Notícias

Sistema OCB lança Anuário do Cooperativismo Brasileiro



Criatividade e inovação são palavras-chave quando olhamos as estratégias adotadas pelas cooperativas, ano após ano. E são os números que mostram isso. Lançado nesta quarta-feira (16), o Anuário do Cooperativismo Brasileiro – 2020 apresenta os resultados das cooperativas do país, tendo como referência o ano de 2019.

“A divulgação deste estudo tem o objetivo de dar visibilidade à força e relevância socioeconômica do cooperativismo, disponibilizando para as cooperativas, imprensa, academia e organismos públicos dados e informações sobre o nosso movimento, permitindo projetar estratégias para o fortalecimento do setor. E o sucesso de mais essa conquista tem que ser compartilhada com as nossas unidades estaduais e cooperativas que não mediram esforços para atender às nossas solicitações de informações”, reconhece o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas. Confira os principais destaques do documento:

 

COOPERATIVAS

Mesmo diante dos novos desafios impostos pela atualidade, o cooperativismo continua sendo essencial para o desenvolvimento e crescimento do Brasil. Todos os dias, nossas cooperativas reforçam a relevância do nosso modelo de negócios transformando a realidade de milhares de brasileiros. Em 2019, isso não poderia ser diferente: presentes em todos os estados e atuando nos sete ramos, somos 5.314 cooperativas com registro ativo na OCB, promovendo mudança e evolução para sociedade.

 

COOPERADOS

O cooperativismo é um modelo de negócios que, cada vez mais, atende aos anseios de quem deseja um mundo mais justo, feliz, equilibrado e com melhores oportunidades para todos. Tanto é que em 2019, o número de cooperados saltou de 14,6 milhões para 15,5 milhões, mesmo considerando apenas as cooperativas com registro ativo na OCB. Desse total, 62% são homens e, 38%, mulheres.

 

EMPREGOS

Outro indicador que enche o cooperativismo de orgulho é o empregabilidade. O número de empregos formais, gerados pelas cooperativas também cresceu. Saltou de 425,3, em 2018, para 427.576 no ano passado.

 

NÚMEROS POR RAMOS

Confira na tabela os números de cada um dos sete ramos do cooperativismo:

 

Ramo

Cooperativas   

Cooperados

Empregados

Agropecuário

1.223

992.111

207.201

Consumo

263

2.025.545

14.841

Crédito

827

10.786.317

71.740

Infraestrutura

265

1.138.786

7.315

Saúde

783

275.915

108.189

Trabalho, Produção de Bens e Serviços

860

221.134

9.759

Transporte

1.093

99.568

8.531

 

CRESCENDO NA CRISE

O cooperativismo surgiu como modelo de enfrentamento a momentos adversos. Foi a partir de crises que o movimento cooperativista enxergou sua força e importância. Por meio de uma gestão democrática e constante adaptação dos processos internos, o cooperativismo é capaz de crescer e agregar desenvolvimento à economia brasileira.

Em 2019, o ativo total do nosso movimento alcançou a marca de R$ 494 bilhões, com um patrimônio líquido de R$ 126 bilhões. Essa tendência de crescimento é refletida no dia a dia de milhares de pessoas do país: nesse mesmo período nossas cooperativas investiram R$ 26 bilhões em tributos (41% do total) e despesas com pessoal (59%).

 

EXPORTAÇÃO

Em 2019, 137 cooperativas brasileiras, de ramos variados, exportaram ou importaram produtos de forma direta. Cientes das oportunidades que o mundo guarda, cada vez mais cooperativas brasileiras se internacionalizam, seja para fornecer seus produtos a consumidores estrangeiros, seja para comprar mercadorias necessárias para seus negócios. Veja como:

- 19 estados brasileiros contam com coops internacionalizadas (elas estão presentes em 94 municípios);

- Os estados que mais exportaram em 2019 foram: Mato Grosso, com 25%, Rio Grande do Sul (21%), Minas Gerais (16%), São Paulo (14%) e Paraná (13%);

- Vale destacar que o cooperativismo foi responsável por 100% das exportações de 10 cidades brasileiras.

 

BAIXE AQUI

Veja no vídeo destaques desse novo Anuário: https://youtu.be/kdfb0f8AMDw.

E confira também a publicação completa e totalmente digital, aqui: http://in.coop.br/anuario.


Disponível em: https://www.ocb.org.br/noticia/22246/sistema-ocb-lanca-anuario-do-cooperativismo-brasileiro



PLP de compensações da Lei Kandir segue para sanção

Um grande avanço para o setor agropecuário. A Câmara dos Deputados acaba de aprovar o PLP nº 133/2020, que permite a compensação de recursos da União aos entes federados relativos aos créditos da Lei Kandir, decorrentes de incentivos de ICMS à exportação. O texto que já tramitou no Senado segue, agora, para sanção presidencial.

Com a aprovação da matéria, diminui a controvérsia em relação à Lei Kandir e as propostas que buscam sua revogação também podem perder fôlego, visto que os estados costumam se posicionar contrariamente ao incentivo devido ao atraso nos repasses dos recursos pela União.

A OCB esteve presente durante toda a discussão envolvendo o tema, tendo em vista a importância da Lei Kandir para a competitividade da produção do agro brasileiro. Representante de 14,6 milhões de cooperados, reunidos em 6.828 cooperativas ― das quais 1,6 mil são do Ramo Agropecuário com mais de 1 milhão de produtores ―, a OCB entende que a Lei Kandir é um dos maiores pilares nacionais para o avanço da competitividade e da produção de diversas cadeias do setor agropecuário.


Disponível em: https://www.ocb.org.br/noticia/22243/plp-de-compensacoes-da-lei-kandir-segue-para-sancao

Sistema OCB realiza primeira AGE totalmente online

A Assembleia Geral Extraordinária aconteceu na manhã desta sexta-feira (11), com o objetivo de analisar as propostas para a negociação coletiva com o SINTRACOOP - Sindicato dos Trabalhadores Celetistas em Cooperativas.

A ocasião contou com a presença de 14 cooperativas e aconteceu sem intercorrências através da plataforma virtual Zoom, sendo a primeira assembleia da OCB Ceará a ser realizada inteiramente de forma remota.

De forma conclusiva, todas as pautas apresentadas foram aprovadas, com a elaboração de uma contraproposta ao SINTRACOOP, a indicação de uma comissão de três representantes com poderes de negociação e a permanência da autorização do presidente da OCB Ceará em firmar o Termo Aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho, com vigência para o exercício de 2021.

Semear cooperação, colher sucesso

Nicédio Nogueira 

A agricultura cearense enfrenta ainda grandes desafios para o seu pleno desenvolvimento. Ferramenta reconhecida na superação das dificuldades do setor, o cooperativismo agrícola apresenta-se como solução das mais efetivas, na medida em que um grupo de indivíduos alcança objetivos particulares por meio de um acordo voluntário de colaboração recíproca.  

Para fazer frente ao mercado, as cooperativas precisam apresentar bem e vender ainda melhor os seus produtos. Mais que isso, organizar as finanças, não excedendo gastos, evitando desperdícios. De olho nessas dificuldades - e analisando o cenário local, o Sistema OCB Ceará promoveu o IV Seminário Estadual do Ramo Agropecuário, para discutir ações e tomar medidas que viabilizem um processo positivo para o sucesso financeiro, alavancar as vendas pelas cooperativas, garantir preço justo e qualidade dos produtos.  

