: Maria Luciana Viana Nascimento da Silva / Maria Eliete de Maria – COOPMULHER
🕘 14H30 ÀS 17H
• OFICINA: Artesanato de palha de carnaúba
PALESTRANTES: Maria Luciana Viana Nascimento da Silva / Maria Eliete de Maria – COOPMULHER
• MESA REDONDA: Desafios do Agronegócio da Carnaúba
AUDITÓRIO 3
🕘 08H30 ÀS 11H30
• SEMINÁRIO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA PARA MÉDICOS VETERINÁRIOS E ZOOTECNISTAS – CRMV CE
🕘 14H30 ÀS 17H
• PALESTRA: Cadeia produtiva da carne bovina
PALESTRANTE: Dr. Célio Pires Garcia – CRMV CE
• PALESTRA: Veterinário e Zootecnia em Movimento: Desafios, Propostas e Valorização da Região Norte
PALESTRANTE: Dr. Daniel Viana – CRMV CE
SALÃO PLUTÃO
🕘 08H30 ÀS 11H30
• ENCONTRO DOS PRODUTORES RURAIS – SISTEMA FAEC/SENAR/SINRURAL
• PALESTRA: Sobrevivência de cabritos e cordeiros: como garantir sucesso na produção!
PALESTRANTE: Dr. Aurelio Vítor Lopes de Fretas – Embrapa Caprinos e Ovinos
CARRETA DO AGRO
SISTEMA FAEC/SENAR/SINRURAL
• OFICINA: Desenvolvimento de novos produtos com a Carne Mecanicamente Separada de tilápia
PALESTRANTE: Profa. Dra. Mirla Farias – IFCE
SALÃO MARTE
🕘 08H ÀS 21H30
• FEIRA DE PRODUTOS E SERVIÇOS
• BODEGA DE OPORTUNIDADES
DIA 28 DE MAIO
AUDITÓRIO 1
🕘 08H30 ÀS 11H30
• OFICINA: STOPVERME – uma solução para verminoses em ovinos
PALESTRANTE: Msc. Alexandro Weick Uchoa Monteiro – Embrapa Caprinos e Ovinos
• OFICINA: Principais cuidados na aplicação de medicamentos em caprinos e ovinos
PALESTRANTE: Msc. Alexandro Weick Uchoa Monteiro – Embrapa Caprinos e Ovinos
• OFICINA: Mistura múltipla para caprinos e ovinos: nova fórmula que dispensa adaptação
PALESTRANTE: Dr. Lucas Fonseca Oliveira – Embrapa Caprinos e Ovinos
🕘 14H ÀS 17H
• PAINEL TEMÁTICO: Cooperativismo e Cases de Sucesso
PALESTRANTES: Daniel Sousa / Yolanda Rodrigues – SISTEMA OCB
• PALESTRA: Diagnóstico de negócios
PALESTRANTE: Andreas Romero Pinto Leite – SISTEMA OCB
AUDITÓRIO 2
🕘 08H30 ÀS 11H30
• OFICINA: Artesanato com a Folha de Bananeira
PALESTRANTES: Teresinha Nascimento da Silva / Maria Eliane dos Santos – Meruoca
🕘 14H30 ÀS 17H
• OFICINA: Artesanato com a Folha de Bananeira
PALESTRANTES: Teresinha Nascimento da Silva / Maria Eliane dos Santos – Meruoca
AUDITÓRIO 3
🕘 08H30 ÀS 11H30
• PALESTRA: Estratégias para redução de custos na alimentação de bovinos leiteiros
PALESTRANTE: T.A. João Lopes Vieira – EMATERCE
• PALESTRA: A importância do exame andrológico em reprodutores bovinos
PALESTRANTE: Prof. Dr. Celso Henrique Souza Costa Barros – UNINTA
SALÃO PLUTÃO
🕘 08H30 ÀS 11H30
• ENCONTRO DOS TÉCNICOS DA ATEG – SISTEMA FAEC/SENAR/SINRURAL
• PALESTRA: O que é o Serviço de Prova de Eficiência Alimentar e Desempenho (PEAD)
PALESTRANTE: Dr. Alvardo Facó – Embrapa Caprinos e Ovinos
CARRETA DO AGRO
SISTEMA FAEC/SENAR/SINRURAL
• OFICINA: Queijos finos
PALESTRANTE: Suzana Moreira Barros – SISTEMA FAEC/SENAR/SINRURAL
SALÃO MARTE
🕘 08H ÀS 21H30
• FEIRA DE PRODUTOS E SERVIÇOS
• BODEGA DE OPORTUNIDADES
DIA 29 DE MAIO
AUDITÓRIO 1
🕘 08H30 ÀS 11H30
• PROGRAMAS DE CRÉDITO
PALESTRANTE: Aluísio Lopes de Lima – BNB
• PALESTRA: CAF, Crédito e Proteção Social no campo: os direitos do produtor rural e da sua família
PALESTRANTES: Dr. Idelfonso Carneiro / Dr. Matheus Linhares – SEPED
• PALESTRA: Legislação Rural
PALESTRANTE: Profa. MSc. Lucélia Saboia Parente – IFCE
🕘 14H ÀS 17H
• PROJETO SORRISO
PALESTRANTE: Lúcio Ribeiro Galvão Máximo – Cooperativa Uniodonto
AUDITÓRIO 2
🕘 08H30 ÀS 11H30
• CURSO: “CEMERJE JR” – CEMERJE
AUDITÓRIO 3
🕘 08H30 ÀS 11H30
• PALESTRA: O tempo salva vidas
PALESTRANTE: Dra. Karen Lopes – CEMERGE
SALÃO PLUTÃO
🕘 08H30 ÀS 11H30
• ENCONTRO DAS MULHERES DO AGRO – SISTEMA FAEC/SENAR/SINRURAL
CARRETA DO AGRO
SISTEMA FAEC/SENAR/SINRURAL
• OFICINA: Produção de linguiça frescal de frango
PALESTRANTE: Profa. Msc. Erika Taciana Santana Ribeiro – IFCE
SALÃO MARTE
🕘 08H ÀS 21H30
• FEIRA DE PRODUTOS E SERVIÇOS
• BODEGA DE OPORTUNIDADES
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O fortalecimento da participação das mulheres no cooperativismo cearense segue avançando por meio das ações do Comitê Elas pelo Coop Ceará e das iniciativas desenvolvidas pelas cooperativas vinculadas ao Sistema OCB/CE. Entre abril e maio, o colegiado participou de atividades voltadas à formação de lideranças, criação de comitês de mulheres, governança e desenvolvimento institucional dentro das cooperativas.
COOPERVEJ realiza primeira reunião do Comitê de Mulheres

No dia 9 de abril, a COOPERVEJ, cooperativa de artesãs e agricultura familiar de Aracati, realizou a primeira reunião do seu Comitê de Mulheres. O encontro reuniu cooperadas em um momento de integração e sensibilização sobre a importância da participação feminina na cooperativa.
A mobilização gerada pela atividade levou a direção da cooperativa a garantir orçamento para as próximas ações do grupo, fortalecendo a pauta da diversidade de gênero dentro do planejamento estratégico da organização.
Comissão de Mulheres da Unimed Fortaleza debate liderança e governança

No dia 16 de abril, a coordenação do Elas pelo Coop Ceará participou de um encontro da Comissão de Mulheres da Unimed Fortaleza, realizado na sede da Cooperativa dos Pediatras do Ceará (Cooped).
A programação reuniu lideranças femininas e dirigentes cooperativistas em torno de debates sobre liderança, formação e fortalecimento institucional. A presença da alta gestão da Unimed Fortaleza e da Cooped reforçou o compromisso das cooperativas com agendas de diversidade, equidade e inclusão.
Mentoria sobre carreira e marca pessoal reúne cooperativistas na sede do Sistema OCB/CE

No dia 6 de maio, o Comitê Elas pelo Coop promoveu mais uma ação formativa na sede do Sistema OCB/CE. O encontro teve como tema “Carreira e Marca Pessoal para Líderes” e foi conduzido pela mentora Thamy Heros.
A atividade reuniu mulheres cooperativistas em uma programação voltada ao desenvolvimento profissional e fortalecimento da liderança feminina.
COOPEGO homenageia mães cooperativistas e dialoga sobre criação de comitê de mulheres

Encerrando a programação, a Cooperativa Ginecologistas Obstetras do Ceará (COOPEGO) realizou, no dia 11 de maio, uma homenagem especial ao Dia das Mães com participação do Comitê Elas pelo Coop Ceará.
Representando o colegiado, a coordenadora Karine Sobral ministrou a palestra “Prosperidade Financeira: dinheiro, escolhas e construção de patrimônio”, abordando educação financeira e autonomia econômica feminina.
Durante o encontro, a cooperativa também demonstrou interesse em constituir seu próprio comitê de mulheres, ampliando o movimento de fortalecimento da participação feminina dentro do cooperativismo cearense.
Sebrae/CE e Sistema OCB/CE realizam primeira turma do EMPRETEC exclusiva para cooperativas no Brasil
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O Sebrae/CE e o Sistema OCB/CE deram início, nesta segunda-feira (11), em Aracati, à primeira turma do Seminário Empretec, programa de educação empreendedora concebido pelas Nações Unidas, no Brasil desenvolvida exclusivamente para o cooperativismo. A formação intensiva segue até o dia 15 de maio e reúne cooperados de diferentes regiões do Ceará em uma capacitação voltada ao fortalecimento das características empreendedoras no ambiente cooperativista.
A realização da turma exclusiva foi uma demanda apresentada pelo Sistema OCB/CE ao Sebrae/CE, com o objetivo de ampliar o acesso das cooperativas cearenses a uma das mais reconhecidas metodologias de desenvolvimento empreendedor do mundo.
O Empretec, programa de educação empreendedora concebido pela Organização das Nações Unidas (ONU) e realizado no Brasil com exclusividade pelo Sebrae, é promovido em cerca de 40 países. O seminário é conhecido pela metodologia imersiva e prática, focada no desenvolvimento de competências empreendedoras e comportamentos voltados à inovação, liderança, planejamento e gestão.