 “Controladoria e Marketing: Diferencial Competitivo para as Cooperativas Agropecuárias” foi o tema do encontro, em formato online. Mais do que nunca, estamos atentos à construção de um futuro de cooperação e prosperidade. Promover eventos de capacitação dessa envergadura é municiar as cooperativas de informações que viabilizem a sua sustentabilidade. Entre os diferenciais, tivemos o fornecimento de ferramentas para modelo de negócio, de aplicação prática e possível, apontando-se canais de comercialização com dados reais do cenário brasileiro do agronegócio.  

Tratando da controladoria, lições sobre a adoção urgente de novas práticas para a manutenção de uma cooperativa agropecuária organizada, principalmente quando se fala de “negócios financeiros”; só conseguimos controlar algo se temos capacidade e informação para fazê-lo. Do ponto de vista comercial, tratamos da aplicabilidade de ações de marketing nas cooperativas. Falamos ainda do Sistema Estadual de Cadastro de Agricultores Familiares, Empreendedores Individuais e Empreendimentos Representativos – SECAF, um novo sistema de cadastro de agricultores da Secretaria do Desenvolvimento Agrário do Ceará. 

O Seminário serviu de trampolim para as cooperativas agrícolas cearenses cada vez mais brilharem. 

Nicédio Nogueira – Presidente do Sistema OCB-SESCOOP/CE 

Este endereço para e-mail está protegido contra spambots. Você precisa habilitar o JavaScript para visualizá-lo.


Diagnóstico do Ramo Saúde está sendo consolidado

Brasília (10/12/20) – A compilação dos dados enviados pelas cooperativas para a elaboração do Diagnóstico do Ramo Saúde está a todo vapor. Convidadas a responder um questionário com perguntas técnicas, 161 coops atenderam ao pedido da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). A expectativa é de que o resultado dessa pesquisa seja divulgado até março de 2021. Do total de cooperativas respondentes, 75 são da região Sudeste, 45 do Nordeste, 27 do Centro-Oeste, sete são do Norte e outras sete do Sul.

O objetivo da pesquisa é conhecer mais e melhor os modelos cooperativos atuantes no Ramo Saúde, em especial as cooperativas de especialidades médicas, as de trabalho médico e as constituídas por outros profissionais da área, como fisioterapeutas, enfermeiros, psicólogos, dentre outros. A ideia é que a consolidação das respostas gere insumos que norteiem a atuação do Sistema OCB junto ao poder público, auxiliando, assim, na construção de uma agenda decisória e positiva para o cooperativismo de saúde.

Vale destacar que cerca de 50% das cooperativas que responderam ao questionário são operadoras de planos de saúde, médico ou odontológico. A outra metade, prestadoras de serviço em diversas áreas do setor saúde, como fisioterapia, psicologia e enfermagem, além, é claro, das cooperativas médicas não operadoras. “O diagnóstico é especialmente importante para esse grupo de prestadoras, pois a partir dele será possível conhecer mais a realidade dessas cooperativas, seus dados financeiros, relação com o poder público, desafios e oportunidades”, comenta a gerente Técnica e Econômica da OCB, Clara Maffia.

O diagnóstico elaborado pela Unidade Nacional conta com o apoio das unidades estaduais da OCB para sua aplicação.


Disponível em: 

https://www.ocb.org.br/noticia/22240/diagnostico-do-ramo-saude-esta-sendo-consolidado



Vai à sanção PL que permite participação de coops em licitações



Brasília (10/12/20) – O Senado Federal aprovou, nesta quinta-feira (10/12), a nova Lei de Licitações (PL 4.253/2020). O projeto de lei integra a Agenda Institucional do Cooperativismo e segue para sanção. O texto original (PLS 559/2013) proibia a participação de cooperativas em licitações. A OCB trabalhou ativamente na defesa das cooperativas prestadoras de serviços e conseguiu os seguintes avanços ainda na primeira votação pelo Senado, com apoio da senadora Ana Amélia (RS) e também do relator à época, senador Fernando Bezerra Coelho (PE):

•            Permissão da participação de cooperativas em licitações;

•            Vedação aos agentes públicos da criação de cláusulas e condições que comprometam, restrinjam ou frustrem o caráter competitivo das cooperativas nos procedimentos licitatórios.

•            Dispensa do procedimento licitatório em caso de serviço de coleta, processamento e comercialização de resíduos sólidos urbanos recicláveis ou reutilizáveis, aquelas cooperativas formadas exclusivamente por catadores de materiais recicláveis, de baixa renda, reconhecidos pelo poder público.

 

CÂMARA

Já na Câmara dos Deputados, quando tramitou como PL 1.292/1995, a OCB ainda conseguiu o seguinte avanço, com apoio do relator, senador Augusto Coutinho (PE):

•            Inserção das cooperativas como prioritárias na ordem de pagamento pela administração pública.

 

SENADO

Com o retorno do projeto ao Senado para a análise das alterações da Câmara, o relator do projeto, senador Antonio Anastasia (MG), ratificou a aprovação dos itens relativos às cooperativas. O texto aprovado segue para sanção.


Disponível em: 

https://www.ocb.org.br/noticia/22241/vai-a-sancao-pl-que-permite-participacao-de-coops-em-licitacoes

BC quer dobrar participação de cooperativas no sistema financeiro até 2022

Hoje segmento representa cerca de 10% do setor e a meta da autarquia é que a fatia chegue a 20%.


O BC (Banco Central) pretende dobrar a participação de cooperativas de crédito no sistema financeiro até 2022. Hoje, o segmento representa cerca de 10% do setor e a meta é que a fatia chegue a 20% em pouco mais de um ano.

A iniciativa faz parte da agenda de competição da autoridade monetária, que traz medidas para desconcentrar o sistema financeiro.

A estratégia do BC é flexibilizar ainda mais as regras para o segmento, movimento que começou há mais de uma década.

O diretor de Fiscalização, Paulo Souza, disse, em entrevista à Folha, que as cooperativas esperam a aprovação de projeto de lei complementar, entregue à Câmara em abril. A proposta tira entraves e dá maior segurança jurídica.

A regra permitirá que a cooperativa tenha associados de qualquer lugar do país, desde que preste assistência e integre o cooperado por meio virtual. Hoje, há cooperativas que só aceitam associados que residam em um determinado raio.

“O objetivo é melhorar a organização sistêmica das cooperativas e dar mais liberdade de atuação. Ao mesmo tempo, elas poderão andar em blocos e se integrarem”, disse Souza.

“A legislação, por exemplo, permitirá que o cooperado de uma instituição tome parte do crédito em outra, caso não haja recursos suficientes na sua. Isso abre caminho para que empresas maiores possam tomar crédito em cooperativas.”

A ideia do BC é aumentar a participação das cooperativas nas regiões Norte e Nordeste de 13% para 25%.

“Nessas áreas existe um grande potencial de crescimento. Em alguns lugares do Sul, em linhas como capital de giro, as cooperativas têm mais de 50% de representação”, disse Souza.

Além disso, a autoridade monetária quer que as instituições ampliem as opções de crédito para os próprios cooperados.

“Hoje, apenas cerca de 30% do crédito tomado pelo associado é feito na cooperativa, o restante é tomado em bancos e outras instituições. Há espaço para elevar esse índice”, afirmou o diretor do BC.

Segundo Souza, as cooperativas começaram a captar recursos por meio da poupança recentemente, o que abriu caminho para que elas concedam crédito imobiliário. Para ele, esta é uma modalidade que pode atrair o próprio cooperado.

Quando o cliente deposita dinheiro na poupança, o banco precisa, de acordo com as regras do BC, direcionar parte desses recursos ao crédito imobiliário ou rural.

“Muitas vezes o cooperado não sabe quais são as linhas disponíveis ou a cooperativa não tem recursos suficientes para emprestar a quantia que o associado necessita. As mudanças vão facilitar nesse sentido também”, disse.

Para alcançar a meta de crescimento, o BC também sugere que as cooperativas aumentem a participação entre a população de baixa renda. “Identificamos que a maior parte dos associados do segmento têm renda superior a dez salários mínimos”, disse Souza.

O objetivo do BC é que pelo menos metade dos cooperados tenham baixa renda.

Souza pontuou que o cooperativismo de crédito cresce a taxas elevadas nos últimos anos.

Em 2015, o segmento tinha 5,9% do sistema financeiro, pouco mais da metade do que representa hoje. Em 2019, a carteira de crédito do setor cresceu 25%.

O cálculo de participação do cooperativismo de crédito no mercado usado pelo BC exclui modalidades que não são oferecidas pelas cooperativas, como linhas para grandes empresas. Se todo o sistema financeiro for contabilizado, o setor equivale, atualmente, a cerca de 5%.

“Neste ano [o setor] deve crescer ainda mais por causa das linhas emergenciais do governo de apoio às micro, pequenas e médias empresas durante a pandemia. As cooperativas foram expoentes desses programas”, disse o diretor.

O coordenador nacional de crédito da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), Marco Aurélio Almada, disse considerar factível a meta imposta pelo BC.

“O cooperativismo no país é recente e até pouco tempo era bastante limitado. Antes, as cooperativas eram formadas por um grupo específico e tinham pouca atuação. A flexibilização das regras facilitam esse processo”, disse.

Almada ponderou que o setor precisa crescer mais também nas capitais e nos grandes centros. “As cooperativas têm forte presença em cidades do interior, onde, por vezes, são as únicas instituições da região. Nas metrópoles, no entanto, são pouco conhecidas”, disse.

Além disso, segundo ele, o segmento precisa continuar investindo em inovação. “Ter tecnologias compatíveis com as dos grandes bancos é essencial para competir hoje em dia”, disse.

Luis Schuller, diretor da Unicred, admitiu que é uma meta ousada, mas disse acreditar que o cooperativismo tende a se fortalecer em períodos de crise.

“O crédito normalmente desacelera em momentos de baixa atividade econômica pelo risco de inadimplência e as cooperativas suprem essa carência, especialmente entre empresas menores”, disse.

“O BC está vendo as cooperativas como possível regulador de preços no mercado, para que as taxas não fiquem livres à precificação dos cinco maiores bancos”, afirmou.

Segundo ele, as taxas praticadas pelo segmento são menores do que as demais. “Especialmente em linhas como crédito pessoal não consignado e capital de giro.”

Além disso, segundo Schuller, o modelo do segmento é mais próximo ao cliente do que o de outras instituições.

“Mesmo com a possibilidade de atendimento virtual, as cooperativas prezam pela proximidade com o associado. Ele também é dono da instituição e se compromete com seu desempenho. Por isso, nossas operações têm menor risco”, disse.

O presidente do banco cooperativo Sicredi, João Tavares, destacou que o objetivo do BC é gerar mais competição e, com isso, taxas de juros mais baixas no mercado.

“Com mais empresas tendo acesso a crédito, há mais emprego também”, disse.

“Já temos forte atuação em micro e pequenas empresas e pretendemos ampliar ainda mais. Não temos apetite a oferecer crédito às grandes empresas, por exemplo.”

A cooperativa de crédito é uma instituição financeira formada pela associação de pessoas para prestar serviços financeiros aos seus associados.

Os cooperados são ao mesmo tempo donos e usuários da instituição, com participação na gestão e que usufruem de seus produtos e serviços.

Nas cooperativas, eles têm acesso aos principais serviços disponíveis nos bancos, como conta-corrente, aplicações financeiras, cartão de crédito e empréstimos.

“Precisamos desmistificar o tema e mostrar para as pessoas que é simples abrir uma conta em uma cooperativa, apresentar o modelo. Há bastante desconhecimento do sistema na sociedade, nosso portfólio é bem completo”, disse Tavares.

Disponível em: https://cooperativismodecredito.coop.br/2020/12/bc-quer-dobrar-participacao-de-cooperativas-no-sistema-financeiro-ate-2022/ 


Sistema OCB Ceará promove o IV Seminário Estadual do Ramo Agropecuário em modo online

Evento, na tarde de quinta-feira (3/12), discutiu ações e medidas para organizar as finanças e alavancar as vendas das cooperativas, com significativa participação de internautas. Palestra de Gustavo Bernardes; demais explanações pelos convidados Bruno Leitão e Walmir Severo.

 

“Controladoria e Marketing: Diferencial Competitivo para as Cooperativas Agropecuárias” foi o tema da live transmitida pelo Canal do Sistema OCB Ceará no YouTube, com 4 horas de duração e a participação de convidados de renome do ramo agropecuário no Brasil, tratando do cenário atual. O evento, seguindo as recomendações sanitárias (em função da pandemia), foi realizado de forma online, diferentemente das edições anteriores.

 

Qualificação sempre

O Superintendente do Sistema OCB Ceará, Aparecido dos Santos, destacou a relevância do encontro, já na quarta edição, a presença do palestrante, de convidados e internautas, que agradeceu pela disposição de acompanhar o evento em novo formato. “É de grande valia o cuidado do Sistema com a capacitação dos membros das cooperativas, por meio de eventos, cursos e atendimentos na área cooperativista, econômica etc.”, completou.

 

Maior competitividade

Vládia Silva, Analista de Desenvolvimento de Cooperativas do Sescoop/CE, informou que o objetivo do Seminário é trazer à discussão temas atuais e determinantes para o desenvolvimento do Ramo Agro no estado do Ceará.  “A escolha não foi aleatória. É a soma de ideias para que proporcionemos às cooperativas oportunidade de chegarem mercado mais competitivas. O aprendizado de que tanto necessitam é fruto de parcerias e de cooperação”, lembrou.

 

O Analista Técnico e Econômico da OCB Nacional, João Pietro, apresentou o cenário do Agropecuário no Brasil e compartilhou suas experiências, abordando a representatividade da instituição, com seus conselhos, comissões e fóruns específicos no Ramo Agro.

 

Necessidade de controle

O palestrante Gustavo Bernardes, Mestre em Ciências Contábeis (MBA em Controladoria e Especialista em Gestão de Cooperativas), ressaltou a necessidade de adoção de novas práticas para manter uma cooperativa agropecuária bem organizada, principalmente quando se fala de “negócios financeiros”. O tema escolhido revela a necessidade dessa observância, tendo em vista a experiência de Gustavo em prestar assistência às cooperativas na OCB/SESCOOP. “Existem diversas motivações para falar do tema. Analisando a situação de diversas cooperativas agropecuárias, percebo a grande carência de controles. E só conseguimos controlar algo se temos capacidade e informação para fazer isso; se não tenho, o bom controle não existe”.

 

Marketing para Cooperativas

Bruno Leitão, Mestre em Administração, Especialista em Marketing e em Gestão de Cooperativas, enriqueceu a tarde de aprendizados com dicas valiosas a respeito da aplicabilidade de ações do Marketing nas Cooperativas. “A ideia é ter um relacionamento muito mais próximo com o cliente da cooperativa, saber oferecer e apresentar os nossos produtos, valorizar a nossa marca”. E completa: “Devido à pandemia, nos deparamos com desafios inéditos, que fecharam a porta de muitos negócios. Esse seminário serve como um guia prático de como as cooperativas devem se desviar da crise ocasionada pela Covid-19”.