Participam desta primeira turma cooperados das cooperativas Coopami, Coopafesp, Coopafbe, Coopervej e Coomafsi.
A abertura do seminário contou com a presença do presidente do Sistema OCB/CE, Nicédio Nogueira, além de representantes do Sebrae/CE e da equipe técnica envolvida na articulação da formação. Estiveram presentes Mogar Lacerda, analista de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB/CE; Ana Carla Luna, articuladora do Sebrae Litoral Leste; Linara Porto, analista do Sebrae Litoral Leste; e Mônica Arruda, articuladora da Unidade de Cultura Empreendedora.
A formação é conduzida pelos facilitadores Luci Tanaka e Sérgio Dal Corso.
Para o Sistema OCB/CE, a iniciativa representa mais um passo estratégico no fortalecimento da cultura empreendedora dentro das cooperativas cearenses, estimulando lideranças e cooperados a desenvolverem soluções inovadoras, sustentáveis e alinhadas aos desafios do setor cooperativista.
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O cooperativismo tem se consolidado como uma importante estratégia para impulsionar negócios, fortalecer a produção e promover o desenvolvimento regional. Na região dos Inhamuns, esse modelo vem sendo apontado como um caminho promissor também para o fortalecimento da ovinocaprinocultura.
A temática foi destaque durante o seminário COOPERA AIUABA: o cooperativismo como ferramenta de sucesso, realizado na última terça-feira (5), no município de Aiuaba. O evento reuniu produtores rurais, lideranças locais e representantes de instituições parceiras para discutir oportunidades e desafios do setor.
Promovido pela Prefeitura Municipal de Aiuaba em parceria com o Sebrae/CE, o encontro reuniu cerca de 70 participantes dos municípios de Aiuaba, Antonina do Norte, Parambu e Tauá. A iniciativa integra a estratégia Territórios da Esperança, conduzida pelo Sebrae, e o projeto de desenvolvimento da competitividade da ovinocaprinocultura dos Inhamuns, que busca fortalecer a produção, ampliar a comercialização e gerar novas oportunidades econômicas para a região.
Cooperativismo como caminho para fortalecer o setor
Um dos destaques da programação foi a palestra conduzida por Lucas Bonfim, representante do Sistema OCB/CE, que apresentou o cooperativismo como uma alternativa estruturante para impulsionar o desenvolvimento da ovinocaprinocultura nos Inhamuns.
Durante a apresentação, Bonfim destacou que a organização coletiva pode ampliar a capacidade produtiva dos criadores e facilitar o acesso a novos mercados. Segundo ele, o modelo cooperativista contribui para fortalecer a governança, melhorar a gestão e aumentar o poder de negociação dos produtores.
“O cooperativismo permite que os produtores se organizem de forma mais estruturada, ampliando sua competitividade, melhorando a gestão e criando oportunidades de acesso a mercados e políticas de apoio”, ressaltou.
O representante do Sistema OCB/CE também abordou aspectos relacionados à formalização das cooperativas, à organização da governança e ao papel do Sistema OCB no fomento e no fortalecimento do cooperativismo no estado.
Capacitação e agregação de valor à produção
Além das discussões sobre organização produtiva, o seminário também contou com atividades voltadas à qualificação técnica dos participantes. Durante a manhã, foi apresentado o cenário atual da cadeia produtiva da ovinocaprinocultura nos Inhamuns, destacando potencialidades e desafios enfrentados pelos produtores da região.
No período da tarde, os participantes acompanharam uma oficina prática de processamento de cortes ovinos e caprinos, conduzida pelo empresário Éder Noronha, da Casa de Carnes Garrote. A atividade abordou técnicas de agregação de valor à produção, ampliando as possibilidades de inserção dos produtores em mercados mais competitivos.
O evento contou ainda com a participação de instituições parceiras como Ematerce, Instituto Agropolos, Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA) e Banco do Nordeste (BNB), além de secretários municipais de Agricultura da região e representantes da comunicação local, reforçando a articulação institucional em torno do fortalecimento da cadeia produtiva da ovinocaprinocultura.
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A analista do Sistema OCB/CE, Vladia Silva, tomou posse como presidente da Comissão Técnica de Contabilidade para Cooperativas do Conselho Regional de Contabilidade do Ceará (CRCCE). A nomeação foi oficializada por meio de portaria do Conselho e integra a composição das comissões técnicas responsáveis por subsidiar o desenvolvimento da contabilidade no estado.
A solenidade de posse ocorreu no dia 22 de abril, na sede do CRCCE, em Fortaleza, reunindo profissionais que passam a atuar em diferentes frentes temáticas da contabilidade. As comissões têm papel estratégico na produção de estudos, no acompanhamento de pautas técnicas e na formulação de contribuições para o exercício profissional e para o ambiente de negócios no Ceará .
No caso da Comissão de Contabilidade para Cooperativas, o foco está no desenvolvimento de pesquisas, eventos e ações voltadas à atualização contábil e tributária dos diversos ramos do cooperativismo, além da promoção do intercâmbio de informações entre profissionais que atuam no segmento.
A comissão terá como vice-presidente a contadora Ismálya Gomes Loiola. Entre os membros, também integra o grupo o profissional Lucas Bonfim. Vladia e Lucas representam o Sistema OCB/CE no âmbito da comissão, fortalecendo a presença institucional do cooperativismo no espaço técnico do Conselho.
Durante a solenidade, o presidente do CRCCE, Rondinelly Coelho Rodrigues, destacou a importância da atuação coletiva das comissões para ampliar a contribuição da contabilidade à sociedade, em especial em temas que impactam o desenvolvimento econômico e institucional do estado.
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O cooperativismo de crédito e seus impactos no desenvolvimento econômico e social foram tema da edição desta semana do programa Vozes do Cooperativismo. Com apresentação do jornalista Rafael Mesquita, o episódio recebeu o presidente da Sicredi Veredas, Hegel Nóbrega, e o diretor executivo da cooperativa, Eduardo Demes, para discutir como o modelo cooperativista transforma a relação das pessoas com o sistema financeiro.
Durante a conversa, os convidados destacaram as diferenças entre o cooperativismo de crédito e o modelo bancário tradicional. No sistema cooperativo, os usuários também são donos do negócio e participam das decisões e dos resultados da instituição. Esse modelo integra o sistema nacional do Sicredi, que possui mais de um século de atuação no Brasil e está presente em milhares de municípios.
Atualmente, a Sicredi Veredas reúne mais de 46 mil associados e atua no Ceará e no Maranhão, com 24 agências e mais de 300 colaboradores. A cooperativa surgiu há mais de três décadas no Ceará, inicialmente formada por profissionais da área da saúde. Com o passar dos anos, ampliou sua atuação e tornou-se uma cooperativa de livre admissão, aberta a toda a comunidade.
Para o presidente da cooperativa, Hegel Nóbrega, o cooperativismo oferece uma alternativa mais participativa e próxima das pessoas.
“O cooperativismo de crédito é um modelo em que o associado deixa de ser apenas cliente e passa a ser dono da instituição, participando das decisões e também dos resultados gerados pela cooperativa”, destacou.
Outro diferencial apresentado durante o programa é a forma como os resultados são distribuídos. Ao final de cada exercício, as sobras — equivalentes ao lucro no sistema tradicional — são repartidas entre os associados de forma proporcional à utilização dos serviços financeiros.
Segundo o diretor executivo Eduardo Demes, essa lógica fortalece o desenvolvimento coletivo e o relacionamento com os associados.
“Nosso modelo consiste em reunir os recursos de muitos associados para oferecer crédito a outros associados, com taxas mais justas e competitivas. Ao final do ciclo, o resultado retorna para quem realmente é dono da cooperativa”, explicou.
Os convidados também ressaltaram a solidez do sistema cooperativista e o papel da educação financeira promovida pelas cooperativas. Além de oferecer produtos e serviços financeiros, a Sicredi Veredas desenvolve iniciativas educativas voltadas para crianças, jovens e adultos, contribuindo para ampliar o conhecimento da população sobre gestão financeira.
Outro ponto destacado foi a governança democrática do cooperativismo, exemplificada pelas assembleias realizadas pela cooperativa. Em 2026, o processo ocorre de forma digital, permitindo maior participação dos associados nas decisões estratégicas.
Com mais de 10 milhões de associados em todo o país e presença em mais de 2,2 mil cidades, o sistema Sicredi segue ampliando sua atuação e consolidando o cooperativismo de crédito como um modelo que alia desenvolvimento econômico, participação coletiva e impacto social.
Para Hegel Nóbrega, o crescimento do cooperativismo ainda tem grande potencial.
“O cooperativismo ainda não cresce mais porque muitas pessoas não conhecem como ele funciona. Quando entendem que podem ser donas do negócio e participar das decisões, percebem o valor desse modelo”, concluiu.
A entrevista completa está disponível nas plataformas digitais do Sistema OCB/CE e integra a série de episódios do Vozes do Cooperativismo, programa que apresenta iniciativas que demonstram, na prática, como o cooperativismo contribui para o desenvolvimento local.
O programa é uma parceria entre o Sistema Jangadeiro e o Sistema OCB/CE. Vai ao ar às quartas-feiras, às 13h, na BandNews FM Fortaleza (101,7 FM), e aos sábados, às 8h30, na TV Jangadeiro. O conteúdo também está disponível no YouTube.
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Após um primeiro trimestre voltado à organização institucional e às articulações estratégicas, o Sistema OCB/CE direciona sua agenda de 2026 para um ciclo mais intenso de eventos no Ceará, com foco direto na mobilização das cooperativas, geração de negócios e fortalecimento da presença do cooperativismo no estado.
Entre os principais destaques está a realização da CoopExpo Ceará 2026, uma iniciativa inédita que se apresenta como a grande feira do cooperativismo cearense. O evento reunirá diferentes ramos, lideranças, jovens, mulheres e profissionais da área, combinando exposição, formação e articulação política em um mesmo espaço. A proposta é posicionar o cooperativismo como protagonista econômico e social, ampliando sua visibilidade e capacidade de conexão com a sociedade e o mercado.
Além da CoopExpo, a agenda valoriza uma sequência de eventos presenciais no estado, como a AGROSOBRAL, voltada ao agronegócio da região Norte, o Seminário de Gestores Públicos, que reforça o diálogo com prefeituras e políticas públicas, e a participação no PEC Brasil 2026, com o Espaço SomosCoop, ampliando a vitrine das cooperativas cearenses em um dos maiores eventos do setor.
Outro momento de forte mobilização local será o Dia de Cooperar (Dia C), que reúne cooperativas em ações de impacto social em diversas regiões do Ceará, reafirmando o compromisso do setor com o desenvolvimento das comunidades.
Ao longo do segundo semestre, a programação segue fortalecendo redes e estratégias, com iniciativas que integram formação, comunicação e negócios, consolidando um calendário que, mais do que reunir eventos, estrutura uma atuação contínua do cooperativismo no território cearense — e que se encerra com a realização do CoopNext Ceará 2027, no dia 15 de dezembro, projetando os próximos passos do setor e conectando o presente às agendas futuras do cooperativismo.
Agenda 2026 – Próximas atividades do Sistema OCB/CE
Abril
- 23/04 – Webinar nacional com jovens cooperativistas – Comitê Geração C (on-line) – Evento
Maio
- 04/05 – Lançamento da Jornada da Governança do Sistema OCB (on-line) – Evento
- 27 a 29/05 – 2ª AGROSOBRAL – Feira de Produtos e Serviços do Agronegócio da Zona Norte do Ceará – Evento
Junho
- 15 a 16/06 – XIV Seminário de Gestores Públicos – Prefeitos Ceará 2026 (lançamento da Agenda Institucional do Cooperativismo do Ceará) – Evento
- 25 a 27/06 – PEC Brasil 2026 – Espaço SomosCoop – Evento
Julho
- 02/07 – Aniversário da OCB/CE – Ação nas redes sociais e site
- 04/07 – Dia Internacional do Cooperativismo (Coops Day) – Ação nas redes sociais e site
- 31/07 – Lançamento AnuárioCoop 2026 – Ação nas redes sociais e site
Agosto
- 11 a 13/08 – Semana de Competitividade – Edição Especial CulturaCoop (Brasília) – Evento
- 12/08 – Encontro de Superintendentes do Sistema OCB Nacional (Semana de Competitividade) – Evento
- 29/08 – Celebração do Dia de Cooperar (Dia C) no Ceará – Evento
Setembro
- 23/09 – Webinário da rede ComunicaCoop (on-line) – Evento
- 25 a 26/09 – CoopExpo Ceará 2026 (Reúne: Encontro de 5 ramos; CoopCE 2026; Encontro de Jovens; Encontro de Mulheres Líderes; Workshop de Comunicação com a Imprensa) – Evento
Outubro
- 02/10 – Daypat (IntegraCoop) – Evento
- 19 a 20/10 – WCM – Evento
- 20/10 – Feira de Carreiras – Unifor – Evento
Novembro
- 10/11 – Seminário Nacional do Ramo Transporte (Fenatran – Brasília) – Evento
Dezembro
- 08/12 – Cerimônia de entrega do Prêmio SomosCoop Melhores do Ano (Brasília) – Evento
- 15/12 – CoopNext Ceará 2027 – Evento
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A geração de renda a partir da organização coletiva foi o tema central da edição desta semana do Vozes do Cooperativismo. O programa recebeu representantes da Cooperativa dos Agricultores e Agricultoras do Projeto Vencer Juntos (COOPERVEJ) para apresentar a experiência da cooperativa no fortalecimento da agricultura familiar e do artesanato no litoral Leste do Ceará.
Participaram da entrevista o presidente da cooperativa, Francisco Claudeirton de Paula, e o diretor comercial Lisandro Robinson. A conversa foi conduzida pelo jornalista Rafael Mesquita.
Fundada em 11 de fevereiro de 2022, a COOPERVEJ surgiu a partir da trajetória de um projeto de geração de renda ligado à Pastoral da Criança, dentro da rede “Vencer Juntos”, que chegou ao território de Aracati, no Ceará, entre 2004 e 2005. Desde então, a iniciativa desenvolve ações voltadas ao empreendedorismo solidário e à geração de renda na região.
Segundo Claudeirton, a criação da cooperativa representou um passo decisivo para ampliar a comercialização dos produtos e fortalecer os empreendimentos locais.
“Primeiro organizamos as pessoas por meio da associação. Depois percebemos a necessidade de criar uma cooperativa para ampliar as oportunidades de comercialização e fortalecer os empreendimentos locais”, explicou.
Com sede em Aracati, a cooperativa já expandiu sua atuação para municípios como Icapuí e Russas. Atualmente, reúne 152 cooperados — número que representa quase o triplo dos 58 integrantes iniciais.
Produção diversificada
A COOPERVEJ trabalha com uma produção diversificada, que vai desde hortaliças e frutas até produtos beneficiados da agricultura familiar. Entre os itens comercializados estão polpas de frutas, cajuína, mel, hortifrutis e derivados do caju, além de uma ampla variedade de peças artesanais.
No artesanato, destacam-se técnicas tradicionais como labirinto, crochê e macramê, além de produtos feitos com palha de carnaúba, matéria-prima típica do Nordeste.
A cooperativa também investe no beneficiamento de frutas como estratégia para agregar valor à produção. Atualmente, são produzidas polpas em diversos sabores, como caju, acerola, manga, goiaba e abacaxi.
Ampliação de mercados
Além da participação em feiras e eventos regionais, a cooperativa fornece produtos para programas institucionais de compras públicas, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que destina alimentos da agricultura familiar a entidades sociais.
A COOPERVEJ também tem ampliado sua presença em eventos estratégicos, como o PEC Nordeste, importante vitrine para divulgação dos produtos e prospecção de novos mercados.
Com o fortalecimento das atividades, a expectativa da cooperativa é alcançar faturamento superior a R$ 1,5 milhão até 2026.
Apoio ao desenvolvimento das cooperativas
Durante o programa, os convidados também destacaram o papel do Sistema OCB/CE no fortalecimento da cooperativa, por meio de capacitações, acompanhamento técnico e diagnósticos organizacionais que contribuem para aprimorar a gestão e impulsionar o crescimento do negócio.
Outro destaque é a forte participação feminina na cooperativa. Das 152 pessoas cooperadas, 107 são mulheres, muitas delas atuando tanto na produção agrícola quanto no artesanato. A organização também criou um comitê interno voltado à participação feminina, fortalecendo a liderança e a inclusão produtiva.
A cooperativa também busca atrair jovens para o cooperativismo, promovendo capacitações e iniciativas que aproximam o campo da tecnologia, como cursos voltados ao uso de drones na agricultura.
Para os representantes da COOPERVEJ, a experiência reforça o potencial do cooperativismo como ferramenta de desenvolvimento econômico e social.
“Quando as pessoas se organizam e trabalham juntas, conseguem ampliar oportunidades e transformar realidades”, destacou Lisandro.
Como entrar em contato com a cooperativa
Quem tiver interesse em conhecer os produtos ou saber mais sobre o trabalho da COOPERVEJ pode entrar em contato pelo Instagram: @cooperativa.vencerjuntos.
A sede da cooperativa também funciona no Espaço Aracati, localizado no Terminal Rodoviário de Aracati, onde é possível conhecer de perto os produtos da agricultura familiar e do artesanato produzidos pelos cooperados.
A entrevista completa está disponível nas plataformas digitais do Sistema OCB/CE e integra a série de episódios do Vozes do Cooperativismo, programa que apresenta iniciativas que demonstram, na prática, como o cooperativismo contribui para o desenvolvimento local.
O programa é uma parceria entre o Sistema Jangadeiro e o Sistema OCB/CE e vai ao ar às quartas-feiras na BandNews FM Fortaleza (101,7 FM), às sextas-feiras na Nordeste TV e aos sábados na TV Jangadeiro. O conteúdo também está disponível no YouTube.
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A Organização das Cooperativas do Estado do Ceará (OCB/CE) realizou, na manhã desta sexta-feira (10), em Fortaleza, Assembleia Geral Extraordinária com cooperativas filiadas para deliberar sobre a atualização do Estatuto Social da entidade.
A reunião ocorreu na sede da instituição, no bairro Aldeota, e teve como ponto central a modernização do marco normativo que orienta a atuação da OCB/CE no estado.
A proposta aprovada busca alinhar o estatuto às diretrizes do Sistema OCB em nível nacional, ao mesmo tempo em que aprimora a organização interna da entidade. Entre os avanços, estão a maior clareza na distinção entre as funções de representação institucional e sindical, o fortalecimento dos ramos do cooperativismo e o reforço dos mecanismos de governança.
As mudanças também incorporam diretrizes de modernização institucional, com foco em tornar a atuação da OCB/CE mais estratégica, eficiente e conectada aos desafios atuais do cooperativismo.
Além da reforma estatutária, outros temas de interesse das cooperativas foram apresentados durante a assembleia.
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O programa Vozes do Cooperativismo desta semana trouxe para o debate o fortalecimento da cultura cooperativista a partir da participação feminina no movimento. Com o tema “Cultura Coop – A atuação do Elas pelo Coop no fortalecimento da cultura cooperativista”, a edição discutiu os desafios e os avanços na ampliação da presença das mulheres nas cooperativas.
Apresentado pelo jornalista Rafael Mesquita, o programa recebeu Karine Sobral e Eglantine Sisnando, integrantes da coordenação do Comitê Elas pelo Coop Ceará.
Durante a conversa, as convidadas explicaram que o movimento de mulheres do cooperativismo ganhou força após discussões iniciadas no Congresso Brasileiro do Cooperativismo, quando foi identificada uma baixa representatividade feminina nos espaços de governança das cooperativas. Dados apresentados no programa mostram que, embora as mulheres sejam maioria entre cooperadas e colaboradoras, ocupam cerca de 23% dos cargos de liderança nas organizações.
Criado no Ceará em 2024, o Comitê Elas pelo Coop vem ampliando sua atuação no estado. Atualmente, reúne 46 mulheres de 36 cooperativas e tem como objetivo estimular a formação de lideranças femininas, além de incentivar a criação de comitês locais dentro das próprias cooperativas.
Para Karine Sobral, discutir equidade de gênero também significa fortalecer o futuro do cooperativismo.