 

Novidades para as cooperativas

Walmir Severo, Coordenador de Assistência Técnica e Extensão Rural do Programa de Desenvolvimento Rural Sustentável – PDRS na Secretaria do Desenvolvimento Agrário do Estado do Ceará também participou. Em pauta, o Sistema Estadual de Cadastro de Agricultores Familiares, Empreendedores Individuais e Empreendimentos Representativos - SECAF, desenvolvido pela Secretaria do Desenvolvimento Agrário do Estado do Ceará-SDA. Severo se dispôs a ajudar as cooperativas a se familiarizarem com o novo sistema de cadastro de agricultores e o portal disponibilizado pelo estado para vendas.

 

"Controles confiáveis"

O presidente do Sistema OCB Ceará, Nicédio Nogueira, agradeceu a participação do público via chat da transmissão e a presença dos palestrantes e convidados. Salientou que as explanações foram esclarecedores e devem ser adotadas como rotina nas cooperativas. “Precisamos ter informação segura para tomar decisões, em quaisquer negócios. Para isso, precisamos de controles confiáveis. Essas situações apontam para uma contabilidade gerencial firme. Tudo está interligado, e isso é muito importante para as cooperativas”.


Confira a Live na íntegra clicando aqui.

COOPAFESP - transformando a agricultura familiar de Pindoretama

A Cooperativa da Agricultura Familiar e Economia Solidária de Pindoretama tem apenas sete anos de existência, mas já mudou realidades de centenas de famílias no Litoral Leste do Ceará. É mais saúde, trabalho e renda. Isso é cooperação. 

  

A necessidade de ampliar a comercialização dos produtos oriundos da agricultura familiar da região resultou na constituição da Coopafesp, em 4 de setembro de 2013. Com a missão de promover a atividade agrícola dos pequenos produtores, fundamenta a sua atuação nos princípios da agroecologia, em apoio a toda cadeia produtiva. Hoje, a cooperativa é referência na melhoria da qualidade de vida dos cooperados, por meio da geração de renda e da segurança alimentar da população. Os consumidores agradecem.

 

Anteriormente denominada de APLAP – Associação dos Produtores de Leite Agropecuaristas de Pindoretama, o objetivo da entidade, desde o início, é atuar como agente comercializador e de desenvolvimento sustentável dos pequenos produtores rurais do município. Entre as prioridades da cooperativa estão a elaboração, comercialização e implementação de programas e projetos que visem a sensibilizar, estimular e organizar a produção da agricultura familiar, buscando a emancipação socioeconômica dos cooperados.  

 

Diferenciais  

Atualmente contando com 190 cooperados, possui um ônibus, um caminhão baú e um utilitário da marca Strada para auxiliar na visitação dos cooperados. A Coopafesp possui ainda um trator que presta serviço aos cooperados, por uma taxa de aluguel mínima e abaixo do mercado, sempre que necessitarem. 

 

Trabalhada em conjunto, a produção dos alimentos é dividida entre os responsáveis. Isso é a prática do cooperativismo. De acordo com a presidente Carmem do Vale, os cooperados têm o maior respeito pela cooperativa, e a boa relação deles com a empresa é um reflexo da parceria e do cuidado intercambiados. “Os cooperados daqui dão valor aos seus produtos, são fiéis às vendas da entidade. Eles cumprem os prazos e atendem aos pedidos de forma excelente”, completa Carmem.

  

Assistência para dar segurança 

A Coopafesp dispõe de técnicos que acompanham os criadores e produtores em seus trabalhos diários, proporcionando assistência de qualidade e diferenciada. Entre os profissionais contratados estão Agrônomos, Médico Veterinário, Nutricionista, Engenheiro de Alimentos e Assistente Social, que visitam regularmente os cooperados para acompanhar e orientar na produção dos alimentos. 

 

Cada produtor que decidiu filiar-se à Cooperativa recebe a certificação de estar ativo nas atividades coletivas, e sempre em contato pessoal com a gestão. Os cooperados que passam mais de dois meses sem visitar as instalações da sede, são visitados pela Assistente Social para analisar os motivos que levam àquela ausência, quais as suas condições. Caso não tenham mais disponibilidade ou interesse em permanecer ativos nos trabalhos, são convidados a desfiliar-se. 

  

Mais saúde na mesa do consumidor 

Os produtos da Coopafesp passam por rígido controle de qualidade, para maior satisfação e melhor atendimento dos clientes. Na produção dos ovos caipiras, itens de maior demanda da cooperativa, o peso e a qualidade são minuciosamente controlados. Os ovos não podem passar de 60g e devem ser totalmente limpos e sem riscos ou avarias. Os ovos reprovados são encaminhados a outras áreas da cooperativa, como a padaria, para a produção de pães e derivados.  

 

Carmem do Vale explica que a prioridade é construir uma classificadora de ovos. “Para determinar que os ovos estejam em condição ou não de serem disponibilizados para o mercado, contratamos uma fábrica terceirizada. Para cada bandeja de 30 unidades é cobrado o valor de seis reais para o serviço”. O fato eleva o valor do produto, mas a classificadora significa incremento da autonomia da cooperativa na produção direta. A Coopafesp conta hoje com oito grandes produtores de ovos caipiras, responsáveis por 500 ovos/dia.  

  

Tem mais: “Produtos como frutas, verduras, legumes, rapadura, cajuína, laticínios, pães, biscoitos, geleia de pimenta e outros são sempre acompanhados por profissionais que atestam a qualidade dos produtos”, salienta Carmem. 

 

Pandemia e crescimento 

Com produtores filiados em várias cidades do estado do Ceará, a Coopafesp, durante a pandemia da Covid-19, foi abalada inicialmente pela perda de grande demanda. Porém, como forma de inovar e incrementar as vendas, passou a fazer, ela mesma, a entrega dos seus produtos dentro da cidade de Pindoretama – delivery. Pequenos comerciantes e famílias decidiram apoiar o negócio local, beneficiando-se de produção saudável, da terra. E o agricultor familiar e a cooperativa tiveram garantidos os seus sustentos. 

  

Nova Loja 

O Sistema OCB foi convidado a conhecer a construção das instalações da loja “Mulheres da Terra”, empreendimento que vai comercializar os produtos dos cooperados. O ponto de fácil acesso - excelente localização e ampla visibilidade - foi projetado detalhadamente para proporcionar um melhor contato entre os interessados em comprar alimentos saudáveis, diretamente do campo, e o produtor/agricultor familiar cooperado da Coopafesp. Os recursos da construção são inteiramente da Cooperativa, “É um espaço de todos nós, teremos todos a mesma voz, o mesmo poder de decisão aqui”, completa a presidente Carmem do Vale.  

 

A loja “Mulheres da Terra” está localizada na CE-040, ao lado da Delegacia de Polícia de Pindoretama, entre as ruas Maria Darci Lima Silva e Raimundo Mundoro da Silva. 



COAPOI é líder de vendas e exemplo de cooperação na Serra da Ibiapaba


Especializada em produtos orgânicos, a Cooperativa teve crescimento recorde durante a pandemia do novo coronavírus e é referência em opções saudáveis para os consumidores, com direito aos selos IBD.  

   

Chama-se Cooperativa Agropecuária dos Produtores Orgânicos da Ibiapaba e é uma experiência única no setor. Nasceu da necessidade dos produtores em preservar a saúde e o bem-estar dos próprios familiares. Localizada na Serra da Ibiapaba, ao norte do estado - cerca de 320 km de Fortaleza, o alicerce da Coapoi remonta ao ano de 2001, mas a fundação da empresa ocorre mesmo em 27 de novembro de 2015. A opção pelo modelo cooperativista levou em consideração os valores de solidariedade, responsabilidade, democracia e  igualdade, um modelo de negócios que atende aos objetivos coletivos.  