“Quando falamos de igualdade de gênero, estamos falando de igualdade de oportunidades. Precisamos construir ambientes organizacionais em que homens e mulheres possam contribuir igualmente para a tomada de decisões e para o futuro das cooperativas”, destacou.
Já Eglantine Sisnando ressaltou que ampliar a presença feminina ajuda a consolidar a cultura cooperativista no dia a dia das organizações.
“A cultura cooperativista se constrói no cotidiano, nas decisões e nos comportamentos. Quando ampliamos a participação das mulheres, fortalecemos essa cultura e tornamos o cooperativismo ainda mais representativo e inovador”, afirmou.
Entre as ações previstas para o biênio 2026–2027, o Comitê Elas pelo Coop Ceará pretende ampliar sua presença no estado, com visitas a novas cooperativas e incentivo à criação de comitês internos. A meta é que, até o fim do período, pelo menos metade das cooperativas participantes já tenham estruturas organizadas de mulheres.
Mulheres interessadas em participar também podem integrar o movimento. Cada cooperativa pode indicar duas representantes — cooperadas ou colaboradoras — para compor o comitê estadual, fortalecendo a rede de lideranças femininas no cooperativismo.
Para o futuro, o movimento também pretende ampliar o alcance das ações, envolvendo filhas e esposas de cooperados, especialmente em ramos onde a presença masculina ainda é predominante, como o transporte, por exemplo.
A entrevista completa está disponível nas plataformas digitais do Sistema OCB/CE e integra a série de episódios do Vozes do Cooperativismo, programa que apresenta iniciativas que demonstram, na prática, como o cooperativismo contribui para o desenvolvimento local.
O programa é uma parceria entre o Sistema Jangadeiro e o Sistema OCB/CE e vai ao ar às quartas-feiras na BandNews FM Fortaleza (101,7 FM), às sextas-feiras na Nordeste TV e aos sábados na TV Jangadeiro. O conteúdo também está disponível no YouTube.
Para assistir ao episódio completo, acesse aqui. Para mais informações, siga @sistemaocbce nas redes sociais.
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Ao todo, 15 trabalhos foram premiados em cinco categorias, com produções da capital, do interior e de estudantes de Jornalismo.
Em uma noite de celebração ao jornalismo cearense, o Sistema OCB/CE realizou, nesta terça-feira (7), em Fortaleza, a cerimônia de premiação do 3º Prêmio Cooperativismo Cearense de Jornalismo. O evento reuniu profissionais da imprensa, representantes do cooperativismo, autoridades e convidados no Coco Bambu Dom Pastel para reconhecer reportagens que retratam o impacto das cooperativas no desenvolvimento social e econômico do Ceará.
Realizada na data em que se comemora o Dia do Jornalista, a solenidade teve clima de confraternização entre colegas de diferentes veículos de comunicação e também de reconhecimento ao papel da imprensa na divulgação de histórias que mostram como o cooperativismo transforma comunidades e gera oportunidades.
Com o tema “Cooperativas constroem um mundo melhor”, a premiação valorizou trabalhos jornalísticos que evidenciam a contribuição do cooperativismo para a geração de renda, inclusão social e desenvolvimento sustentável nas comunidades cearenses.
Nesta terceira edição, o prêmio distribuiu quase R$ 50 mil em premiações e contemplou cinco categorias: Texto, Áudio, Vídeo, Fotojornalismo e Universitário. Ao todo, 15 trabalhos foram premiados, reunindo produções de profissionais da capital ao interior do estado, além de estudantes de Jornalismo, evidenciando a diversidade e a abrangência das pautas sobre cooperativismo no Ceará.
Para o presidente do Sistema OCB/CE, Nicédio Nogueira, a iniciativa reforça o papel da imprensa na divulgação de histórias que mostram o impacto positivo do cooperativismo na sociedade.
“Hoje celebramos e reconhecemos o trabalho da imprensa cearense, que contribui para dar visibilidade às histórias e aos resultados do cooperativismo no Ceará. Foi um ano de avanços importantes para o setor, com crescimento no número de cooperativas, geração de empregos e maior presença na sociedade. Compartilhar esse momento com os jornalistas, especialmente no período em que se celebra o Dia do Jornalista, torna a ocasião ainda mais especial”, destacou.
Durante a cerimônia, o presidente também anunciou que, em breve, serão abertas as inscrições para a 4ª edição do Prêmio Cooperativismo Cearense de Jornalismo, que irá premiar trabalhos produzidos entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2026. A expectativa é manter a entrega da premiação em 7 de abril de 2027, consolidando no calendário institucional do cooperativismo a homenagem aos profissionais da imprensa na celebração do Dia do Jornalista.
Vencedores do 3º Prêmio Cooperativismo Cearense de Jornalismo
Jornalismo Universitário
1º lugar
Giovanni Sampaio Scomparin, João Pedro Maia da Silva e Odara de Paula Creston – Universidade Federal do Ceará (UFC)
Ceará feito à mão: mulheres transformam artesanato em renda
2º lugar
Maria Eduarda Morais Câmara – Universidade de Fortaleza (Unifor)
Mulheres no cooperativismo: os obstáculos enfrentados pelas lideranças femininas no Ceará
3º lugar
Yasmin Boyadjian de Oliveira, Maria Eduarda Morais Câmara e Letícia Vitória dos Santos Nunes – Universidade de Fortaleza (Unifor)
Vemdosol instala primeira usina e aposta em energia limpa no interior do Estado do Ceará
Fotojornalismo

1º lugar
Antonio Aurélio Alves Barroso – Jornal O POVO
Incremento na economia e transformação social gerados pelo cooperativismo
2º lugar
Júlio Caesar Rodrigues Costa Maciel – Jornal O POVO
Força no campo: o papel das cooperativas
3º lugar
Daniel Bezerra Calvet – O Otimista
Do campo à cidade: a força transformadora das cooperativas agrícolas do Ceará
Texto

1º lugar
Ana Luiza Serrão Costa, Beatriz Cavalcante e Irna Cavalcante – Grupo de Comunicação O POVO
Série: Cooperativismo no Ceará
2º lugar
Francisco Raone Barbosa Saraiva, Aline Veras, Caio Carvalho, Marília Maciel e Mavi Nobre – O Otimista
Cooperativismo no Ceará: crescimento e transformação
3º lugar
Mariana Martins Lemos – Diário do Nordeste
Cooperativismo: união que transforma o Ceará
Áudio

1º lugar
Luciano Augusto de Loyola Diógenes e André do Vale – Rádio Jovem Pan News Fortaleza
O Cooperativismo que Gera Renda, Dignidade e Desenvolvimento
2º lugar
Francisco Jefferson Sales de Oliveira, Kayo Passos e Dina Sampaio – Jangadeiro BandNews FM
Caminhos da Terra: o cooperativismo que floresce no semiárido
3º lugar
Fernando Jocelito Reinaldo, Márcia Marcia Vieira Machado e Lucia Helena Arraes de Alencar Pierre – Universitária FM
Cooperativismo para uma saúde mais acessível e humanizada
Vídeo
1º lugar
Miguel Anderson da Costa Ferreira, Fábio Henrique Mareano, Edson Oliveira, Rômulo Dias, Murilo Monteiro, João Guilherme Filho, Thiago Lima, Monalisa Castro, Edson Cunha, Isaac Garcia, Lúcio Gleison Uchoa, Marelyse Araripe e Moema Soares – TV Câmara Fortaleza
Cooperativismo: a união é o melhor negócio
2º lugar
Tarcísio Ribeiro Vieira Júnior, Débora Ribeiro Barros Sales, Rodrigo Sanders Lima, Flávio Carlos Girão de Oliveira, José Valdenor Batista de Almeida e Gabriel Mathias Lopes – TV Jangadeiro
Cooperativas: oportunidades no mercado de trabalho
3º lugar
Francisca Claudiana Pinho Mourato, José Laerto Xenofonte de Sousa e João Victor Silva Dantas – TV Verdes Mares Cariri
Agricultura ganha inovação com jovens produtores
Sobre o Sistema OCB/CE
O Sistema OCB/CE representa e fortalece o cooperativismo no Ceará, promovendo a integração e o desenvolvimento sustentável das cooperativas do estado. É composto pela Organização das Cooperativas do Estado do Ceará (OCB/CE) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Ceará (Sescoop/CE), responsáveis pela representação institucional e pela capacitação do setor no estado.
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O programa Vozes do Cooperativismo desta semana apresentou a experiência da Cooperativa de Trabalho dos Profissionais de Coleta Seletiva e Reaproveitamento de Materiais Recicláveis do Baixo Acaraú (Coopbravo), iniciativa que alia reciclagem, geração de renda e impacto socioambiental na região do litoral oeste do Ceará.
A edição foi apresentada pelo jornalista Rafael Mesquita e contou com a participação de José Ronaldo de Sousa Rocha e Francisco Juliano de Sousa Rocha, representantes da cooperativa, que compartilharam a trajetória da organização criada em 2021 por trabalhadores da coleta seletiva.
Segundo o gerente operacional Francisco Juliano de Sousa Rocha, o surgimento da cooperativa está diretamente ligado ao crescimento turístico da região.
“A nossa maior preocupação era com o crescimento do Preá e de Jericoacoara. Com o aumento do turismo e dos empreendimentos, também crescia a quantidade de resíduos. A cooperativa surgiu para organizar esse material e transformá-lo em oportunidade de trabalho e preservação ambiental”, destacou.
Com sede no município de Cruz, a Coopbravo reúne trabalhadores da reciclagem e vem ampliando sua atuação na coleta, triagem e beneficiamento de resíduos. Entre os resultados alcançados, a cooperativa já reciclou mais de um milhão de quilos de materiais, sendo cerca de 500 mil quilos de vidro.
Para o diretor-presidente José Ronaldo de Sousa Rocha, o número demonstra o impacto da iniciativa.
“Mesmo ainda em processo de estruturação, conseguimos reciclar mais de um milhão de quilos de resíduos. O vidro, que normalmente tem destinação difícil, tornou-se uma solução ambiental e econômica para a cooperativa”, afirmou.
A Coopbravo também investe em educação ambiental e em soluções inovadoras para o reaproveitamento de resíduos, como a transformação do vidro em areia utilizada na construção civil, tecnologia desenvolvida em parceria com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará – Campus Camocim.
A entrevista completa está disponível nas plataformas digitais do Sistema OCB/CE e integra a série de episódios do Vozes do Cooperativismo, programa que apresenta iniciativas que demonstram, na prática, como o cooperativismo contribui para o desenvolvimento local.
O programa é uma parceria entre o Sistema Jangadeiro e o Sistema OCB/CE e vai ao ar às quartas-feiras na BandNews FM Fortaleza (101,7 FM), às sextas-feiras na Nordeste TV e aos sábados na TV Jangadeiro. O conteúdo também está disponível no YouTube.
Para assistir ao episódio completo, acesse aqui. Para mais informações, siga @sistemaocbce nas redes sociais.
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Ação nacional aposta no consumo consciente para ampliar visibilidade das cooperativas
O Sistema OCB lançou, na última segunda-feira (23 de março), a campanha nacional “Escolha Consciente, Escolha o Coop”, uma frente do movimento SomosCoop voltada a incentivar o consumo consciente e ampliar a presença das cooperativas no mercado.
A iniciativa parte de um conceito simples: estimular o consumidor a considerar, no momento da compra, produtos e serviços de cooperativas como critério de decisão. A campanha busca associar o ato de consumir a impactos positivos na economia local, na geração de renda e no desenvolvimento sustentável. O carimbo SomosCoop é o elemento central da proposta, funcionando como selo de identificação para produtos e serviços do setor.
Com veiculação em TV, rádio, plataformas digitais e pontos de venda, a estratégia também conta com a participação da apresentadora Ana Maria Braga, da educadora financeira Nath Finanças e do humorista Ed Gama, que apresentam diferentes abordagens à mensagem, combinando informação, proximidade e entretenimento.
👉 Confira alguns conteúdos da campanha:
- Ana Maria Braga: https://www.instagram.com/p/DWOh3qZBWX2/
- Nath Finanças: https://www.instagram.com/p/DWOdp4hkXGj/
- Vídeo geral de lançamento: https://www.instagram.com/p/DWOlR40DYE6/
“A ideia é fazer o consumidor enxergar o impacto das suas escolhas no dia a dia. Queremos que a escolha de um produto com o carimbo SomosCoop seja mais do que preferência, seja critério. Porque cada compra feita de uma cooperativa retorna em forma de emprego, renda e benefícios para a comunidade”, explica Samara Araujo, gerente de Marketing e Comunicação do Sistema OCB.
No Ceará, a mobilização ocorre de forma articulada pelo Sistema OCB/CE, que liderou o engajamento das cooperativas locais na campanha. As cooperativas cearenses entraram de forma ativa na mobilização nacional, publicando simultaneamente os conteúdos da campanha e fortalecendo o alcance da mensagem nas redes.
Além disso, o Sistema OCB/CE vem adaptando as peças à realidade local e ampliando a presença digital da campanha, com publicações nos perfis oficiais:
- Instagram: https://www.instagram.com/sistemaocbce/
- Facebook: https://www.facebook.com/SistemaOCBCeara/
- TikTok: https://www.tiktok.com/@sistemaocbce
Mais informações sobre a campanha podem ser acessadas no site oficial do movimento: https://www.somos.coop.br
Ao longo do ano, a campanha também marcará presença em momentos especiais e programas de grande audiência, além de ações em diferentes segmentos de consumo, como alimentação, saúde, serviços e finanças.
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Documento também marca 20 anos de diálogo institucional do movimento com os Três Poderes
O cooperativismo brasileiro lançou, na noite da última terça-feira (17), em Brasília, a Agenda Institucional do Cooperativismo 2026, com as principais propostas do setor para fortalecer o ambiente de negócios das cooperativas e ampliar sua contribuição para o desenvolvimento econômico e social do país. O evento reuniu parlamentares, representantes dos Três Poderes e lideranças cooperativistas de todo o Brasil, consolidando-se como um dos principais momentos de articulação institucional do setor.
No conjunto das lideranças nacionais presentes, o Ceará teve participação destacada com a presença do deputado federal Luiz Gastão (PSD/CE) e do secretário de Inclusão e Cidadania de Maracanaú, Carlos Matos. Também integraram a agenda o presidente do Sistema OCB/CE, Nicédio Nogueira, além de André Fontenelle, gerente de processos corporativos; Roberta Feitosa, da área de relações institucionais; e o jornalista Rafael Mesquita, reforçando a atuação articulada do estado nas pautas estratégicas do cooperativismo brasileiro.
Elaborada a partir das demandas das cooperativas de diferentes ramos e regiões, a Agenda é o principal instrumento de interlocução do movimento com os Três Poderes. O documento reúne prioridades do setor e reflete os desafios e oportunidades enfrentados pelo cooperativismo em um cenário de transformações econômicas e regulatórias.
A mesa de abertura contou com a participação do presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas; da presidente executiva Tania Zanella; do deputado federal Arnaldo Jardim (SP), presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop); da senadora Tereza Cristina (MS), vice-presidente da Frencoop no Senado; e de Jorge Meza, representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) no Brasil.
Ao apresentar o documento, Márcio destacou o caráter técnico e coletivo da construção da Agenda. “A Agenda é construída a partir daquilo que as cooperativas vivem no dia a dia. Ela reúne prioridades que envolvem o Legislativo, o Executivo e o Judiciário, sempre com propostas possíveis, que orientem as decisões públicas e contribuam para melhorar o ambiente de atuação das cooperativas”, afirmou.
A edição de 2026 reflete um momento estratégico para a atuação institucional do cooperativismo. Marcado pelo calendário pré-eleitoral e por debates relevantes no ambiente regulatório, o setor deverá concentrar esforços em pautas consideradas prioritárias, buscando consolidar avanços e evitar retrocessos.
Entre os temas acompanhados no âmbito do Poder Executivo está a regulamentação da Reforma Tributária, especialmente no que diz respeito à preservação do tratamento adequado ao ato cooperativo no novo sistema tributário nacional. A medida é considerada essencial para garantir segurança jurídica e competitividade às cooperativas.
Outro ponto de atenção é a modernização da jornada de trabalho. Para Márcio, o tema exige equilíbrio e previsibilidade. “Não somos contrários à mudança, mas ela precisa considerar os impactos nos diferentes setores. Há realidades distintas dentro do cooperativismo, e é fundamental que essa transição seja construída com responsabilidade”, pontuou.
Também estão no radar do setor a regulamentação de leis recentes que ampliam o espaço de atuação das cooperativas em áreas como seguros e telecomunicações — avanço considerado estratégico para diversificação de mercados —, além do fortalecimento de políticas públicas e linhas de financiamento voltadas ao desenvolvimento produtivo e regional.
No Legislativo, a atenção se volta para projetos que ampliem o acesso das cooperativas a instrumentos de crédito, reduzam entraves regulatórios e criem condições para a expansão do modelo cooperativista. Já no Judiciário, o foco está em temas que impactam diretamente a segurança jurídica, especialmente questões ligadas ao tratamento tributário do ato cooperativo e à interpretação de normas regulatórias.
Mesmo diante de um cenário político mais desafiador, a estratégia do setor é manter presença ativa e organizada. “Sabemos que será um ano de menor produção legislativa, mas queremos consolidar posições e garantir que pautas sensíveis ao cooperativismo avancem ou, ao menos, não retrocedam”, acrescentou.
20 anos de uma agenda de diálogo
A edição de 2026 tem um significado especial: marca os 20 anos da Agenda Institucional do Cooperativismo, publicação que se consolidou como referência no diálogo entre o setor e os Três Poderes. Para a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, a trajetória da Agenda acompanha o amadurecimento institucional do cooperativismo brasileiro. “Ao longo desses 20 anos, construímos um canal sólido de diálogo com os poderes públicos. A Agenda traduz as prioridades de mais de 26 milhões de cooperados e reforça o papel do movimento como solução para o desenvolvimento do país”, destacou.
Segundo ela, o documento vai além da apresentação de demandas. “Nossa intenção é mostrar que o cooperativismo pode ser cada vez mais utilizado como instrumento de transformação econômica e social, capaz de ampliar oportunidades e contribuir para enfrentar desafios estruturais do Brasil”, acrescentou.
A Agenda 2026 reúne 61 prioridades em tramitação no Congresso Nacional e 38 propostas voltadas ao Poder Executivo, além de mapear temas relevantes no Judiciário. O levantamento considera um universo amplo de proposições e seleciona aquelas com maior impacto para o setor.
Reconhecimento e apoio institucional
Durante o evento, parlamentares e representantes de instituições destacaram a importância do cooperativismo para o desenvolvimento do país.
Arnaldo Jardim ressaltou o papel da Frencoop na articulação das pautas do setor no Congresso Nacional e destacou conquistas recentes, especialmente em áreas como infraestrutura, energia e telecomunicações. “O cooperativismo tem mostrado sua capacidade de gerar desenvolvimento com inclusão. Nosso papel é garantir que esse modelo tenha espaço e segurança para continuar avançando”, declarou.
Representando a FAO no Brasil, Jorge Meza destacou a importância da cooperação para enfrentar desafios globais como segurança alimentar, mudanças climáticas e desigualdade. “Os desafios são complexos e interligados. O cooperativismo é um exemplo de solução baseada na articulação entre diferentes atores, fundamental para promover um desenvolvimento mais sustentável e inclusivo”, salientou.
A senadora Tereza Cristina reforçou o impacto das cooperativas, especialmente no interior do país. “Elas levam crédito, assistência técnica e organização produtiva para onde muitas vezes o Estado e o mercado não chegam. Isso fortalece a economia local, gera renda e melhora a vida das pessoas”, afirmou.
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Documento também marca 20 anos de diálogo institucional do movimento com os Três Poderes
O cooperativismo brasileiro lançou, na noite da última terça-feira (17), em Brasília, a Agenda Institucional do Cooperativismo 2026, com as principais propostas do setor para fortalecer o ambiente de negócios das cooperativas e ampliar sua contribuição para o desenvolvimento econômico e social do país. O evento reuniu parlamentares, representantes dos Três Poderes e lideranças cooperativistas de todo o Brasil, consolidando-se como um dos principais momentos de articulação institucional do setor.