  

Sediada no Sítio Santos Reis – zona rural de São Benedito, é composta por 34 sócios, distribuídos entre os municípios de São Benedito, Carnaubal, Ibiapina, Guaraciaba do Norte, Croatá, Ubajara, Tianguá, Viçosa do Ceará, Ipu, Ipueiras, Graça, Pacujá, Mocambo e São João da Fronteira, no estado do Piauí. Seu maior objetivo é tornar possível o sustento dos associados, garantindo a todos o direito de plantar, colher, comercializar e consumir de forma saudável o que for produzido.  

  

Cooperação para crescer  

Partindo do 6º Princípio Cooperativista, da Intercooperação (trabalho conjunto entre cooperativas por meio de estruturas locais, regionais, nacionais e internacionais), a Coapoi mantém a prática de ‘ceder’ terrenos para o plantio de culturas diversas. Significa que o cooperado que possui terra não cultivada pode disponibilizá-la temporariamente para que outro produtor possa dela usufruir. A força dessa união garante, pontualmente, a renda de produtores da Região da Serra da Ibiapaba. Durante a pandemia, a Cooperativa ficou ainda mais próxima do produtor, conscientizando, ensinando e ajudando, dentro do possível.  

   

Qualidade reconhecida  

O desafio de garantir o bem-estar e a saúde dos consumidores permitiu à Coapoi conquistar os selos IBD – Associação de Certificação Instituto Biodinâmico e Orgânico Brasil, iniciativas que atestam que todos os alimentos dessa natureza passam por um processo de avaliação para comprovar que são 100% orgânicos e livres de agrotóxicos.  

  

A Cooperativa explora basicamente a olericultura, área da horticultura que abrange a exploração de hortaliças, englobando culturas folhosas, raízes, bulbos, tubérculos, frutos diversos e partes comestíveis de plantas. Atualmente, trabalha com mais de 20 variedades de produtos, entre frutas e verduras. Por sua importância econômica e social, com práticas agrícolas voltadas à preservação dos recursos naturais, a Coapoi é referência no segmento de agricultura orgânica no Ceará. A produção utiliza insumos que não deixam resíduos químicos prejudiciais ao solo e aos alimentos.  

  

O consumidor agradece 

Para o presidente João Costa Gomes, a Cooperativa busca atender aos requisitos do desenvolvimento sustentável: viabilidade técnico-econômica, respeito ao meio ambiente e responsabilidade social. “Com isso, demonstramos a viabilidade econômica de nossa produção e das pequenas propriedades”. 

  

O alcance das metas de desenvolvimento da agricultura orgânica na região vão requerer a organização e coesão do grupo, o planejamento da produção, a melhoria dos rendimentos dos produtores e a constante capacitação nos métodos e técnicas orgânicas. “Assim, agindo com respeito à proteção ambiental e à saúde dos trabalhadores rurais, atendemos à demanda da sociedade por alimentos que assegurem mais qualidade de vida”.  

  

Crescendo na pandemia  

Logo no início do isolamento social, o medo de retrocesso nas vendas tomou conta dos cooperados, aliado à possibilidade de prejuízos irreversíveis. Porém, reforçando a qualidade dos seus produtos, a Coapoi superou as expectativas. E o início da pandemia, ao contrário, foi marcado pelo grande volume de vendas, com o percentual de 10% a maior em comparação ao mesmo período do ano anterior.  

  

Semanas após o início da pandemia, a procura disparou. “A análise que a gente faz sobre esse momento é que muitas pessoas quiseram estocar o máximo possível de produtos orgânicos, por serem melhor recomendados”, afirma João Costa, que completa: “Depois da terceira ou quarta semana, a procura começou a estabilizar. Mesmo assim, tem ficado acima do que era antes”.  

  

Os consumidores fidelizaram os produtos da Cooperativa, e a procura acentuada no período de crise pandêmica foi ocasionada pelos clientes já existentes, que demandaram volume maior de compras. “A notícia de que produtos orgânicos trariam benefícios mais acentuados à saúde colaborou para esse incremento”, finaliza o presidente da Coapoi. 



[


Cocalqui supera crise mundial da pandemia e é exemplo de cooperação e solidariedade

A passagem do novo coronavírus pelo planeta impactou todos os setores. Na economia, resultou no fechamento de grandes empresas. No Sertão Central do Estado, a Covid-19 encontrou resistência na solidez de um empreendimento-modelo - a Cooperativa de Trabalho da Indústria de Calçados de Quixeramobim, que não parou a produção de calçados, e ainda confeccionou cerca de 10 mil EPI’s para doação.  

   

Nascida da necessidade de fortalecer o setor produtivo e gerar empregos em um município em que a única fonte de renda - a agricultura – vive sob ameaça das secas, a Cocalqui deu os primeiros passos para a sua constituição em 1996. O esforço foi fruto da união de autoridades e lideranças locais e estaduais interessadas em viabilizar a vinda de empresas para a região.  

A estiagem recorrente e a consequente incerteza da produção no campo, somadas à escassez de recursos públicos para investimento e falta de oportunidade para os jovens na região resultavam em muitas despedidas; mais e mais pessoas migravam para centros urbanos mais prósperos em busca de  emprego formal, de ocupação digna.  

Por orientação do Sistema OCB/CE e de entidades governamentais interessadas no desenvolvimento do estado, fomentou-se a filosofia de cooperativas de trabalho como o meio mais competitivo de formação de mão de obra para a atividade industrial voltada à produção de calçados. Após congressos de formação sobre o universo do Cooperativismo, 24 sócios se reuniram para fundar, em 18 de março de 1997, a Cocalqui - Cooperativa de Trabalho da Indústria de Calçados de Quixeramobim. O objetivo, pois, era a criação de postos de trabalho para a geração de jovens colocados à margem do mercado.    


Esperança para o Sertão  

Maior empregadora da Região Central do Ceará, a Cooperativa de Trabalho da Indústria de Calçados de Quixeramobim tem hoje 4.000 funcionários. O diferencial da organização é oferecer oportunidade de trabalho a quem teria que procurá-lo longe do seu contexto social.  

A Cooperativa, atualmente presidida por Antônio Helder Arruda de Oliveira, é reconhecida pela prestação de serviço ao Grupo Aniger (pela produção da marca Petite Jolie), além doutras mundialmente famosas, como a Nike e a New Balance. A produção da Cocalqui é exportada para vários países. Além do trabalho direto, a Cocalqui trouxe às terras do Sertão Central a esperança de dias melhores para a economia regional. Uma nova perspectiva de ganho ajudou a incrementar diversos novos negócios em Quixeramobim e cidades vizinhas. 


Trabalho e renda – eis o caminho  

A forma mais eficiente de fomentar a economia de uma região é com trabalho e, consequentemente, renda. No caso específico da Cooperativa, os beneficiados, em sua maioria, são pessoas que não participavam da atividade econômica em sociedade; o advento da empresa propiciou o crescimento na região, que durante anos foi destaque no Estado. Além de ser a maior influência para o giro de capital do município e vizinhança, a Cocalqui influencia e revela grandes talentos profissionais nas mais diversas áreas de atuação do ramo de calçados.  


Aprendiz Cooperativo da Cocalqui 

Iniciativa que contribui para a inserção de jovens no mercado de trabalho, o  Programa Aprendiz Cooperativo do SESCOOP/CE é uma grande oportunidade. De acordo com a Lei 10.097 de 2000 (Lei do Menor Aprendiz), toda empresa, de médio a grande porte, ou seja, organizações que possuem 50 ou mais funcionários, deve contratar de 5% a 15% de jovens na condição de aprendizes, para compor seu quadro de colaboradores. 

A Cocalqui foi a primeira cooperativa do estado a aderir ao Programa Aprendiz Cooperativo. A formação começou em 2019 com 46 jovens de 18 a 24 anos, e se estende até dezembro de 2020. O curso ofertado é o de “Aprendiz Cooperativo de Assistente em Manufatura de Calçados”, direcionado à área de produção da fábrica e envolve teoria e prática, concomitantemente, totalizando 1.250 horas (400 teóricas e 850 práticas). A iniciativa apoiada pelo SESCOOP/CE torna possível que a cooperativa responda às exigências legais do Ministério do Trabalho, e permite a formação de trabalhadores para atuar no mercado calçadista, liderado pela Cocalqui, na região.

  

Pandemia e resistência  

A realidade do mundo inteiro foi transformada com a chegada da covid-19, um dos problemas mais desafiadores enfrentados pela humanidade no século XXI. Milhões de empresas em todos os continentes cerraram suas portas. Dados da ONU revelam que cerca de 50 milhões de pessoas podem cair para a extrema pobreza, tal será o resultado da crise econômica gerada pelo novo coronavírus.  

A Cocalqui, no início da pandemia, viu-se obrigada a parar suas atividades por 70 dias, resultando em faturamento zero. Porém, com a força do planejamento e do Cooperativismo, a empresa está retomando os processos e reestabelecendo os padrões de faturamento. Segundo o diretor-financeiro João Isney Barbosa, a perspectiva é de que até o final do ano será possível reverter pelo menos 20% o prejuízo acumulado até então.  

   

Cooperação em meio à Crise  

O projeto de lei de n° 129/20 tornou obrigatória a utilização de máscaras de proteção pela população de modo geral em espaços de uso público e privado no estado do Ceará, em decorrência das ações de enfrentamento ao novo coronavírus. Além disso, a necessidade repentina deixou muitas pessoas desamparadas em relação ao uso de equipamentos de proteção individual.  

Graças à tecnologia disponível em seu parque fabril, a Cocalqui pôs em prática o Sétimo Princípio do Cooperativismo (Interesse pela Comunidade), produzindo EPI’s para doação no estado, com atuação orientada à geração de benefícios sociais e econômicos não apenas junto aos associados, mas à sociedade. Cerca de 10.000 equipamentos de proteção individual foram disponibilizados, entre protetores faciais, máscaras de TNT, máscaras de Tecido/hospitalar e luvas cirúrgicas.  

Através do Comitê de Crise criado pela cooperativa em tempo recorde - e de um rigoroso protocolo sanitário que também serviu de base à elaboração do protocolo estadual, a pujança do Cooperativismo foi evidenciada com a força do trabalho em equipe.  

Atuando de forma responsável e eficiente, a Cocalqui foi a principal doadora de EPIs para hospitais, abrigos, comerciantes e sociedade em geral. João Isney esclarece que a iniciativa não era uma questão de despender recursos financeiros. “O problema é que não havia equipamentos, e não podíamos ficar em uma bolha”. O diretor financeiro afirma que a decisão foi consensual entre os gestores da cooperativa, que perceberam as necessidades da população e concretizaram o ato de doar os EPIs. “Assim, estamos nos afirmando em relação ao nosso compromisso social”, completa. 


Sebrae lança programa com soluções para cooperativas e pequenos negócios associados

Oferecer as melhores soluções empresariais para atrair as cooperativas de crédito e os pequenos negócios cooperados, essa é a premissa do Transforma Cooperado, iniciativa do Sebrae com foco no desenvolvimento empresarial de cooperados, cujo lançamento será realizado no próximo dia 13. A flexibilidade e customização de projetos, definidas a partir dos desafios específicos de cada organização, são as principais características do programa.

Os números atuais da presença das micro e pequenas empresas no cooperativismo ratificam a importância do programa. Hoje existem mais de 800 cooperativas financeiras no Brasil, com cerca de 12 milhões de associados, sendo que as pessoas jurídicas (PJ) representam aproximadamente 14% desse total, com taxas de crescimento acima da pessoa física. Os empreendimentos de pequeno porte chegam a um total de a 1,5 milhões de empresas.

O Transforma Cooperado foi concebido a partir de levantamentos do Sebrae, que revelaram números positivos do cooperativismo no atendimento às pequenas empresas em comparação às instituições financeiras tradicionais. A proposta da iniciativa é proporcionar a melhoria da gestão e levar oportunidades de negócios para o pequeno cooperado além de contribuir também para a melhoria da governança, da gestão comercial e da gestão da carteira de crédito pessoa jurídica das cooperativas.

Weniston Abreu, analista do Sebrae, destaca o apoio da instituição nesse movimento. “As cooperativas de crédito oferecem tratamento e olhar diferenciados para os pequenos negócios e isso é extremamente importante. Transforma Cooperado posiciona o Sebrae como um parceiro estratégico das cooperativas na agregação de valor ao pequeno negócio cooperado. Reforçamos, assim, nossa atuação como prestadores de serviços de educação, consultoria empresarial e geração de negócios”, afirma.

O conteúdo do Transforma Cooperado pode contemplar ações presenciais ou a distância, com orientações, cursos, consultorias e rodadas de negócios, entre outras. As conclusões de uma pesquisa focus group (2019), indicaram maior interesse dos cooperados por temas de marketing e vendas, planejamento estratégico, gestão financeira e atendimento ao cliente. A customização das ações do programa será definida e negociada entre as unidades regionais do Sebrae e as cooperativas financeiras interessadas.

Para saber mais sobre o Programa, clique aqui.


Fonte: Agência Sebrae de Notícias

A cooperação não pode parar!

Em meio à pandemia, Sistema OCB/CE fez a distribuição de kits odontológicos a diversas entidades. Ação faz parte do Projeto Sorrisão, em parceria com a Uniodonto Fortaleza. Foram muitas experiências e aprendizados, encontrando-se formas de fazer acontecer, cumprindo-se as orientações e medidas sanitárias das autoridades, para a satisfação de todos os beneficiados. 


A cooperação é a força que move o mundo, trabalhar em equipe reflete os benefícios que os princípios do Cooperativismo promovem à sociedade. Exemplo disso é o Projeto Sorrisão, trabalho conjunto do Sistema OCB/CE e da Uniodonto, que desde 2012 promove a saúde bucal de quem mais necessita. A última intervenção, há pouco, viabilizou a entrega de mais de 1. 300 kits odontológicos, reforçando a importância desses cuidados e também do trabalho em equipe, já que as próprias cooperativas viabilizaram a entrega dos materiais em escolas e instituições, com a garantia de cumprimento às medidas de prevenção ao novo coronavírus estipuladas pela ANS.  

  

Fazendo acontecer  

De acordo com a analista de desenvolvimento Regina Caldas, a entrega dos kits reforça o compromisso do Sistema OCB/CE em dar continuidade aos trabalhos e assistência às cooperativas, fortalecendo o Sétimo Princípio do cooperativismo - Interesse pela Comunidade. “Mais uma vez, mesmo com a pandemia, conseguimos encontrar caminhos de promover as ações em benefício da comunidade, com o empenho das cooperativas, cumprindo todas às medidas sanitárias”. Regina destaca o envolvimento. “Movimentamos cooperativas de Fortaleza, Limoeiro e Várzea Alegre. Estamos nos reinventando, não podemos parar,” completa.  