No conjunto das lideranças nacionais presentes, o Ceará teve participação destacada com a presença do deputado federal Luiz Gastão (PSD/CE) e do secretário de Inclusão e Cidadania de Maracanaú, Carlos Matos. Também integraram a agenda o presidente do Sistema OCB/CE, Nicédio Nogueira, além de André Fontenelle, gerente de processos corporativos; Roberta Feitosa, da área de relações institucionais; e o jornalista Rafael Mesquita, reforçando a atuação articulada do estado nas pautas estratégicas do cooperativismo brasileiro.
Elaborada a partir das demandas das cooperativas de diferentes ramos e regiões, a Agenda é o principal instrumento de interlocução do movimento com os Três Poderes. O documento reúne prioridades do setor e reflete os desafios e oportunidades enfrentados pelo cooperativismo em um cenário de transformações econômicas e regulatórias.
A mesa de abertura contou com a participação do presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas; da presidente executiva Tania Zanella; do deputado federal Arnaldo Jardim (SP), presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop); da senadora Tereza Cristina (MS), vice-presidente da Frencoop no Senado; e de Jorge Meza, representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) no Brasil.
Ao apresentar o documento, Márcio destacou o caráter técnico e coletivo da construção da Agenda. “A Agenda é construída a partir daquilo que as cooperativas vivem no dia a dia. Ela reúne prioridades que envolvem o Legislativo, o Executivo e o Judiciário, sempre com propostas possíveis, que orientem as decisões públicas e contribuam para melhorar o ambiente de atuação das cooperativas”, afirmou.
A edição de 2026 reflete um momento estratégico para a atuação institucional do cooperativismo. Marcado pelo calendário pré-eleitoral e por debates relevantes no ambiente regulatório, o setor deverá concentrar esforços em pautas consideradas prioritárias, buscando consolidar avanços e evitar retrocessos.
Entre os temas acompanhados no âmbito do Poder Executivo está a regulamentação da Reforma Tributária, especialmente no que diz respeito à preservação do tratamento adequado ao ato cooperativo no novo sistema tributário nacional. A medida é considerada essencial para garantir segurança jurídica e competitividade às cooperativas.
Outro ponto de atenção é a modernização da jornada de trabalho. Para Márcio, o tema exige equilíbrio e previsibilidade. “Não somos contrários à mudança, mas ela precisa considerar os impactos nos diferentes setores. Há realidades distintas dentro do cooperativismo, e é fundamental que essa transição seja construída com responsabilidade”, pontuou.
Também estão no radar do setor a regulamentação de leis recentes que ampliam o espaço de atuação das cooperativas em áreas como seguros e telecomunicações — avanço considerado estratégico para diversificação de mercados —, além do fortalecimento de políticas públicas e linhas de financiamento voltadas ao desenvolvimento produtivo e regional.
No Legislativo, a atenção se volta para projetos que ampliem o acesso das cooperativas a instrumentos de crédito, reduzam entraves regulatórios e criem condições para a expansão do modelo cooperativista. Já no Judiciário, o foco está em temas que impactam diretamente a segurança jurídica, especialmente questões ligadas ao tratamento tributário do ato cooperativo e à interpretação de normas regulatórias.
Mesmo diante de um cenário político mais desafiador, a estratégia do setor é manter presença ativa e organizada. “Sabemos que será um ano de menor produção legislativa, mas queremos consolidar posições e garantir que pautas sensíveis ao cooperativismo avancem ou, ao menos, não retrocedam”, acrescentou.
20 anos de uma agenda de diálogo
A edição de 2026 tem um significado especial: marca os 20 anos da Agenda Institucional do Cooperativismo, publicação que se consolidou como referência no diálogo entre o setor e os Três Poderes. Para a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, a trajetória da Agenda acompanha o amadurecimento institucional do cooperativismo brasileiro. “Ao longo desses 20 anos, construímos um canal sólido de diálogo com os poderes públicos. A Agenda traduz as prioridades de mais de 26 milhões de cooperados e reforça o papel do movimento como solução para o desenvolvimento do país”, destacou.
Segundo ela, o documento vai além da apresentação de demandas. “Nossa intenção é mostrar que o cooperativismo pode ser cada vez mais utilizado como instrumento de transformação econômica e social, capaz de ampliar oportunidades e contribuir para enfrentar desafios estruturais do Brasil”, acrescentou.
A Agenda 2026 reúne 61 prioridades em tramitação no Congresso Nacional e 38 propostas voltadas ao Poder Executivo, além de mapear temas relevantes no Judiciário. O levantamento considera um universo amplo de proposições e seleciona aquelas com maior impacto para o setor.
Reconhecimento e apoio institucional
Durante o evento, parlamentares e representantes de instituições destacaram a importância do cooperativismo para o desenvolvimento do país.
Arnaldo Jardim ressaltou o papel da Frencoop na articulação das pautas do setor no Congresso Nacional e destacou conquistas recentes, especialmente em áreas como infraestrutura, energia e telecomunicações. “O cooperativismo tem mostrado sua capacidade de gerar desenvolvimento com inclusão. Nosso papel é garantir que esse modelo tenha espaço e segurança para continuar avançando”, declarou.
Representando a FAO no Brasil, Jorge Meza destacou a importância da cooperação para enfrentar desafios globais como segurança alimentar, mudanças climáticas e desigualdade. “Os desafios são complexos e interligados. O cooperativismo é um exemplo de solução baseada na articulação entre diferentes atores, fundamental para promover um desenvolvimento mais sustentável e inclusivo”, salientou.
A senadora Tereza Cristina reforçou o impacto das cooperativas, especialmente no interior do país. “Elas levam crédito, assistência técnica e organização produtiva para onde muitas vezes o Estado e o mercado não chegam. Isso fortalece a economia local, gera renda e melhora a vida das pessoas”, afirmou.
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Documento também marca 20 anos de diálogo institucional do movimento com os Três Poderes
O cooperativismo brasileiro lançou, na noite da última terça-feira (17), em Brasília, a Agenda Institucional do Cooperativismo 2026, com as principais propostas do setor para fortalecer o ambiente de negócios das cooperativas e ampliar sua contribuição para o desenvolvimento econômico e social do país. O evento reuniu parlamentares, representantes dos Três Poderes e lideranças cooperativistas de todo o Brasil, consolidando-se como um dos principais momentos de articulação institucional do setor.
No conjunto das lideranças nacionais presentes, o Ceará teve participação destacada com a presença do deputado federal Luiz Gastão (PSD/CE) e do secretário de Inclusão e Cidadania de Maracanaú, Carlos Matos. Também integraram a agenda o presidente do Sistema OCB/CE, Nicédio Nogueira, além de André Fontenelle, gerente de processos corporativos; Roberta Feitosa, da área de relações institucionais; e o jornalista Rafael Mesquita, reforçando a atuação articulada do estado nas pautas estratégicas do cooperativismo brasileiro.
Elaborada a partir das demandas das cooperativas de diferentes ramos e regiões, a Agenda é o principal instrumento de interlocução do movimento com os Três Poderes. O documento reúne prioridades do setor e reflete os desafios e oportunidades enfrentados pelo cooperativismo em um cenário de transformações econômicas e regulatórias.
A mesa de abertura contou com a participação do presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas; da presidente executiva Tania Zanella; do deputado federal Arnaldo Jardim (SP), presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop); da senadora Tereza Cristina (MS), vice-presidente da Frencoop no Senado; e de Jorge Meza, representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) no Brasil.
Ao apresentar o documento, Márcio destacou o caráter técnico e coletivo da construção da Agenda. “A Agenda é construída a partir daquilo que as cooperativas vivem no dia a dia. Ela reúne prioridades que envolvem o Legislativo, o Executivo e o Judiciário, sempre com propostas possíveis, que orientem as decisões públicas e contribuam para melhorar o ambiente de atuação das cooperativas”, afirmou.
A edição de 2026 reflete um momento estratégico para a atuação institucional do cooperativismo. Marcado pelo calendário pré-eleitoral e por debates relevantes no ambiente regulatório, o setor deverá concentrar esforços em pautas consideradas prioritárias, buscando consolidar avanços e evitar retrocessos.
Entre os temas acompanhados no âmbito do Poder Executivo está a regulamentação da Reforma Tributária, especialmente no que diz respeito à preservação do tratamento adequado ao ato cooperativo no novo sistema tributário nacional. A medida é considerada essencial para garantir segurança jurídica e competitividade às cooperativas.
Outro ponto de atenção é a modernização da jornada de trabalho. Para Márcio, o tema exige equilíbrio e previsibilidade. “Não somos contrários à mudança, mas ela precisa considerar os impactos nos diferentes setores. Há realidades distintas dentro do cooperativismo, e é fundamental que essa transição seja construída com responsabilidade”, pontuou.
Também estão no radar do setor a regulamentação de leis recentes que ampliam o espaço de atuação das cooperativas em áreas como seguros e telecomunicações — avanço considerado estratégico para diversificação de mercados —, além do fortalecimento de políticas públicas e linhas de financiamento voltadas ao desenvolvimento produtivo e regional.
No Legislativo, a atenção se volta para projetos que ampliem o acesso das cooperativas a instrumentos de crédito, reduzam entraves regulatórios e criem condições para a expansão do modelo cooperativista. Já no Judiciário, o foco está em temas que impactam diretamente a segurança jurídica, especialmente questões ligadas ao tratamento tributário do ato cooperativo e à interpretação de normas regulatórias.
Mesmo diante de um cenário político mais desafiador, a estratégia do setor é manter presença ativa e organizada. “Sabemos que será um ano de menor produção legislativa, mas queremos consolidar posições e garantir que pautas sensíveis ao cooperativismo avancem ou, ao menos, não retrocedam”, acrescentou.
20 anos de uma agenda de diálogo
A edição de 2026 tem um significado especial: marca os 20 anos da Agenda Institucional do Cooperativismo, publicação que se consolidou como referência no diálogo entre o setor e os Três Poderes. Para a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, a trajetória da Agenda acompanha o amadurecimento institucional do cooperativismo brasileiro. “Ao longo desses 20 anos, construímos um canal sólido de diálogo com os poderes públicos. A Agenda traduz as prioridades de mais de 26 milhões de cooperados e reforça o papel do movimento como solução para o desenvolvimento do país”, destacou.
Segundo ela, o documento vai além da apresentação de demandas. “Nossa intenção é mostrar que o cooperativismo pode ser cada vez mais utilizado como instrumento de transformação econômica e social, capaz de ampliar oportunidades e contribuir para enfrentar desafios estruturais do Brasil”, acrescentou.
A Agenda 2026 reúne 61 prioridades em tramitação no Congresso Nacional e 38 propostas voltadas ao Poder Executivo, além de mapear temas relevantes no Judiciário. O levantamento considera um universo amplo de proposições e seleciona aquelas com maior impacto para o setor.
Reconhecimento e apoio institucional
Durante o evento, parlamentares e representantes de instituições destacaram a importância do cooperativismo para o desenvolvimento do país.
Arnaldo Jardim ressaltou o papel da Frencoop na articulação das pautas do setor no Congresso Nacional e destacou conquistas recentes, especialmente em áreas como infraestrutura, energia e telecomunicações. “O cooperativismo tem mostrado sua capacidade de gerar desenvolvimento com inclusão. Nosso papel é garantir que esse modelo tenha espaço e segurança para continuar avançando”, declarou.
Representando a FAO no Brasil, Jorge Meza destacou a importância da cooperação para enfrentar desafios globais como segurança alimentar, mudanças climáticas e desigualdade. “Os desafios são complexos e interligados. O cooperativismo é um exemplo de solução baseada na articulação entre diferentes atores, fundamental para promover um desenvolvimento mais sustentável e inclusivo”, salientou.
A senadora Tereza Cristina reforçou o impacto das cooperativas, especialmente no interior do país. “Elas levam crédito, assistência técnica e organização produtiva para onde muitas vezes o Estado e o mercado não chegam. Isso fortalece a economia local, gera renda e melhora a vida das pessoas”, afirmou.
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O Sistema OCB realizou, nesta terça-feira (17), em Brasília, a 57ª Assembleia Geral Ordinária (AGO). O encontro reuniu dirigentes das Organizações das Cooperativas Brasileiras nos estados (OCEs) para apresentar o balanço das ações e das contas de 2025, além de validar as prioridades estratégicas e o plano de trabalho da entidade para este ano.
O estado do Ceará esteve representado na assembleia pelo presidente do Sistema OCB/CE, Nicédio Nogueira, que participou das discussões e deliberações nacionais do movimento cooperativista.
Durante a assembleia, foi apresentado um panorama dos resultados do cooperativismo brasileiro. O país reúne hoje 25,8 milhões de cooperados, com R$ 1,39 trilhão em ativos, R$ 758 bilhões movimentados na economia e mais de 578 mil empregos gerados. Outro indicador relevante é a percepção da sociedade. Pesquisa nacional de imagem mostra que 88% dos brasileiros consideram o cooperativismo um modelo atual, moderno e inovador.
Para o presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, os números refletem o esforço coletivo das cooperativas em todo o país. “2025 foi um ano intenso, de muito trabalho e conquistas. Nada disso seria possível sem o empenho das cooperativas e das organizações estaduais.”
Fortalecimento da gestão
Entre as iniciativas voltadas ao desenvolvimento das cooperativas, o Sistema OCB destacou o avanço de ferramentas de gestão e governança. Em 2025, foram realizados 5.341 diagnósticos organizacionais por meio do AvaliaCoop, ferramenta que apoia as cooperativas na identificação de oportunidades de melhoria e no aprimoramento das práticas de gestão.
O Prêmio SomosCoop Excelência em Gestão 2025 reconheceu 133 cooperativas por avanços em governança, estratégia e desempenho. Outro marco foi o lançamento do Manual de Boas Práticas de Governança Cooperativista, que reúne orientações para dirigentes e conselhos na adoção de estruturas de gestão mais eficientes e transparentes.
Comunicação e valorização do cooperativismo
A comunicação também foi uma das frentes estratégicas do último ano. A campanha SomosCoop 2025 alcançou mais de 450 milhões de impactos, além de 1,3 milhão de sessões no site e 1,6 milhão de visualizações em ações com influenciadores digitais. Nas redes sociais, a presença digital do movimento cresceu significativamente, com 118 mil usuários inscritos nas plataformas do SomosCoop e mais de 110 mil seguidores nos perfis do Sistema OCB.
Durante o Ano Internacional das Cooperativas, o tema também ganhou espaço em diferentes ambientes institucionais. Além da cerimônia no Congresso Nacional, 17 estados realizaram sessões solenes semelhantes.
Tania destacou que a estratégia buscou aproximar ainda mais o cooperativismo da sociedade. “Tivemos iniciativas importantes para mostrar o que as cooperativas estão transformando nas suas bases. O manifesto, o documentário e o livro com histórias de cooperativas são exemplos que ajudam a apresentar à sociedade a dimensão e o impacto do nosso movimento.”
Avanços institucionais e regulatórios
A articulação institucional do Sistema OCB gerou resultados relevantes. Entre as conquistas estão:
• Autorização para atuação de cooperativas no mercado de telecomunicações;
• Ampliação da participação no mercado de seguro;
• Acesso ao fundo nacional de desenvolvimento científico e tecnológico (FNDCT);
• Avanços no licenciamento ambiental;
• Ampliação da captação de recursos municipais para cooperativas de crédito.
Outro destaque foi o fortalecimento do Procapcred, voltado à capitalização do sistema cooperativo financeiro. Os recursos passaram de R$ 1,6 bilhão em 2024 para R$ 3,6 bilhões em 2025.
Segundo Tania, novas regulamentações devem ampliar ainda mais as oportunidades do setor. “A expectativa é que, em breve, tenhamos também a regulamentação das cooperativas de seguros pela Susep, o que representa um passo importante para ampliar a atuação do cooperativismo nesse mercado”, destacou.
Comunicação integrada
Durante a assembleia, os dirigentes aprovaram a destinação de parte dos resultados para o Fundo de Comunicação, iniciativa voltada a fortalecer a divulgação do cooperativismo em todo o país. “A comunicação é uma das ferramentas mais importantes para mostrar o valor do cooperativismo. Precisamos falar a mesma linguagem, com o mesmo propósito”, apontou o presidente Márcio.
Entre os destaques da área em 2025 estiveram:
• Lançamento da rede ComunicaCoop;
• Publicação do livro fotográfico Cooperativas do Brasil: retratos de um mundo melhor;
• Estreia do documentário Histórias de um mundo melhor;
• Lançamento do livro Comunicação e marketing no cooperativismo;
• Criação do site Cooperative Cultural Heritage.
Governança institucional
A assembleia aprovou a atualização do regimento interno do Conselho Fiscal do Sistema OCB, com medidas voltadas ao fortalecimento da governança e à modernização dos processos. Entre as mudanças está a ampliação do número de suplentes — que passa de um para dois — e a possibilidade de reuniões presenciais, virtuais ou híbridas.
O novo regimento também amplia a autonomia do Conselho Fiscal, que passa a poder deliberar sobre a contratação de consultorias e serviços necessários ao desempenho de suas atividades. “Essas mudanças dão mais clareza ao papel estratégico de cada instância e contribuem para a sustentabilidade institucional do cooperativismo brasileiro”, afirmou Márcio.
Cenário internacional
O cooperativismo também ampliou a presença do Brasil em debates globais. Um dos destaques foi a participação na COP30, com presença na Green Zone, Agri Zone, Blue Zone e Casa do Seguro, e a apresentação de 67 cases de cooperativas brasileiras voltados a temas como agricultura de baixo carbono, bioeconomia, financiamento verde e adaptação climática.
A participação permitiu ampliar o diálogo com governos, organismos internacionais e delegações de diferentes países sobre soluções que unem produção sustentável, inclusão produtiva e preservação ambiental.
Papel estratégico do agro
Ainda durante a assembleia, os dirigentes destacaram o papel do cooperativismo agropecuário como indutor de desenvolvimento econômico, sucessão no campo e fortalecimento de outros ramos, especialmente o crédito. “O cooperativismo agropecuário tem uma força transformadora muito clara. Onde ele está presente, há mais organização e mais solidez econômica”, afirmou o presidente Márcio.
Experiências de estados como Mato Grosso foram citadas como exemplo de como a organização dos produtores em cooperativas contribui para melhorar a gestão das propriedades e fortalecer a participação das novas gerações no campo.
Segundo Tania, a integração entre as diferentes realidades regionais é essencial. “Quando conseguimos conectar as demandas regionais à estratégia nacional do cooperativismo, ampliamos a capacidade de resposta do sistema”, salientou.
Integração do sistema e formação de lideranças

Outro ponto abordado durante a assembleia foi a importância da integração entre as regiões e da mobilização institucional das cooperativas em agendas estratégicas do movimento. Os dirigentes convidaram representantes de todo o país para eventos voltados ao fortalecimento do agro, à inovação e à internacionalização das cooperativas, com foco na expansão de mercados, atração de investimentos e desenvolvimento regional.
As manifestações destacaram também os desafios enfrentados em diferentes regiões, especialmente no Norte e Nordeste, como custos logísticos, infraestrutura e acesso a crédito, além da necessidade de ampliar a articulação institucional do cooperativismo.
Outro ponto citado foi o crescimento no número de cooperativas, sobretudo na agricultura familiar, o que demanda maior organização e atenção à sustentabilidade dos novos empreendimentos, além de acompanhamento de pautas regulatórias relevantes para o ramo Crédito.
O presidente da Ocemg e decano do cooperativismo brasileiro, Ronaldo Scucato, destacou a importância de investir na formação de lideranças e na participação dos jovens no movimento. “A liderança é decisiva para o sucesso das cooperativas. Precisamos preparar novas gerações e fortalecer a governança para garantir a solidez e a credibilidade do sistema”, afirmou.