   

Entidades beneficiadas  

Foram entregues 1.190 kits odontológicos para crianças e 153 para idosos, divididos em seis instituições e cooperativas: Casa do Menino Jesus, Lar Amigos de Jesus, Cooperfam (Cooperativa Agroecológica da Agricultura Familiar do Caminho de Assis), Unimed Vale do Jaguaribe, Sicredi Ceará Centro Norte (Cooperativa de Crédito da Região Centro Norte do Ceará) e Coopervárzea (Cooperativa de Transporte Alternativo de Várzea Alegre).  

   

O Sorrisão da Uniodonto  

A iniciativa consiste no atendimento educativo-preventivo a alunos de escolas públicas do estado, buscando conscientizar jovens e crianças sobre a importância dos cuidados de higiene bucal para a manutenção da saúde geral. Agora, o Projeto Sorrisão passa a integrar o cuidado com a saúde dos idosos, parcela pouco assistida odontologicamente. O atendimento é realizado por dentistas cooperados da Uniodonto Fortaleza.  

  

A logística é organizada pela OCB/Sescoop e a  Uniodonto e contempla, ainda, palestras sobre saúde bucal e entrega de kits odontológicos (com escova, creme e fio dental).  Muitos municípios do Ceará já foram beneficiados, entre eles Guaiúba, Boa Viagem e Trairi, além da capital do estado. O Sorrisão é reconhecido pela OCB Nacional em função da relevante contribuição social.  

  

Da parceria de oito anos entre a OCB/CE e a Uniodonto, pode-se comprovar que o Projeto, além de prestar serviço focado na saúde bucal de crianças, adolescentes e agora idosos, proporciona momentos de cuidado e troca de amor, de forma lúdica e com muita dedicação, agregando valor ao que se faz.    

  

Assista ao vídeo aqui e conheça melhor a ação do Projeto SORRISÃO no município de Várzea Alegre. 



Cooperativas de crédito: a promessa de crescimento da economia nacional

O Conselho Mundial de Cooperativas de Crédito (WOCCU, na sigla em inglês) definiu o tema para as comemorações do ano de 2020: Cooperativas de crédito: trazendo esperança à comunidade global. 

 

De acordo com o levantamento do Panorama do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo, do Banco Central do Brasil, o país já conta com 873 cooperativas singulares de crédito, chegando a mais de 12 milhões de cooperados, com 6.043 postos de atendimento, sendo 4,5% da população brasileira. Exemplificando: se todos os cooperados fossem vizinhos, somariam um número de população maior do que o estado de Pernambuco, e de grandes países como a Bélgica, Portugal e Grécia, maior até que os Emirados Árabes ou a Áustria. 

 

O Sistema OCB Nacional e suas unidades Estaduais têm motivos de sobra para comemorar o Dia Internacional das Cooperativas de Crédito, únicas instituições financeiras presentes em 600 cidades brasileiras. Pesquisa feita pela Instituição financeira cooperativa SICREDI revela que o cooperativismo de crédito incrementa o PIB per capita dos municípios em 5,6%; o setor criou 6,2% mais vagas de trabalho formal e aumentou o número de estabelecimentos comerciais em 15,7%, estimulando o empreendedorismo local; as cooperativas de crédito foram responsáveis pela criação de 79 mil novas empresas. 

  

Importância das cooperativas de crédito 

O presidente do Sistema OCB/CE, Nicédio Nogueira, ressalta o crescimento no setor mesmo durante a pandemia, tanto no número de associados, quanto nos recursos aplicados, sendo o sistema financeiro que mais emprestou capital durante a atual crise no país. “As cooperativas de crédito possuem o princípio de serem opções democráticas aos bancos. Isto é claro ao darem voz aos integrantes, que participam e opinam ativamente nas decisões”, completa. 


Além de oportunizar o negócio que muitos estavam esperando, o sistema disponibiliza informações para que seus integrantes tenham o conhecimento necessário e assim poderem ajudar a desenvolver a instituição, priorizando a educação cooperativista – 5° Princípio do Cooperativismo. “Não se trata apenas de educar financeiramente o cooperado, mas, principalmente, conscientizá-lo a respeito da sua relação com a sociedade e com a cooperativa”, finaliza o presidente Nicédio. 


Prêmio SomosCoop 2020 - Melhores do Ano 2020

As inscrições do Prêmio SomosCoop Melhores do Ano 2020 foram prorrogadas. O prazo final é o dia 16 de setembro. Não esqueça!

Deseja receber reconhecimento pela criatividade, visão e resultados obtidos por meio do seu case de sucesso?

Inscreva já o projeto da sua coop aqui:

http://melhores.premiosomoscoop.coop.br/

E boa sorte!

Sistema OCB/CE reforça a importância do Dia Nacional do Trânsito

O trânsito é a 10ª principal causa de mortalidade do Brasil. Em 2019 foram 40.721 óbitos, conforme relatório anual da Líder, administradora do seguro DPVAT. A maioria das vítimas é de jovens, entre 18 e 34 anos. Na perspectiva de um trânsito mais humano e seguro, o Sistema OCB/CE envolve suas Cooperativas na campanha, alertando para o cuidado e a educação no trânsito, com informações e boas práticas aos seus cooperados e público em geral. 

  

Dados alarmantes 

Além de um risco iminente à vida, os acidentes de trânsito representam altos gastos para o Sistema Único de Saúde. Entre 2007 e 2018, o país contabilizou 479.857 mortes em acidentes de transportes. A cada óbito, é desembolsada uma média de R$ 3,3 milhões, de acordo com o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), que aponta as principais causas para esse quadro de mortalidade e suas consequências econômicas. O levantamento aponta que o Brasil gastou R$ 1,584 trilhão com as ocorrências durante o período avaliado, uma média de R$ 132 bilhões por ano. 

  

Para o presidente do Sistema OCB/CE, João Nicédio Nogueira, as ações de educação e prevenção aos acidentes de trânsito devem caminhar lado a lado, mediante realização conjunta. “A fiscalização é necessária, principalmente integrada às ações educativas. Sozinhas, não funcionam como agente educativo, é tão só um inibidor do motorista. Portanto, fiscalização e educação”. 

  

Novas regras da legislação vigentes 

O Projeto de Lei 3267/19, aprovado pela Câmara dos Deputados, que altera o Código de Trânsito Brasileiro, segue para sanção do presidente da República. Entre as principais mudanças sugeridas está a proposta que aumenta a validade da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para dez anos e vincula a suspensão do direito de dirigir por pontos à gravidade da infração. Uma das emendas aprovadas substitui multas leves ou médias por advertências, caso o infrator não tenha cometido nenhuma outra infração nos últimos 12 meses. 

 

A respeito da suspensão da CNH 

Já há nova regra: para o condutor que exerce atividade remunerada, a suspensão será com 40 pontos (atualmente ocorre com 20), independentemente da natureza das infrações. Isso valerá para motoristas de ônibus ou caminhões, mas também para taxistas, motoristas de aplicativo ou mototaxistas. 

 

Entretanto, se o condutor remunerado quiser participar de curso preventivo de reciclagem quando atingir 30 pontos em 12 meses, toda a pontuação será zerada. Atualmente, essa possibilidade existe para aqueles com carteiras do tipo C, D ou E, se acumulados 14 pontos. 

 

Importante! 