Prioridades para 2026
Ao apresentar as perspectivas para o próximo ciclo, Tania destacou que 2026 será um ano desafiador, especialmente por coincidir com o calendário eleitoral. Entre os principais temas apontados estão o fortalecimento da governança, a agenda de financiamento e a adaptação do setor a um cenário econômico e social em transformação.
O presidente Márcio alertou para a crescente limitação da capacidade do Estado em financiar a agropecuária. “O financiamento da agropecuária brasileira passa cada vez mais pelo mercado. Para acessar esses recursos, precisamos elevar o nível de governança, transparência e gestão das cooperativas.”
A assembleia também discutiu temas como déficit de mão de obra no campo, endividamento rural e modernização das relações de trabalho. “Estamos atuando de forma articulada com outros setores para construir soluções responsáveis, sempre considerando os impactos reais para as cooperativas”, disse Tania.
Ela também destacou que o próximo ciclo dará atenção especial ao fortalecimento da cultura cooperativista. Segundo ela, pesquisas realizadas pelo Sistema OCB nos últimos anos apontam a necessidade de reforçar os princípios e valores que diferenciam o modelo cooperativista e sustentam sua identidade. “A cultura cooperativista é o que sustenta o nosso diferencial como modelo de negócio. Precisamos reforçar continuamente esses princípios e valores dentro das nossas cooperativas”, afirmou.
Entre as iniciativas previstas está ainda a nova campanha nacional Escolha o Coop, que busca ampliar a presença do modelo cooperativista no cotidiano da população e fortalecer a valorização dos produtos e serviços das cooperativas.
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A atuação da Cooperativa de Trabalho dos Profissionais de Coleta Seletiva e Reaproveitamento de Materiais Recicláveis do Baixo Acaraú (Coopbravo) acaba de alcançar um resultado simbólico e expressivo: 1 milhão de quilos de materiais recicláveis comercializados com emissão de nota fiscal. O desempenho reflete o amadurecimento da organização coletiva e o fortalecimento da reciclagem como atividade econômica sustentável no interior do Ceará.
Sediada em Cruz (CE) e com atuação nas comunidades de Preá, Barrinha de Baixo e Tatajuba, a cooperativa reúne atualmente cerca de 18 trabalhadores, responsáveis por todas as etapas do processo, da coleta à triagem e comercialização de resíduos como vidro, plástico, papel e metal.
Mais do que um número, o volume alcançado traduz mudanças concretas na vida dos cooperados e no território. “Esse resultado representa dignidade, renda e reconhecimento do trabalho dos nossos catadores. Cada quilo reciclado significa menos resíduos no meio ambiente e mais oportunidade para as famílias que dependem dessa atividade”, afirma o presidente e cofundador, José Ronaldo de Sousa Rocha.
A iniciativa também tem impacto direto na dinâmica ambiental da região. Ao reinserir resíduos na cadeia produtiva, a Coopbravo contribui para a redução do descarte inadequado e fortalece práticas de economia circular, em articulação com o poder público, empresas locais e movimentos sociais.
Para o gestor operacional e cofundador Francisco Juliano de Sousa Rocha, o trabalho da cooperativa vai além da geração de renda. “Transformamos o que antes era descartado em oportunidade. Cada quilo coletado representa mais cidadania, mais respeito ao meio ambiente e mais desenvolvimento para as comunidades”, destaca.
O avanço da Coopbravo também vem sendo acompanhado pelo Sistema OCB/CE, ao qual a cooperativa é filiada. Segundo o analista de desenvolvimento de cooperativas, Marne Porto, os primeiros resultados após a formalização já demonstram o potencial do grupo.
“É muito gratificante acompanhar a evolução da Coopbravo, que se registrou no Sistema OCB/CE em outubro do ano passado e já começa a apresentar resultados importantes. Um dos destaques é a comercialização de materiais recicláveis com emissão de nota fiscal, o que evidencia a organização do grupo e a força do trabalho coletivo. Esse processo reforça o potencial da reciclagem como fonte de renda, inclusão social e benefícios ambientais para toda a região”, afirma.
Marne também adianta os próximos passos no processo de fortalecimento da cooperativa. “A partir de abril, vamos iniciar um diagnóstico de negócio em parceria com a OCB Nacional, com foco no aprimoramento da gestão e na ampliação das oportunidades de crescimento. Este é apenas o início de uma trajetória promissora de desenvolvimento sustentável”, completa.
Fundada em 2021, a partir da união de catadores do Baixo Acaraú, a Coopbravo vem ampliando sua atuação ao longo dos anos, inclusive com a formalização de parcerias e a inserção em iniciativas de sustentabilidade. O resultado alcançado reforça o papel estratégico das cooperativas de reciclagem na promoção da inclusão socioprodutiva e na construção de soluções locais para desafios ambientais globais.
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Alunas do Mestrado Profissional em Gestão de Cooperativas e dirigentes do Sistema OCB/CE, Cristina Bandeira e Marly Oliveira, participaram, neste mês de março, de uma imersão internacional sobre cooperativismo realizada em Ferrara, no norte da Itália. A atividade integrou a programação do curso e reuniu estudantes brasileiros interessados em aprofundar conhecimentos sobre modelos cooperativistas internacionais.
A imersão ocorreu entre os dias 8 e 13 de março e incluiu visitas técnicas, encontros acadêmicos e troca de experiências com cooperativas da região de Emilia-Romanha, reconhecida mundialmente por sua forte tradição cooperativista. A programação contou com o apoio da Università degli Studi di Ferrara e da Confcooperative, que representa grande parte das cooperativas locais.
A região é referência internacional em modelos de organização cooperativa, especialmente nos setores agrícola, de serviços e social. As cooperativas são consideradas pilares da economia local, contribuindo para a geração de renda, a distribuição de riqueza e o fortalecimento do desenvolvimento sustentável.
A missão internacional reuniu 11 estudantes do Mestrado Profissional em Gestão de Cooperativas, que integra o Programa de Pós-Graduação em Gestão de Cooperativas e Organizações Complexas e Plurais (PPGCoop) da Pontifícia Universidade Católica do Paraná. O curso é desenvolvido em parceria com os sistemas cooperativistas estaduais, contando atualmente com turmas realizadas no Paraná, em parceria com o Sistema Ocepar, por meio do Sescoop/PR, e no Ceará, em parceria com o Sistema OCB/CE, por meio do Sescoop/CE.

No grupo, além das profissionais cearenses, também participaram profissionais de cooperativas paranaenses, representantes do Sistema Ocepar e docentes do curso, fortalecendo o intercâmbio de experiências entre diferentes realidades do cooperativismo brasileiro.
Durante a programação, o grupo também realizou visitas a cooperativas que atuam nos segmentos de agricultura, pesca, trabalho e cooperativismo social, conhecendo de perto iniciativas que são referência em gestão, inovação e impacto econômico e social.
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O papel do cooperativismo como estratégia de desenvolvimento para o campo no Ceará foi o tema do programa Vozes do Cooperativismo, exibido nesta quarta-feira (11), na rádio BandNews FM. A edição foi apresentada pelo jornalista do Sistema OCB/CE, Rafael Mesquita, e reuniu o deputado estadual De Assis Diniz e o secretário de Inclusão e Cidadania de Maracanaú, Carlos Matos, para discutir como o modelo cooperativista pode se consolidar como política pública estruturante para o setor agropecuário cearense.
Durante a conversa, os convidados destacaram o potencial do cooperativismo para fortalecer a organização produtiva no campo, ampliar oportunidades para pequenos e médios produtores e gerar renda no interior do estado.
Para De Assis Diniz, o modelo cooperativista vai além de uma forma de organização econômica e deve ser compreendido como um instrumento estratégico de desenvolvimento para o agro.
“A política do cooperativismo tem como objetivo o fortalecimento e a ampliação da capacidade produtiva dos trabalhadores. Quando bem organizada, ela pode gerar desenvolvimento econômico e social, além de dinamizar a agricultura e a pecuária no estado”, afirmou o parlamentar.
Diniz também destacou a importância de investir na formação e na cultura cooperativista desde a educação básica, como forma de preparar novas gerações para compreender o cooperativismo como alternativa de organização econômica.
Outro ponto abordado no programa foi a necessidade de integrar crédito, assistência técnica, tecnologia e acesso ao mercado para que o cooperativismo agropecuário avance de forma consistente no Ceará.
Na avaliação de Carlos Matos, a organização coletiva é fundamental para ampliar oportunidades para produtores e reduzir desigualdades no campo.
“O cooperativismo é uma grande resposta para enfrentar desigualdades sociais. Quando os produtores se organizam, conseguem acesso a crédito, tecnologia e mercados. Isso fortalece o pequeno produtor e cria condições reais de desenvolvimento econômico”, destacou.
O gestor também ressaltou que experiências de políticas públicas voltadas ao setor agropecuário no Ceará mostram que a combinação entre organização produtiva e apoio institucional pode gerar resultados positivos para o desenvolvimento rural.
Ao longo do debate, os convidados também discutiram desafios históricos do agro cearense, como as limitações climáticas, a necessidade de planejamento de longo prazo e a importância de políticas permanentes de assistência técnica e infraestrutura para fortalecer o setor.
Apesar das dificuldades, ambos concordaram que o cooperativismo representa uma oportunidade estratégica para ampliar a competitividade do agro no Ceará, permitindo que produtores se organizem coletivamente, agreguem valor à produção e ampliem sua inserção em novos mercados.
O Vozes do Cooperativismo promove semanalmente debates sobre o impacto do cooperativismo no desenvolvimento econômico e social do estado, reunindo especialistas, gestores públicos e representantes do setor produtivo para discutir caminhos para o fortalecimento do modelo cooperativista no Ceará.
O programa é uma parceria entre o Sistema Jangadeiro e o Sistema OCB/CE e vai ao ar às quartas-feiras na BandNews FM Fortaleza (101,7 FM), às sextas-feiras na Nordeste TV — Fortaleza (canal 27.1) e Sobral (canal 48.1) — e aos sábados pela manhã na TV Jangadeiro (canal 12.1). O conteúdo também está disponível no YouTube, nos canais Jornal Jangadeiro e Sistema OCB/CE.
Para acompanhar o programa desta semana na íntegra, acesse aqui. Para mais informações, siga @sistemaocbce nas redes sociais.