Para ter habilitação nas categorias D ou E, ou para ser condutor de transporte escolar, ônibus, ambulância ou transportar produto perigoso, o Código de Trânsito exige que o motorista não tenha cometido infração grave ou gravíssima ou não seja reincidente em infrações médias durante os últimos 12 meses. Pelo texto aprovado, será exigido do profissional que ele não tenha cometido mais de uma infração gravíssima nesse período. 


Campanha do Sistema OCB/CE alerta para a importância da doação de órgãos e tecidos



Em parceria com a Central de Transplantes de Órgãos e Tecidos do Ceará, o movimento lançado pelo Sistema OCB/CE envolve cooperativas e cooperados em favor de uma iniciativa das mais nobres, humanas - possibilitar a continuidade da vida no outro. Um ato de amor ao próximo que pode ser decisivo para determinar a sobrevivência de uma pessoa.  

 

Setembro Verde, todo dia! 

Idealizada pela Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), a iniciativa busca conscientizar os cidadãos do Brasil para a realização de um último gesto de altruísmo em vida. Basta avisar os familiares sobre o seu desejo de manter-se vivo, eternizando-se no outro. Para ser um doador é simples: converse com seus familiares sobre o desejo de ser doador, deixando claro que eles devem autorizar a doação de órgãos e tecidos. A doação de órgãos só será feita após essa autorização. 

 

Um doador, vários beneficiados 

Para a Dr. Eliana Barbosa, coordenadora da Central Estadual de Transplantes de Órgãos e Tecidos, um único doador pode beneficiar vários receptores. “Eles são separados por órgãos e tecidos, tipos sanguíneos e outras especificações técnicas”. Esta lista única apresenta uma ordem cronológica de inscrição, sendo os receptores selecionados em função da gravidade ou compatibilidade sanguínea e genética com o doador. “A lista única assegura a seriedade e a transparência de todo o processo”. 

 

Verde, cor da esperança 

Por que o evento Setembro Verde? Entre os muitos meses do ano, a adoção da cor verde foi natural, pois simboliza a saúde e também a esperança e a liberdade. Um misto de símbolos perfeitamente adequados para reverenciar uma data especial, destinada a agradecer o altruísmo e o amor ao próximo, demonstrado pela figura do doador de órgãos. 

 

Cooperação e doação

O presidente do Sistema OCB-SESCOOP/CE, João Nicédio Nogueira, destaca que a doação de órgãos e tecidos foi tema do Dia C 2020. Segundo ele, esse ato de cidadania, de solidariedade e de amor tem a cara do nosso movimento. “Sendo a cultura da cooperação um meio de se alcançar o bem comum, e o cooperativismo a ferramenta que transforma o mundo em um lugar mais justo, feliz, equilibrado, doar órgãos e tecidos é cooperar com a vida”. 


LIVE “Assembleia Digital ou Presencial: Como decidir qual fazer?"

As cooperativas podem realizar Assembleia Gerais nas modalidades presencial, digital ou semi-presencial nos termos da Instrução Normativa nº 79/2020 do Departamento Nacional de Registro Empresarial e Integração (DREI). 

A referida Instrução Normativa trouxe modernidade e comodidade para os participantes, principalmente em momentos de restrições de locomoção e aglomeração de pessoas, como é o caso das regras de saúde pública para o enfrentamento a pandemia do Covid-19, mas trouxe também uma série de obrigações para quem vai realizá-las. 

Assim surge a necessidade de se saber em qual momento optar por uma das modalidades de assembleia e suas respectivas obrigações complementares.  

O Sistema OCB-Ceara explicará nessa Live, as formas que a cooperativa pode adotar e escolher qual opção lhe atende melhor nesse contexto atual com consultor Frederico Jofflily. É nesta terça-feira, dia 15 de setembro, às 17h no canal da OCB Ceara no YouTube

#CoopereSuaVidaValeMais: Sistema OCB/CE inicia campanha “Setembro Amarelo”

A motivação para todo esse cuidado e atenção é das mais justas. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam que em torno de 90% dos casos de suicídio no Brasil e no mundo todo poderiam ter sido evitados. 

O levantamento aponta que o suicídio é a segunda maior causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos, no mundo, atrás apenas dos acidentes de trânsito e está entre as três maiores causas de morte entre pessoas com idade entre 15-35 anos. A cada 40 segundos, uma pessoa atenta contra a própria vida, com 79% dos casos nos países de baixa e média renda. No Brasil, em média, 30 pessoas tiram suas vidas diariamente.  

Vale a reflexão! 

Antes de mais nada, deixar de lado o tabu e falar abertamente sobre o problema. Conversar sem julgamentos e acolher quem está em sofrimento psíquico pode salvar vidas. Encarar o problema de frente é o mais importante.  

E conversar, emprestar ombro amigo, procurar terapias adequadas. Dar carinho e amor, buscar compreender a dor outro, com todo respeito e atitudes no bem. 

Fique atento para não utilizar expressões como ”isso é frescura” ou “você tem a vida muito boa, não tem problemas”. Não funciona. Quem pensa forte sobre o suicídio tem uma ideia fixa, uma visão de túnel fechado - e não vê outra saída.  A rigor, não quer pôr fim à sua existência, quer acabar com o problema.

Estejamos atento, principalmente, aos indicadores de risco: 

Para disseminar conhecimentos sobre o que fazer e o que não fazer diante de tais situações, o Sistema OCB/CE lança, nesta quarta-feira (9/9), a campanha e hashtag “Coopere, sua vida vale mais”. Semanalmente serão produzidos vídeos com conteúdo de ajuda e dicas sobre prevenção ao suicídio. Baixe o Material Oficial da campanha aqui e fixe o Banner nas dependências de sua cooperativa. 

Calendário de vídeos - e temas que serão veiculados em nosso canal no YouTube, com a participação das cooperativas:

Dia 16/09 – Atente aos sinais. 

Dia 30/09 – Eliminando maus pensamentos. 

Acompanhe nas redes sociais @sistemaocbce e saiba mais em http://www.somoscooperativismo-ce.coop.br/.

Busque ajuda pelo 188!

 

SESCOOP-CE não para: e reforça atendimentos de forma virtual

A equipe de Desenvolvimento do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo vive uma nova fase: a da transformação, na medida em que repensa e reaprende as relações com as cooperativas filiadas ao Sistema. A crise mundial instalada dificultou, sobremodo, os atendimentos nas grandes empresas e organizações. Aqui não foi diferente! Mas não conseguiu prejudicar o compromisso do Sescoop-CE, que segue a sua rotina da melhor forma possível, com reuniões, assessorias e atendimentos, exercendo o que o cooperativismo tem de mais valoroso: o trabalho em equipe.

Transformar o atendimento, outrora presencial, em algo totalmente remoto, fez com que a instituição se adequasse ao “novo normal” estabelecido pela pandemia. A analista de Desenvolvimento Nádia Valesca avalia que atendimento jamais pode ser deixado de lado. “A vida prossegue, isso é passageiro, o movimento cooperativista não para. A cooperação é o que nos importa, mesmo com a presença remota.” Ela acredita que tão logo “passe essa fase de transformação”, o retrato que ficará é o do compromisso com as cooperativas.

Como ser atendido?

Os canais utilizados pela equipe são o WhatsApp, Google Meet, Zoom, telefones e e-mails. Para receber assistência, entre em contato pelo WhatsApp (85) 98104-8820, (85) 98187-4230, (85) 98162-0315 ou pelos números (85) 3535-3665, 3535-3669, 3535-3655, 3535-3662, 3535-3673. 

Escolha o melhor canal. Liga pra gente!